Julho 03, 2009

MST

(...)
- É sempre assim, esta auto-estrada?
- Assim, como?
- Deserta, magnífica, sem trânsito?
- É, é sempre assim.
- Todos os dias?
- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.
- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?
- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.
(...)
- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?
- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.
Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:
- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!


A ler tudinho... nao concordo com tudo, mas está lindamente "apanhado"!

Junho 30, 2009

Até já...

Porque já falta pouco tempo para poder voltar aos areais tão familiares... despeço-me até daqui a cerca de 2 semanas!!

Cores de Verão

E porque o sol brilha, achei por bem substituir o cinzento por um amarelo suave... para ajudar a entrar no espírito!

Junho 26, 2009

Ambivalencias

Soube hoje de manha que Michael Jackson tinha morrido, aparentemente de ataque cardíaco. Fiquei com pena, naturalmente. Mas sinceramente, foi só isso.

O mundo todo parece ter decidido que morreu o "Rei da Pop", que o mundo ficou mais pobre, que um grande ícone e exemplo desapareceu. Que um dos maiores negros Americanos desapareceu... multiplicam-se as mensagens de louvor e de profunda perda por parte de quem o conhecia e por parte de milhoes de fas.

Com todo o respeito, isto parece-me um bocadinho demais... claramente foi um grande artista/cantor/performer há 20 anos; criou um estilo, um som, uma imagem, tornou-se incontornável para a geracao nascida em 70 (quer se goste ou nao da música dele).

Mas que faz ele nos últimos 5/10/15 anos? Cantou o imperdoável "It doesn't matter if you are black or white" quando claramente nao o sentia, sujeitou-se a plasticas infinitas, perdeu (parte de) uma orelha para reconstruir um nariz cujas cartilagens nao aguentavam mais tortura, envolveu-se em escandalos de pedofilia e abuso infantil, foi a tribunal de pijama... sei lá ... refugiu-se que nem eremita há uns anos, os filhos aparecem sempre completamente tapados.... enquanto ser humano, embora acredite que tinha boas intencoes, era claramente desiquilibrado. Vivia no seu mundo da fantasia, tudo bem, nada contra (nunca se provou nada de alegacoes e por isso dou de barato que era inocente).

Exemplo para a comunidade negra?!?! Please....
Exemplo de comportamento?!?! No comments...

Este endeusamento chateia-me, confesso. É certo e sabido que quando as pessoas morrem, tornam-se logo e automaticamente mais espertas, mais bonitas, mais simpáticas, mais caridosas e mais boas pessoas. Mas caramba... para além de ter cantado umas cancoes há uma série de anos, nao vejo o porque de tanta comocao....

Fiquei triste com a notícia.
Tal como fiquei triste com a morte da Farrah Fawcett algumas horas antes após uma luta contra o cancro do cólon (que durava desde 2007).

Michael Jackson morreu. Espero que tenha encontrado o caminho para o seu "Neverland".

Junho 23, 2009

Tim Burton strikes again!!!!

Alice no País das Maravilhas by Tim Burton... só esta caracterizacao já me convence a ir ver o filme!!!


A Rainha de Copas (Helena Bonham Carter - aka Mrs. Burton)


O Mad Hatter (Johnny Depp - que aqui mais parece o Elijah Hood!!!)

A Rainha Branca (Anne Hathaway)

Junho 22, 2009

As series da minha vida

As series da minha vida?!

1. Era uma vez o corpo humano (tudo, tudinho, até ao fim!! Também gostava do "Era uma vez a vida", mas a série sobre o corpo humano deixava-me vidrada. Ainda visualizo os monstros azuis e roxos a comer sacos de acucar e multiplicar-se quando como doces. Nao me impede de os comer, mas sei bem o mal que faz!)

2. A lei de Carson (a série que fez querer seguir direito quando tinha uns 6/7 anos. Uma série Inglesa, sem grande glamour, mas com imensa dignidade. Achei que os advogados eram uns verdadeiros herois, a levar justica as pessoas... ingénua)

3. Ficheiros Secretos (anos e anos nao perdia um episódio. Vi as séries todas...)

4. V - A batalha final (que medo que tinha dos lagartos que comiam ratos do lixo! Há uns tempos vi umas cenas e achei os efeitos especiais patéticos, mas na altura nao havia melhor!)

5. Missao Impossivel (a preto e branco, o máximo! Aquilo sim, eram missoes impossiveis)

6. Os Vingadores (o que eu gostava da Miss Peel!!)

7. Twin Peaks (que curiosamente, é uma série da minha vida por nao a ter visto... os meus pais nao deixavam e só por isso queria porque queria ver. Se calhar nao conta, mas nao faz mal)

8. Ally Macbeal (série de gaija, é um facto, mas eu sou gaija, portanto...)

9. Weeds (um espectáculo, vi as épocas todas quase de enfiada)

10. Allo, allo (um classico! As frases "Shut up, don't be ridiculous!", "Good mourning" e "Listen to me carefully for I shall only say this once!" hao-de perdurar)

11. Adultos a forca/Growing pains (ja nao me lembro porque, mas sei que gostava e muito)

E pronto, era isto... ha series que segui 1 epoca e depois abandonei (como Prision Break), outras que tentei gostar e nunca consegui (Seinfeld, o Sexo e a Cidade)... e assim fico aquem das 15 que era suposto nomear... desculpa la I., mas fico-me por 11...

Junho 11, 2009

Chris Cornell

Hoje a caminho do trabalho passei por um poster anunciando um concerto dele na Holanda... em Groeningen...

Se fosse mais perto ia de certeza.

Uma das vozes masculinas mais inacreditaveis que ja ouvi.

Maio 12, 2009

Pictures of NY (VI) - publicidade em predios




Pictures of NY (V) - o trabalho

Pictures of NY (IV) - Ground zero

A vista do meu quarto de hotel. Perturbador. A imagem nao reflecte a realidade.

Pictures of NY (III) - Financial District & Downtown





Pictures of NY (II) - Central Park



Pictures of NY (I) - Skyscrappers




Maio 11, 2009

Pieces of NY (IV) - SouthWestNY

A melhor pizza da minha vida! Bem, pelo menos que me lembre...

Wild Mushroom PizzaCremini, shiitake, portobello & oyster mushrooms, fontina & mozzarella cheeses with basil pesto. Garnished with roasted sweet garlic cloves $11.29

A felicidade a custar 11,29 dólares?!?!

O restaurante fica no World Financial Center, ao pé da marina, a 10 mns de Battery Park.

As batatas fritas sao também excelentes. Sequinhas e sem pinta de óleo, estaladicas por fora e com um sabor ma-ra-vi-lho-so (a pizza era de comer e chorar por mais, mas é claro que provei o prato do meia-laranja, ora...)

Fica a recomendacao!

Pieces of NY (III) - Grimaldi's

Depois de termos passado a porta no fim-de-semana e de termos visto a fila cá fora, decidimos que talvez tentássemos durante a semana. Para quem nao sabe (tal como eu há uma semana), é uma das pizzarias mais famosas de NY (embora esteja em Brooklyn, mesmo por baixo da ponte). Aqui neste site encontrei mais de 600 reviews do restaurante...

Fomos na 2a feira a noite. Ou melhor, as horas de jantar holandesas... ou seja, 18h! Estávamos com fome e em vez de gastarmos dinheiro a lanchar e depois a jantar, decidimos antecipar a coisa e lá fomos.

E nao havia fila!

Nao aceitam cartoes, só dinheiro vivo (ainda bem que o meia-laranja nao se deixou demover do seu intento de levantar dinheiro apesar de eu reclamar que hoje em dia nao há restaurante que se preze que nao aceite cartoes);

Nao há grande privacidade (as mesas sao alinhadas e umas em cima das outras)

Nao há entradas nem sobremesas

Dito isto...

As pizzas sao optimas! Massa fina e estaladica, os ingredientes sao todos pagos a parte e é o cliente quem escolhe. Dividimos uma pizza grande e ficámos mais que bem!

Servico rápido e eficaz!

Pagamos menos de 40 dólares (pelos 2) o que é uma pechincha. Regressámos a pé ao Hotel pela Brooklyn Bridge.

Um restaurante a visitar, sem dúvida. Mas nao, nao foi a melhor pizza que já comi... já lá irei!!!

Nota: Ao nosso lado, um grupo de 5 pediu 4 pizzas... impressionante! Todos tinham um tamanho igualmente impressionante, devo dizer...

Maio 08, 2009

Pieces of NY (II) - Lady Liberty

Linda, incontornável, um marco histórico e cultural da cidade de Nova Iorque. Ve-la a meia dúzia de metros sabendo que foi a primeira imagem para milhares e milhares que atravessaram um oceano na esperanca de uma vida melhor é algo de muito poderoso.

Mas estranhamente, e obviamente influenciada pelos filmes, estava convencida que a estatua era enorme e imponente... nao é. De todo. É mesmo muito mais pequenina do que eu pensava...

Pieces of NY (I) - New York Philarmonic

Queríamos ir assistir a um espectáculo na Broadway - os bilhetes a 180 dólares (e serem todos musicais, nao no topo das preferencias do meia-laranja) demoveram-nos.
Queríamos ir a opera. 5 horas só com lugares de pé fizeram-nos mudar de ideias.
Queríamos ir assistir a um espectáculo da New York Philarmonic. Conseguimos.

Repertório:
Dvorak (The Golden Spinning Wheel) Op 109, 1896
Saint-Saens (Violin Concerto nr 3 in B minor, Op 61 (1880). No violino principal, Joshua Bell
Martinu (Simphony nr 4) H 305 (1945)

O maestro, Alan Gilbert, imprimiu uma energia incrivel e a noite passou a voar. Valeu imenso a pena...

Notas to self: Curioso ver que a media de idades do publico deveria andar pelos 60 anos. Curioso reparar que metade dos musicos tinham ascendencia oriental.

Abril 20, 2009

NY

Nunca lá fui e era um dos destinos no "top of the list". O trabalho proporcionou a oportunidade... e eu nao digo que nao! De 1 a 6 de Maio estarei aqui (com o meia-laranja, o que torna tudo ainda melhor!!!) Será que quando voltar me junto ao coro dos que dizem:

Abril 17, 2009

Twillight

Desde Janeiro que nao lia nada que nao fosse relacionado com estudo.

Já tinha ouvido falar desta coleccao (4 livros), mas tinha a sensacao que seriam livros para adolescentes, com uma escrita que já nao me diria muito.

Estava enganada. Os livros nao duraram nem uma semana a ser devolvidos a dona.

Twillight - 1 volume


New Moon - 2 volume


Eclipse - 3 volume
Breaking Dawn - 4 volume

Tinha saudades de ler sem preocupacoes de "decorar"ou "perceber". Só deixar-me levar pela história e personagens... Gostei.

Abril 02, 2009

Paris

3 dias a andar... cerca de 80 kms caminhados.

Ponto de partida diário: Pigalle (a 5 mns do Moulin Rouge)

Pontos altos da viagem:
  • A companhia- Absolutamente! 3 dias sem stresses, birras ou desentendimentos! Boa conversa, bom ambiente!
  • O tempo- apanhámos as 4 estacoes em 3 dias... impressionante! Deu para ter uma ideia de Paris ao longo de todo o ano...
  • A nossa resistencia - mesmo com dores de pés, costas, nos tendoes de aquiles e sabe-se lá que mais dores nao declaradas, ninguém abrandou, ninguém quis parar...
  • A cidade - nao é a minha cidade preferida. Tem demasiada pobreza, sujidade e cheiro a lixo para o meu gosto, mas há zonas belíssimas, sem dúvida absolutamente nenhuma.
  • Encontros inesperados - um amigo do meia-laranja, frances a viver em Pt, estava lá a passar o fim-de-semana por pura coincidencia! Ainda estivemos um bocadinho com ele.

Pontos baixos:
  • Já mencionado: o cheiro a lixo que em certas zonas e do nada nos invadia as narinas; os mendigos por toda a cidade.
  • O restaurante "Au pied de Cochon" ao pé da Igreja de St. Eustache... vem nos guias, mas pela vossa rica saúde, nao ponham lá os pés!!! Desde servico mau (longo, lento, demorado... you name it!), a má apresentacao e falta de qualidade (pedimos uma tabua de queijo e apos meia-hora de espera trouxeram-nos 3 pedacos de queijo (dois dos quais repetidos - isto em Franca onde ha milhentos queijos de que tanto se orgulham!) aos pratos em si. Podemos ter tido os 3 azar, mas duvido. Os pratos com relativo aspecto e mau sabor estavam la, mas ainda pior é que o prato com bom aspecto e bom sabor (relativo), que por acaso até era o meu, me deixou tao doente, mas tao doente, que passei a noite toda a confraternizar com a sanita do hotel... no comments!!! Venha o diabo e escolha...

Dia 1 (1/2 dia na verdade... só comecámos praticamente a hora de almoco)

Aeroporto;
Pigalle;
Sacre Coeur;
Opera;
Place Vendome;
Louvre;
Tuilleries;
Concorde;
Champs Elisées;
L'Arc du Triomphe;
Trocadero;
Tour Eiffell;
Regresso a Pigalle;

Dia 2

Pigalle,
Gare du Nord,
Gare de L'Est;
Marais;
Les Halles;
Eglise de St. Eustache;
Rivoli;
Georges Pompidou;
St. Denis;
Les Invalides;
Jardins du Luxembourg (já fechados);
Eglise de St. Sulpice;
Quartier Latin (by night);
Notre Dame (by night);
Regresso a Pigalle.

Dia 3

La Madeleine;
O Sena;
nova tentativa de subir a Tour Eiffel (sem sucesso);
Montparnasse;
St Germain des Pres;
Jardins du Luxembourg (abertos);
Hotel de Ville;
Bastille e nova Opera;
Les Halles (para jantar - o famoso au Pied de Cochon);
Pigalle.


Dia 4 (1/2 dia na verdade... comecámos bem perto do almoco e fomos para o aeroporto as 17h)

Montmartre;
Parc Monceau;
L'Arc du Triomphe;
Avenue Foch;
Bois de Bologne;
Avenue Foch;
L'Arc du Triomphe;
Galleries Printemps;
Galleries Lafayette;
Opera;
Pigalle.
Aeroporto.

Nao consigo por fotos aqui, mas em bom rigor também nao tirei nenhuma... o nosso companheiro de viagem andou sempre com a sua menina ao pescoco e tratou de fazer a reportagem fotográfica.

O link para as fotos encontra-se por aqui...

Março 31, 2009

RIP

Nao quero escrever sobre alguem que tocou outras vidas de forma muito mais profunda que a minha.

Nao quero deixar de escrever sobre alguem que conheci e me conquistou.

No meio termo, nas meias-palavras, no semi-entendimento, fica aqui o meu adeus.

Março 16, 2009

8 anos

Happiness


Este filme saiu em 98, mas por alguma razao, nunca tinha ouvido falar dele. Este fim-de-semana vimo-lo na casa de uma amiga.

O pré-aviso recebido foi o de que o filme "eram só tarados".

O filme mexeu com as minhas emocoes... porque lida com um pedofilo, um pré-adolescente com perguntas incómodas acerca da sua sexualidade, com uma escritora infeliz, um casal a entrar na velhice, uma gorda solitária e com um segredo, um frustrado que faz chamadas ao calhas enquanto se masturba, uma sonhadora, uma dona de casa "that has it all" etc..., e eu consegui rever-me um pouco em cada personagem. Todas aquelas personagens podiam ser pessoas que eu conheco, podiam ser eu, pelo menos em parte ou em momentos.

Todas querem o mesmo que as "pessoas normais". Serem felizes. Qual o percurso? Como se atinge? E a moralidade das escolhas? Até onde é aceitável ir?

O filme tem um humor negro, perverso, imoral. Mas nao é patético nem condescendente.

Eu gostei. Mas nao creio que seja para todos.

Março 11, 2009

Um discurso inspiracional....

Holland may boycott UN racism meeting



The Netherlands may boycott a United Nations conference on racism unless the draft text of the closing declaration is amended, foreign affairs minister Maxime Verhagen said in Geneva on Tuesday.


'The draft closing document is not acceptable in its present form,' Verhagen said in his speech to the UN human right's council.
'It does not focus on the main challenge of addressing the problem of racism. Instead, the thematic world conference is being used by some to try to force their concept of defamation of religions and their focus on one regional conflict on all of us.'
Verhagen said the Netherlands 'cannot accept any text, which would put religion above individuals; does not condemn discrimination on the basis of sexual orientation; condones anti-semitism or singles out Israel. These are clear red lines for the Netherlands.'
The US, Canada and Israel have already pulled out of the conference, scheduled to take place April 20-25 in Geneva, because of the draft text of the concluding document
.



O discurso foi o seguinte (resumo):



How great a distance is there, really, between one person and another? Naturally, there are noticeable differences between us. We look different; we speak different languages; we worship in a different way or not at all. Our trials and tribulations in life are different: too many people are struggling each day for mere survival, while others are born in luxury the world can ill afford.



The circumstances we live in define our identity. But despite these many diverse identities, our nature – our human nature – is the same everywhere. People the world over strive to live peaceful and prosperous lives, to feed and educate their children, to protect themselves from violence and disease. Everyone worries in times of crisis; everyone rejoices in times of happiness. Fundamentally, we are not so different, whether we were born in Maputo, Manila, Medina, Miami, Montevideo or, like me, Maastricht.



Even people who may feel that they are worlds apart – Sinhalese and Tamils, Kosovars and Serbs, Israelis and Palestinians – ultimately share the same hopes and the same fears. They love; they mourn; they work hard to improve their prospects. The world’s citizens all long for the same basic things in life: security, prosperity and freedom.



Yet despite this common interest, the world is more often than not portrayed in terms of divisions. Especially with the global power shift we are witnessing today, and the uncertainties of the global economic crisis, the world’s nations seem at times to be drifting apart rather than working more closely, as they should be doing, to shoulder today’s challenges together. I sometimes observe a ‘West against the rest’ mentality at the United Nations.



Sixty years after the adoption of the Universal Declaration of Human Rights, that guiding document is regarded by some as merely a Western invention that does not concern them – a set of one-sided impositions rather than a reflection of universal values.
I am worried by these developments.




I strongly disagree with the notion that human rights are a new form of colonialism. The fallacy in this argument deeply disturbs me. Human rights apply to all people, in all places, at all times. The nations of this world may have their political disputes, they may disagree on many things – but they should not fight their battles at the expense of millions of people worldwide whose rights are being trampled on. Human rights violations deserve our full attention, and the people who suffer these violations deserve our full protection, no matter who they are or where they come from. The human rights of our fellow citizens should matter more to us than scoring points for eloquence and jockeying for position.


First of all, we need engagement. All of us should invest in making the world a better place. I therefore warmly welcome the United States’ decision to engage with the Human Rights Council. I feel strongly that the US belongs here, as a traditional human rights defender with the capacity to inspire the world.


Secondly, we need empathy. For example: I share the concerns that many members states have expressed about double standards at the Council. I have repeatedly stated that there can be no double standards when it comes to the protection of human rights; everyone’s rights are of equal value. That means that we should not always lash out at the same countries, while choosing to ignore others. We should be guided by the scale of the violations: no one, friend or foe, should get away with gross atrocities.


Reaching out to one another does not mean we will always agree. It is safe to say that we will continue to have our differences. And that is legitimate. What is not legitimate is holding the entire UN human rights system hostage to those differences. Take the Durban Review Conference as an example. The Netherlands is firmly committed to eliminating racism and related forms of intolerance. We would like to report on our progress in implementing the Durban Declaration and Programme of Action. But I am deeply disturbed by the turn this event is taking. The way in which the preparatory process for this review conference has been proceeding suggests that it is unlikely to be a useful exercise, a meeting that will really assist in reaching our shared objective: abolishing racism. I therefore fully understand why some countries have decided not to participate in these proceedings any longer.



For the Netherlands, too, the draft outcome document is not acceptable in its present form. It does not focus on the main challenges to address the problem of racism. Instead, the thematic world conference is used by some to try to force their concept of defamation of religions and their focus on one regional conflict on all of us.



That is certainly not what I have in mind when I call for a more empathetic approach. To all the delegates who doubt the Netherlands’ intentions, I say this: we do want to participate and work together on a useful outcome – but not at any price. We cannot accept any text, which would:
put religion above individuals; not condemn discrimination on the basis of sexual orientation; condone anti-semitism or single out Israel.



There will always be countries that have no intention of making the Council a success, because they wrongly believe that they can infringe the human rights of their citizens with impunity. There is a quotation from Samuel Johnson that sums up very nicely an important lesson for those governments. As early as the eighteenth century, Johnson said, ‘No government power can be abused long. Mankind will not bear it. There is a remedy in human nature against tyranny.’


The many human rights defenders around the world are living proof that Johnson’s words still ring true today. Like him, I am convinced that human rights defenders will eventually be victorious; in the end, freedom will prevail. We should help these human rights defenders where we can, and not side with the tyrants of this world. After all, the Human Rights Council was created to make a real difference in the lives of real people. Let us work shoulder to shoulder towards that noble goal.


Thank you.


O discurso na totalidade esta aqui

Nem mais

A pergunta do mes, ou quica do ano:


...ficar em casa doente dá-me para o masoquismo, por isso estou a ver a Praca de Alegria e a perguntar-me porque é que deram um tiro no John Lennon e em outras figuras públicas tao preciosas e o Manuel Luís Goucha ainda continua por aí. Ele, a Maya e outros que tal. Porque?

Está brilhante...

Março 10, 2009

The Reader

Desculpem-me qualquer coisinha, caros fans do Milk ou do Slumdog Millionaire...

O The Reader é incomparavelmente melhor. Ponto final.

Março 09, 2009

Para passeios intermináveis

Há que séculos que andava a procura de uns tenis para o fim-de-semana.

Tinham de cumprir os seguintes requisitos:
  • Serem femininos (nao queria andar com uns trambolhos nos pés, por muito confortáveis que fossem). Aqui as miudas tem todas 1,80m e 50 kgs de peso e por isso podem por qualquer coisa nos pés... nao é o meu caso;
  • Darem com visuais desportivos e com visuais "mais arranjados";
  • Nao serem escandalosamente caros;
  • Serem fashion (há modelos do tempo da maria cachucha que eu gosto, mas já nao se usam...);

E este fim-de-semana comprei-os.

Nao sao consensuais (o meia-laranja está entre o "nao gosto nada"e o "nhé... assim-assim")

Mas eu gosto!


Os meus Nike Blazer Mid




uma historia simples - a crise

recebida por email, autor desconhecido.

Heidi é a proprietária de um bar em Berlim.

A fim de aumentar as vendas, ela decide permitir ao seus clientes habituais - a maioria dos quais são alcoólicos desempregados - que passem a beber gratuitamente, pagando mais tarde.

Ela mantém um registo das bebidas consumidas num livro (concedendo aos clientes empréstimos).

A palavra é passada e, como resultado, o bar da Heidi é inundado por um número crescente de clientes. Aproveitando que dá a sua clientela "liberdade de nao pagamento imediato", Heidi aumenta o preço do vinho e da cerveja, as bebidas mais consumidas.

Com isto, o volume de vendas aumenta dramaticamente. Um jovem e dinâmico consultor de assistencia ao cliente de um banco local reconhece essas dívidas de clientes como activos futuros valiosos e aumenta o limite de endividamento da Heidi. Ele não vê motivo para preocupação, pois tem as dívidas dos alcoólicos como garantia.

Na sede do banco, peritos decidem transformar estas dividas de clientes em DRINKBONDS, ALKBONDS e PUKEBONDS. Estes títulos são então negociados nos mercados mundiais. Ninguém realmente compreende o que significam estas abreviaturas e como os valores estão garantidos. No entanto, com a sua contínua subida dos preços, estes valores tornam-se produtos de sucesso e altamente cobicados.

Um dia, e embora os preços continuem a subir, um gestor de risco (posteriormente demitido devido ao seu pessimismo) do banco decide que chegou a hora de exigir o pagamento das dívidas contraídas pelo bebedores do bar da Heidi.

Contudo, eles não podem pagar as dívidas. Heidi não consegue cumprir as suas obrigações de pagamento dos empréstimos no banco e declara falência. DRINKBOND e ALKBOND tem uma queda de preço de 95%. PUKEBOND tem melhor desempenho, estabilizando o preço após desvalorizar em 80%. Os fornecedores do bar da Heidi, depois de terem alterado as condicoes de pagamento de dividas e de terem investido nos títulos são confrontados com uma situação nova em que nao conseguem cobrar as dividas nem vender os titulos.

O fornecedor de vinho declara falência, o fornecedor de cerveja é adquirido por um concorrente.

O banco é salvo in extremis pelo Governo na sequência dramática de reunioes entre líderes políticos e do banco.

Os fundos necessários para este efeito são obtidas por um imposto cobrado sobre os não-bebedores.

FIM
____


Heidi is the proprietor of a bar in Berlin.

In order to increase sales, she decides to allow her loyal customers - mostof whom are unemployed alcoholics - to drink now but pay later.

She keeps track of the drinks consumed on a ledger (thereby granting thecustomers loans). Word gets around and as a result increasing numbers of customers flood intoHeidi's bar. Taking advantage of her customers' freedom from immediate payment constraints, Heidi increases her prices for wine and beer, the most-consumed beverages. Her sales volume increases massively.

A young and dynamic customer service consultant at the local bank recognizes these customer debts as valuable future assets and increases Heidi's borrowing limit. He sees no reason for undue concern since he has the debts of the alcoholics as collateral. At the bank's corporate headquarters, expert bankers transform these customer assets into DRINKBONDS, ALKBONDS and PUKEBONDS.

These securities are then traded on markets worldwide. No one really understands what these abbreviations mean and how the securities are guaranteed. Nevertheless, as their prices continuously climb, the securities become top-selling items. One day, although the prices are still climbing, a risk manager(subsequently of course fired due his negativity) of the bank decides that slowly the time has come to demand payment of the debts incurred by the drinkers at Heidi's bar.

However they cannot pay back the debts. Heidi cannot fulfil her loan obligations and claims bankruptcy. DRINKBOND and ALKBOND drop in price by 95 %. PUKEBOND performs better, stabilizing in price after dropping by 80 %. The suppliers of Heidi's bar, having granted her generous payment due dates and having invested in the securities are faced with a new situation.

Her wine supplier claims bankruptcy, her beer supplier is taken over by a competitor. The bank is saved by the Government following dramatic round-the-clock consultations by leaders from the governing political parties.

The funds required for this purpose are obtained by a tax levied on the non-drinkers.

Março 04, 2009

As verdades e as tretas!

1- Espetei um prego num pé e não me queixei para não levar sermão da minha mãe. Ela acabou por descobrir por causa do rasto de sangue.
Verdade, verdadinha! Ainda enchi a ferida de areia de praia (isto aconteceu na Arrábida) para disfarcar, mas nao me serviu de muito.

2- Durante anos e anos tive um medo irracional dos dentes de drácula do Michael Jackson no thriller.
Com algum embaraco confesso que também é verdade! O meu pai até comprou uns iguais para mostrar que era a fingir e quando o vi com aquilo posto ainda fiquei com mais medo... ainda hoje tudo o que envolva terror me deixa nervosa e desconfortável. O meia-laranja pode confirmar!

3- Já fiz mais 2000 kms em 2 dias para ver um concerto.
Verdade e com muito orgulho! Valeu cada km percorrido!

4- Já fui abordada na rua por um agente de uma agência de modelos para fazer testes.
Obrigada a todos quanto acharam que isto podia ser verdade, mas nao... é mentira! Nunca fui abordada para tal. Fiz uma brincadeira dessas com 15 anos na escola e percebi que estar em cima de um palco com roupas "mais diminutas que o normal" cheia de gente a olhar para mim... naaaa... nunca daria. E depois tinha de passar muita fominha para poder ter o peso suposto. Again... naaa, nunca!

5- Não consigo gostar dos livros do José Saramago, por mais Nobeis que receba.
Mentira! Nao gosto de todos os livros dele, mas tem alguns que valem bem a leitura dificil. Aquela ausencia de pontuacao nao é nada fácil... mas o Levantado do Chao e A Caverna sao 2 que eu adoro.

6- Tive um affair com um assistente da minha Faculdade.
Mentira! Como disse a I., os assistentes eram fraquinhos, fraquinhos... e mesmo que nao fossem, acho que nunca aconteceria. Sou muito tótó para uma coisa dessas. Isso era "muito a frente"...

7- Andei a luta com uma amiga por causa de uma pista para corrida de caricas.
Verdade! Entao anda uma miuda a fazer uma pista espectacular e uma palerma chega e comeca a destruir o meu trabalho?! Nao se admite!

8- Um dos meus melhores amigos de infância era um poste.
Verdade. Era a verdadeira atraccao fatal. Há fotos na casa dos meus pais que atestam esta grande amizade. Passava horas empoleirada e nas macaquices!

9- Ja fui tao descoordenada que partia loiça todas as semanas.
Verdade... helas... chegava a ser advertida cada vez que pegava em loica. Ainda acontece hoje em dia, mas menos... se nao estou concentrada, sou um bocado despistada. I., a jogar basket estou sempre concentrada, dai nao me atrapalhar!

E pronto, 6 verdades, 3 mentiras... todas seguidinhas e tudo para ajudar.

Março 02, 2009

As verdades das mentiras

A I. já me passou isto há uns dias, mas a falta de tempo ainda nao me tinha deixado pensar no que escrever.

Ora bem, tenho de escrever 9 afirmações, sendo que 6 sao verdade e 3 mentira. Fica o repto para quem quiser tentar adivinhar.

1- Espetei um prego num pé e não me queixei para não levar sermão da minha mãe. Ela acabou por descobrir por causa do rasto de sangue.
2- Durante anos e anos tive um medo irracional dos dentes de drácula do Michael Jackson no thriller.
3- Já fiz mais 2000 kms em 2 dias para ver um concerto.
4- Já fui abordada na rua por um agente de uma agência de modelos para fazer testes.
5- Não consigo gostar dos livros do José Saramago, por mais Nobeis que receba.
6- Tive um affair com um assistente da minha Faculdade.
7- Andei a luta com uma amiga por causa de uma pista para corrida de caricas.
8- Um dos meus melhores amigos de infância era um poste.
9- Ja fui tao descoordenada que partia loiça todas as semanas.

E parece que tenho de passar a 6 pessoas... pois, temos pena.... quem quiser que se aproprie!!

Et voilá!

Fevereiro 26, 2009

Está explicado...

Porque é que tantas vezes me sinto um "extraterrestre"...





Your Personality is Very Rare (ENTP)



Your personality type is optimistic, curious, enthusiastic, and open.



Only about 4% of all people have your personality, including 3% of all women and 5% of all men.

You are Extroverted, Intuitive, Thinking, and Perceiving.




Visto aqui e "roubado".

Fevereiro 23, 2009

Helas

Este fds tinha bilhete para ir a um concerto de musica... nao fui.

O concerto nao foi cancelado, mas eu nao quis ir... é o primeiro concerto a que falto tendo bilhete por sentir que o resto das responsabilidades sao mais importantes.

Devo estar a ficar "crescida"

Gaita!

Fevereiro 11, 2009

Mais uma pérola cinematográfica



O último filme que vi.

E bolas, quem diria que um actor de spaguetti films pudesse criar gemas como aquelas com que nos tem deliciado... desde A perfect World (com Kevin Costner, que tem ali uma interpretacao brilhante), As Pontes de Madison County, Unforgiven, Mystic River, Million Dollar Baby...

Clint Eastwood conforme envelhece, vai ganhando uma dimensao real e emocional nada menos que espantosa. O filme tem uma maturidade na forma como é apresentado que nao se ve todos os dias. Mistura um humor doloroso com uma realidade absurda e contraditória. Sem truques, efeitos especiais, grandes producoes ou espalhafato. Um filme brilhante.

Fevereiro 10, 2009

Viagens e recordacoes (II)

Estive muito recentemente em Paris a trabalhar e no regresso a casa, na Gare onde apanhei o comboio de regresso, dei por mim a recordar.

Na mesma estacao, há 9 anos, tambem eu apanhava um tgv para voltar para casa. Nessa mesma estacao, por debaixo das arcadas de ferro, uma dolorosa despedida, uma separacao, uma dor interior e o corpo a querer literalmente partir-se. Uma tristeza e sentimento de perda que pensei que nunca mais passasse.

10 anos depois, a mesma estacao, um tgv diferente, e ao recordar o passado, apenas um sorriso.

Pode demorar, mas o tempo cura tudo.

Viagens e recordacoes (I)

Estive em Leuven no fim-de-semana passado. Parte do MBA é lá e por isso, uma vez por mes, comecarei a passar um fim-de-semana nessa cidade universitária.

Enquanto lá estive tive uma sensacao estranha.

Já estive em Leuven várias vezes, mas sempre para jogar basket... fazia parte da equipa de basket da minha Faculdade e todos os anos eramos convidados para o LISST (Leuven International Sports Student Tournement). Passavamos uma semana inteira por lá em competicoes.

E estranhei que nao me lembrasse de nada da cidade...

É certo que durante as minhas estadias, pouco saía a rua. Passávamos os dias num pavilhao gimnodesportivo e a noite arrastávamo-nos para as residencias. Mas ainda assim, fui mais do que uma vez ao centro, ou para passear ou para beber uns copos.

E, na verdade, nao reconheci nada. Nao me lembro de nada.

Foi a primeira vez que me aconteceu. Estar num sítio onde sei que estive e nao ter qualquer referencia ou sentido de orientacao.

Sei que ja passaram talvez 8 anos desde que lá estive, mas ainda assim estranhei.

Dezembro 15, 2008

Leituras de cabeceira

E porque a vida nao pode ser comandada exclusivamente pelo trabalho...

I. Winter in Madrid, de C. J. Sansom



Passado em Espanha pós Guerra Civil e durante a época do Franco. Muito bom.



II. The Piano Tuner, de Daniel Mason


Passado em Burma, aliás, Birmania, aliás, Myanmar.... muito interessante de um ponto de vista histórico e cultural. Também gostei bastante.


III. Real World, de Natsuo Kirino


Uma das mais famosas escritoras de thrillers policiais e negros Japonesa.
"Natsuo Kirino’s latest noir thriller, a grim look at teen culture, elicited varying reactions from critics. Kirino focuses intently on her characters’ inner lives as she delves deeply into their nihilist worldviews and feelings of alienation. But some critics found the angst-ridden, self-absorbed teens melodramatic and unconvincing, their slang-studded dialogue often cringe-worthy. Tension mounts as narrators shift and events are gradually revealed from different perspectives; however, some reviewers considered the plot depressing and predictable. Instead of a suspenseful crime novel, Real World may function better as an examination of contemporary youth coming of age in a world of chat rooms, text messages, and reality TV who will cling to anything that connects them, however tenuously, to what they perceive as the “real” world. "


Em comum? Nenhum acaba como eu esperava. E isso é bom.
E o Natal está a porta... pode ser que o Pai Natal ache que eu fui uma boa menina e me traga mais livros...

Novembro 27, 2008

Uma belissima ideia!!

Revolving door generates electricity

Thursday 27 November 2008

The revolving door at the La Porte cafe in Zeist has been hooked up to a generator to produce electricity, NOS tv reports on Thursday.

Each customer coming into the former station building generates enough power to produce a cup of coffee. The door's makers tell the NOS it will save the owners 4,600 kilowatts of power a year.

Pequenas ideias com grandes impactos! Gostei de ler...

Novembro 20, 2008

Eu, gostar deste filme?! Naaao...

Pois, I., este e apenas um dos filmes "mauzitos" que, se estiverem a dar, nao consigo deixar de ver... e ha mais... oh la la se nao ha mais...




(Willow - na terra da magia)

Quem quiser entrar no desafio e por as vergonhas a nu, vao la ao blog da I. ver as regras...

Outubro 03, 2008

a crise financeira em miudos (parte III)...

( No Conselho de Administração,)

- QUEM É QUE BANDOU BETER HORBODAS NOS FRANGOS?
berrou a Presidente do Conselho de Administração da Empresa Primos SA, ainda não estavam todos sentados e imediatamente os três outros primos olharam para o Dr. Santos. O Dr. Santos, CEO, aguentou o olhar dos quatro ao mesmo tempo e respondeu:
- Se a Maria queria frangos maiores à força de milho biológico, esqueceu-se de me dizer a marca…
e a ordem foi restabelecida na sala.
É nesta primeira crise da Empresa Primos (esqueci-me do resto do nome) SA que se começa a ver o calibre de accionistas e gestores executivos. A crise é deveras grave:
Por um lado, não só temos algumas verdades a correrem pela Rádio Alcatifa (que, como toda a gente sabe, é forma de comunicação mais rápida que a velocidade da luz) que acabam por sair das portas da empresa (realmente os frangos estão alimentados com hormonas), como alguns boatos que foram crescendo:a Maria só tem uma gripe e as alfaces estão amarelas, para experimentar uma variação de cor no mercado; infelizmente o director de Marketing teve um ataque de qualquer coisa que não quis dizer (mas que tem aberto todas as emissões da Rádio Alcatifa, incluindo marcas do que lhe foi receitado e como e onde e quantas vezes aconteceram para ter adoecido daquela forma), esqueceu-se de dar andamento à campanha publicitária e os seus colaboradores estão a aproveitar aquela aberta para se actualizarem na net (e jogarem patos e loops o dia todo). Estes factores, em conjunto, quando saem da porta da empresa e entram no circuito da comunicação, já não interessa se são verdade ou se não são: os compradores e vendedores de acções são pessoas que reagem muito depressa. E, uma vez em queda, há sempre um efeito bola de neve.
Por outro lado, pela primeira vez na vida daquela empresa, aquele conforto relativo de domínio de mercado, está ameaçado pela concorrência. Não é uma concorrência qualquer. É que na Aldeia Global cabe toda a gente, incluindo aquela que produz a custos muito menores. E, se o consumidor é capaz de pensar duas vezes na qualidade daquilo que lhe custa uns valentes patacos, nos produtos mais baratos, prefere sempre o mais barato. Afinal, caramba, qual é a diferença entre uma alface verde produzida numa empresa que tem custos de produção e mais aquelas alcavalas todas de subsídios e planos e horas extraordinárias e descontos para o fisco e segurança social e outra alface verde que é produzida numa empresa que não terá senão os custos de produção? A única diferença é que a primeira alface é produzida na Aldeia Básica nº1 (e arredores) e a outra é produzida na Aldut Basikinchin I. E quem compra as alfaces, escolhe a alface que quer na sua salada.
O problema é que, se as alfaces conseguem ir de um lado para o outro, já os moradores têm mais dificuldades (embora eu desconfie que os moradores da Aldeia Básica nº 1 não estejam muito interessados em ir viver para a outra, quanto mais não seja porque na deles têm as tais alcavalas e na dos outros nem por isso). E mesmo que a livre circulação de pessoas fosse absoluta e total, a verdade é esta: ambos os moradores das duas Aldeias escolhem as alfaces provenientes de Aldut Basikinchin I.As alfaces da Aldeia Básica nº 1, aka da Empresa Primos SA, estão condenadas.
E aqui os sócios têm várias alternativas:
A mais fácil para o problema da Bolsa é pedirem mais umas coroas emprestadas e comprarem eles umas acções. Um valente lote de acções da empresa. Isso fará com que a queda daquele título possa ter uma recuperação e os investidores (os donos das acções da empresa) vêem a tendência virar, ficam mais tranquilos e o mercado acalma.
(esta explicação é tão simplista que até dói à Maria, mas adiante;) entretanto ela fica boa da gripe, o que será visível e o Press Release sobre as Alfaces Cor de Sol Para Alegrar a Sua Salada de Inverno é finalmente divulgado, o que será tomado como desculpa, mas as alfaces até são giras e lá se vendem e são diferentes das outras verdes da concorrência. A Empresa diversificou a sua produção e já pode concorrer, durante uns tempos, com aquelas alfaces.
[Nota do autor: por favor não perguntem pelas maçãs, coelhos e galinhas e imaginem maçãs azuis, coelhos e frangos congelados e já temperados ou outra coisa qualquer; a empresa adapta-se e sobrevive]
Outra alternativa, que um dos primos da Maria está agora a propor é mais complicada. Na realidade, este primo está farto de alfaces, maçãs, galinhas e coelhos e sente que nunca tem tempo para tirar férias numas ilhas paradisíacas. A ele parece-lhe que a empresa está completamente condenada e, antes que a coisa fique mesmo preta, o melhor é salvarem o deles. Se calhar podem aumentar as despesas de representação, não? E mais uns pozinhos aqui e ali que não se notem muito e que vão parar a umas contas offshore em qualquer lado onde não sejam feitas muitas perguntas (verdade seja dita, cada vez mais difíceis de encontrar). Depois, quando a empresa falir, logo se verá…mas o que é certo é que os últimos a receber o que sobrar depois de se pagar tudo o que se deve, são os accionistas, só que nessa altura já estamos todos em Honalututu, a beber margaritas.
(esta é mais difícil de implementar, já que a supervisão das empresas cotadas em Bolsa é mais apertada, como todos nós sabemos…)
Mas a Maria não aceita esta proposta. Fartou-se de dar o litro pelas alfaces (e pelo resto), está com gripe, dói-lhe a cabeça e nunca foi muito à bola com aquele primo. Decide que se viabiliza a empresa, com diversificação de produtos em nichos de mercado que ainda não estão preenchidos (são os primeiros a ter alfaces amarelas) e manda o primo estudar a possibilidade de futuras alfaces vermelhas para a Patagónia. Assoa-se mais uma vez, pergunta se há mais alguma coisa, diz ao Dr. Santos que depois logo conversam sobre umas quantas coisas, levantam-se todos e nessa altura
entra o secretário da comunicação na sala, esbaforido, e exclama:
Meu Deus! A Empresa Couves Roxas e Irmãos, SA, está a anunciar que compra todas as nossas acções a 10% acima do preço da cotação média dos últimos 3 meses! Nunca se viu nada assim! E agora?! O que é que fazemos?!
A Maria, calmamente, arruma os lenços de papel na carteira e responde:
- Vocês não sei. Eu vou para casa tomar um chazinho com mel e limão e dois paracetamóis a ver se amanhã tenho cabeça para tratar dessa OPA HOSTIL.


(continua...)

a crise financeira em miudos (parte II)

A Empresa Empresa Primos Sociedade Anónima (porque passou de uma sociedade por quotas para uma sociedade em que o capital é representado por acções, ie, uma sociedade anónima) tem agora suficiente capital para os novos investimentos e para contratar uma carrada de gente e começa em força a produzir coelhos, galinhas, alfaces e maçãs. É evidente que o sabor não é exactamente o mesmo, mas as galinhas e os coelhos são todos gordinhos, as alfaces e as maçãs são todas do mesmo tamanho e, de qualquer forma, já ninguém tem hortas ou galinheiros e coelheiras, porque estão todos a trabalhar para a Empresa Primos SA. A produção é vendida na Aldeia Regional Central (ARC) e a rapaziada vai toda lá às compras de novidades, quiwis e patos e mais uns quantos plasmas e LCD’s.
A Empresa Primos SA tem sucesso, aumenta a produção, investe mais, endivida-se mais e resolve até fazer aumentos de capital através da venda daqueles tais papéis que dão direito a participação nos lucros (dividendos), decidindo que não é preciso ter 51% da empresa para tomar decisões de estratégia e de implementação da estratégia (nas economias anglo-saxónicas, há uma Administração - que tem representantes dos donos da empresa, ie, os accionistas - que decide da estratégia e um corpo executivo que a implementa e cujo principal executivo se chama CEO (Chief Executive Officer), normalmente contratado pela Administração, aka, pelos principais accionistas). Nada disso. Já há tanta gente que tem acções deles, que arriscam aumentar mais o capital, embora fiquem em situação minoritária. Mas por um lado não têm capitais próprios para continuarem a manter os 51%; e, por outro, a pulverização das acções é tão vasta, que todos os outros são pequenos accionistas e nunca se lembram de se juntarem todos e ir à Assembleia Geral Anual votar contra alguma coisa em bloco. Até porque estão é preocupados com o que vão receber no fim do ano, de parte dos lucros da empresa que lhes vai calhar (os dividendos).
Mas todos estes donos destes papéis, ao verem que aquilo até paga alguma coisa todos os anos, resolvem que há mais empresas que também estão a vender acções. E vão lá comprar umas. Lá sendo um mercado onde cada empresa mete uns papéis à venda e, como os donos e gestores e trabalhadores não têm tempo de estar ali a vendê-los (esta parte efabulo, não faço ideia, mas deve ter sido assim, no início), há uns tipos especialistas, que sabem os preços de todas as acções de todas as empresas.Mas essas acções são limitadas. Daquela empresa que está cheia de sucesso não há mais, estão todas vendidas, e o senhor Adosindo Silva, que tem acções da Empresa Primos SA, quer trocar de carro e precisa de dar uma entrada para um Audi6. E pensa “bem, tenho aqueles papéis, posso vendê-los” e vai lá perguntar se alguém lhos vende. O tal especialista, o corrector, responde, “olhe veja lá, até tenho dois interessados, que sorte já viu?” e o senhor Silva, que não é parvo, diz-lhe que se é assim, então que vende ao que der mais.
Portanto, aquele papel que na realidade valia imagine-se, um pneu de um camião de carregar coelhos (é preciso não esquecer que esse dinheiro são fundos para a empresa investir), agora vale o pneu e mais um x que o senhor Sousa quis pagar, só para ter ele aquela acção. Porque é que o senhor Sousa pagou mais? Porque acha que na realidade aquela acção vale dois pneus, já que pelas contas dele, a empresa vale mais do que aquilo que está na contabilidade, tem credibilidade, tem futuro, tem uma marca boa, ninguém mais vende coelhos, galinhas, maçãs e alfaces (tem o monopólio daquela área de negócio), enfim, porque quer pagar mais agora pelo papel que acha que vai valer ainda mais no futuro. Já o senhor Silva quis vender para dar entrada para o carro.
E mais gente compra aquelas acções daquela empresa excelente. Como toda a gente quer comprar e ninguém quer vender, o preço aumenta, porque quando há para vender, há sempre mais compradores que vendedores. Aquela acção vai subindo, apenas por força das expectativas das pessoas.
Só que
é preciso não esquecer a palavra Aldeia.
E, no largo da Aldeia, juntam-se um dia umas pessoas numa conversa mais ou menos assim:
- Ouvi dizer que a Maria dos coelhos está muito doente, coitada!- Tu não me digas! Mas ela é que manda na Empresa Primos SA! Os outros primos fazem o que ela diz!- Se ela se vai, aquilo não sei não…- Por acaso, agora que dizes, ouvi dizer que as alfaces andam um bocado amarelentas!- Ai é? Eu ouvi dizer que as galinhas estão cheias de hormonas…- Caramba, e eu com aqueles papéis deles lá em casa.- Olha eu cá já vendi os meus!- Não me digas, vendeste as acções?- Vendi e mais! O João da Esquina tinha-as vendido na véspera e conseguiu melhor preço!- Epá isso é uma merda! Amanhã vou já vender as minhas!- Caneco, eu também!- E eu!
E, no dia seguinte, na Bolsa de Valores Imobiliários, as acções da Empresa Primos SA, que até aí, estavam a subir, com tantos vendedores e menos compradores, começam a descer…
E a Maria acorda, ainda não recuperada de uma brutal gripe, e não só vê as acções da sua empresa a descer no site da Bolsa, como, olhando lá para fora, vê passar a caminho do mercado da ARC, uma data de camiões TIR com alfaces, maçãs, galinhas e coelhos e uns caracteres esquisitos escritos ao lado…

A crise financeira em miudos parte I...

A proposito das milhentas noticias e opinioes sobre o que se passa nos mercados financeiros e suas consequencias para as economias mundiais, encontrei num blog estas explicacoes, bem trocadinhos em miudos e numa linguagem e exemplos que toda a gente pode seguir.

Ainda nao esta completa, conforme a 100nada for actualizando a explicacao, tambem eu o farei aqui.


Quando se fala em Aldeia Global, a malta pensa logo em coisas simples, como a redução da distância, a facilidade com que se passa férias na Nova Zelândia, a rapidez da viagem da tia Mariazinha quando visita os compadres em Newark, as comunicações tão rápidas, a net e o comércio electrónico, enfim, pensamos muito na palavra Global, de globo curto e pequeno, o mundo ao alcance da mão.
Esquecemo-nos da outra palavra: Aldeia. Uma aldeia não é uma vila ou uma cidade. É um pequeno burgo, com pouca gente e onde toda ela se conhece. Onde realmente se vai daqui para ali num pulinho e tudo é muito perto e fácil. Mas uma aldeia tem outras características e não são muito diferentes da nossa Aldeia Global.
Na nossa Aldeia Básica Nº1 (AB1) toda a gente tem uma horta e uma coelheira. Toda a gente come coelho com alface e toda a gente é feliz (menos os pobrezinhos que, em qualquer aldeia, comem restos de folhas de couve e as cabeças dos coelhos quando sobram, portanto vamo-nos esquecer agora deles, embora seja um bocado desumano, mas é assim que as coisas funcionam na realidade).
Um belo dia, o Zé vai a casa da Maria e diz-lhe “ó vizinha, eu não sei lá o que dá aos coelhos, mas os seus têm muito melhor aspecto que os meus; mas olhe que não devem ser alfaces, que as suas estão pra lá de murchas. Então, eu vinha aqui propôr que a vizinha me dava uns coelhos e eu, em troca, lhe dava umas alfaces, já que os meus coelhos estão a morrer todos com excesso de vitaminas”. A Maria olha para as alfaces do Zé, pensa um bocado e diz, realmente é capaz de ser uma boa ideia. E cada um deles passa a especializar-se num só produto. Claro que, passado um tempo as alfaces do Zé são as melhores alfaces da aldeia e os coelhos da Maria os mais tenrinhos, uma vez que os dois dedicam o tempo inteiro a aperfeiçoar aqueles produtos.
E, como têm a mais e o resto da aldeia também só tem hortas e coelheiras, os dois resolvem juntar-se e ir falar com a Aldeia Básica nº 2 (AB2) e explicar a uns primos que lá têm que, se se especializassem em galinhas e maçãs, poderiam trocar todos os seus produtos. Como a procura passa a ser o dobro e com a especialização da produção dos quatro primos, os produtos têm maior qualidade, as outras pessoas de ambas as aldeias passam a trabalhar para a Empresa Primos e Cia, que entretanto resolveram formar, com a finalidade de ir vender alfaces, maçãs, coelhos e galinhas, à Aldeia Central da Região (ACR).
A ACR acha tudo muito bem, mas tudo aquilo é pouco, porque fornecem trezentas aldeias e, ou a quantidade da Empresa Primos e Cia é suficiente ou não compram a produção. Os primos juntam-se e resolvem contratar uma data de gente de outras aldeias e comprar umas máquinas que apanham as maçãs e as alfaces e uns aparelhos que dão de comer aos coelhos e às galinhas automaticamente. Fazem umas contas e verificam que precisam de dinheiro para aqueles investimentos e para pagar ordenados, segurança social, planos de reforma, seguros de saúde e subsídios de almoço.
E é então que a Maria (que é gaja e é esperta) se lembra: e se pedíssemos a toda a gente que nos emprestasse o dinheiro que têm escondido debaixo do colchão? Os primos acham uma ideia linda e lá vão eles angariar fundos. Só que a resposta que levam é a seguinte:
“sim senhor, o eu empresto o dinheiro que tenho debaixo do colchão; mas como aquilo me ampara a cama e fica mais suportada, vou ter que comprar uma tábua para meter no lugar das notas. Tá bem que não me pagam a tábua agora, se não podem, mas quando mo devolverem, é o meu e mais o preço da tábua”
Eles concordam e assim se concretiza o empréstimo com pagamento postecipado de capital e juros.
Mas depois, algumas das pessoas pensam assim:
“Olha lá! estes tipos aqui desta empresa vão ficar ricos! E eu só recebo o preço da tábua? Nem pensar. Eu quero sociedade!”
e os primos, que já são sócios em partes iguais, cada um tendo entrado com respectiva coelheira/galinheiro/horta ficam naquela, epá mais sócios não…e a Maria, que é uma gaja esperta, inventa o seguinte:
“Ora nós já temos aqui as nossas coisas e não queremos mais ninguém de sócio; mas como precisamos de dinheiro para investir nas tais máquinas novas e o que nos emprestaram não chega, fazemos um aumento de capital e damos a estes um papel que diz que são donos e que têm direito a uma parte dos lucros; mas claro que esse aumento nunca será no seu todo maior do que aquilo que nós já temos: fazemos a coisa assim: o total, 51% fica para nós e assim decidimos tudo; e os restantes 49% ficam para eles. Se tivermos lucros, damos-lhes (se não voltarmos a investir esses lucros) e se tivermos prejuízos, paciência, não recebem nada.”

Setembro 26, 2008

A primeira ja explodiu...
A segunda estara para breve.The clock is ticking...

Setembro 24, 2008

A economia paralela

Um grupo de trabalho nomeado pelo ministro das Finanças estima que, desde 1981 até 2005, o peso da economia informal em Portugal pouco variou, situando-se nos 22 por cento do Produto Interno Bruto, segundo um relatório solicitado pelo PÚBLICO.

Composto por quadros da administração fiscal, o grupo foi nomeado em Abril de 2006, para criar um "mapa da fraude e evasão fiscal, a utilizar no âmbito da DGCI". Devia definir "os principais sectores, actividades e valores envolvidos na economia paralela", tal como acontece noutros países.

O relatório final - cujos dois relatórios de progresso as Finanças não disponibilizaram - sublinha o conceito de "economia não observada" que vai da "economia ilegal", passando pela "economia subterrânea" (economia legal desrespeitadora das normas fiscais ou sociais), pelo "sector informal" (carácter familiar da actividade) até ao "autoconsumo das famílias". Os valores foram encontrados usando modelos de diversos autores internacionais.

Pressupôs-se que a economia paralela pode ser determinada indirectamente, através das partes não declaradas do esforço fiscal, do consumo, da taxa de desemprego, circulação monetária ou ainda dos trabalhadores que, declarando-se por conta própria, são verdadeiros assalariados.

A conclusão é a de que a economia paralela oscilou - de 1981 a 2005 - entre 20 e 23,1 por cento do PIB. Estes números corroboram os de outros estudos com a mesma metodologia. Na Europa, Portugal situa-se acima da média (16 por cento) e próximo de Espanha, Itália, Grécia ou Bélgica. A nível mundial, está abaixo da Europa e Ásia ex-socialista (38 por cento), da Ásia (26) ou África (41).

Mas o próprio grupo de trabalho concluiu - citando a OCDE, FMI e OIT - que "há fundadas dúvidas sobre a relevância e acuidade das hipóteses". A quantificação é, aliás, "fonte frequente de confusões e erros", pelo que os dados "deverão ser assumidos e interpretados com particular cuidado". O método, como se frisa, é pouco sensível "a alterações de política governativa" e, por isso, não é "particularmente vocacionado" para orientar a administração fiscal.

Tentando obviar essa lacuna, o grupo de trabalho estudou os valores dos próprios serviços de inspecção do fisco, para quem, supostamente, deveriam fornecer um mapa de orientação da inspecção. E fê-lo com números apenas a partir de Outubro de 2004, quando foi introduzido o documento de correcção único, até Junho de 2006. Tomaram-se os valores corrigidos pelas inspecções ao rendimento colectável e o respectivo imposto em falta (ver caixa).

Se corresponde à realidade, a constância dos números em quase 30 anos pode revelar uma má escolha dos instrumentos de ataque à economia paralela ou alguma condescendência. Os estudos internacionais frisam que o fenómeno relaciona-se com a informalidade das relações laborais. Mas em 2004 a firma Mckinsey sublinhava a existência em Portugal de 30 por cento de trabalho informal (não-rural) e actualmente a revisão do Código do Trabalho ainda prevê medidas contra a precariedade do trabalho.

Durante a década de 80-90, os Governos aceitaram as dívidas das empresas à Segurança Social como apoios indirectos. Até há bem pouco tempo não havia cruzamento entre os dados fiscais e os da Segurança Social. Os serviços fiscais ainda se esforçam por uma informatização integrada. Não há mecanismos automáticos de detecção de sinais exteriores de riqueza. Os métodos indiciários de apoio à inspecção tributária foram sendo sucessivamente prometidos desde que o Código do IRS foi aprovado em 1989.

Banca, SGPS e construção
Os dados da inspecção tributária revelam maiores correcções às declarações de IRC na actividade de intermediação financeira(26 por cento do total), sociedades-topo de grupos económicos (12,4 por cento), actividades ligadas à construção (construção e engenharia, 10 e 5,4 por cento, respectivamente) e comércio por grosso de combustíveis (10 por cento). Em IRS, a correcção foi nas actividades desportivas (9,5 por cento), construção (5,5 por cento), engenharia civil (4,4 por cento), actividades técnicas ligadas à construção (3,6 por cento.

Ainda que os devidos descontos e lacunas do estudo, 22% de economia paralela parece-me assustador... mas la esta, todos conhecemos caseos de gente que tem empresas e conduzem grandes maquinas e que declaram anos de prejuizos sucessivos, sem que algo lhes aconteca.

Mas por outro lado, nos, os outros, todos aqueles que nao pedem factura, tem empregada sem pagar descontos, tem casita de ferias que arrendam em Agosto e outros que tais, tambem nao podem atirar pedras, que os telhados nao aguentam...

Setembro 21, 2008

30

Sempre que alguém fazia 30 anos, lembrava-me da M., que teve uma pequenina crise quando entrou na década dos trintas… que não queria, que não se sentia trintona, que não podia ser, que não queria festejar nem parabéns. Que quando fez 29 já estava preocupada que os 30 estavam a porta.

30

Lembro-me quando o meu irmão fez 30, de pensar que ele estava a ficar “assim para o velho” e que eu ainda me sentia (na altura com 26) como tendo 22/23 anos. Não e que ter aquela idade me chateasse ou me trouxesse alguns problemas ou dificuldades de aceitação, mas apesar de já estar a trabalhar (na verdade, com dois empregos), ainda me sentia com uma certa despreocupação mais típica da adolescência.

30

Não sabia bem o que esperar de mim própria (em termos emocionais) quando a altura chegasse. Confesso que também nunca dediquei muito tempo a pensar nisso. Fui aproveitando o máximo que pude, agarrando oportunidades, lutando pela felicidade de todos os dias sem hipotecar a futura.

30

E entretanto, muitas amigas e amigos viraram essa página. Uns ligaram-lhe tanto quanto a qualquer outro aniversário, outros diziam que os 30 são os novos 20 e que não há diferença nenhuma. Outros deprimiam-se um pouco…

30

Dei por mim a começar a pensar nisso há uns meses. Que estava quase a fazer 30. E a perguntar-me o que eu achava … e a resposta surgiu rápida. Sinto-me lindamente e encaro com um sorriso amplo e sincero este aniversário e esta celebração da passagem do tempo.

Tenho um namorado pelo qual continuo apaixonada, que continua a abraçar-me como fazia quando começamos a sair, que sinto que me adora (com todos os meus defeitos e mau feitio) e com quem conto para tudo. Somos um casal, uma equipa, uma laranja.

Apesar de longe, tenho uma família que e o meu núcleo, a minha forca vital, que fazem parte de mim e do que sou. Não falamos todos os dias (nem sequer todas as semanas), mas não e preciso.

Tenho amigos cá e lá, que provam que boas pessoas há em todo o lado e que não e preciso estar presente todos os dias para se estar presente. Com quem posso contar. E que podem contar comigo.

Nunca me senti tão forte fisicamente. Ando de bicicleta, vou ao ginásio, corro todas as semanas, ando a tentar fazer a meia-maratona… sinto que o corpo não esta a adormecer e que ainda consigo fazer um sprint para apanhar o comboio sem ficar a morrer e que tenho tanta vitalidade como há uns anos. E tenho a certeza que aos 30 ainda dou um baile a muitas catraias de 15.

Nunca me senti tão bem emocionalmente, sei o que quero, sei perfeitamente o que não quero e não funciona para mim, aprendi a saber aceitar compromissos e a nunca comprometer aquilo em que acredito e acho importante. Vivo a minha vida como eu acho que a devo viver, não procrastino decisões, respeito quem merece o meu respeito e aos demais não dou conversa. Tento criar tempo para aqueles de quem gosto e com que quero estar, cada vez passo menos tempo “por favores ou conveniências”. (eu tenho mau feitio, já o tinha dito…)

Tenho um trabalho (não vou dizer que adoro, era bom demais…) que me realiza profissionalmente, onde sou respeitada e que me permite ter tempo e dinheiro para gozar todas as outras coisas que menciono acima. E em que acredito ser possível evoluir e aprender. A começar já em 2009 com um MBA.

Tenho projectos, sonhos e ideias. Planos concretos e outros nem tanto. Tenho-me principalmente a mim. E sendo um chavão, cada vez e também mais eu… não sei para onde vou, mas estou a caminho (e tenho a sensação que por um atalho…)

Setembro 17, 2008

E ja estamos a meio de Setembro!

Nao consigo segurar o tempo que insiste em escapar-se entre os meus dedos! Raios!!!!!

(alguem me sabe dizer para onde foram os primeiros 8 meses do ano??)

Agosto 27, 2008

Shadow of the wind

Foi a ultima das minhas leituras.


Embora embrenhada nos estudos, ha coisas que nao consigo deixar de fazer, nomeadamente ler. Principalmente se ja tiver comecado e estiver a gostar. Nao da, tenho de acabar.

E este foi um desses.

E porque me estou a sentir generosa, deixo uma sinopse:

"The novel, set in post- Spanish Civil War Barcelona, concerns a young boy, Daniel. Just after the war, Daniel's father takes him to the secret Cemetery of Forgotten Books, a huge library of old, forgotten titles lovingly preserved by a select few initiates. According to tradition, everyone initiated to this secret place is allowed to take one book from it, and must protect it for life. Daniel selects a book called The Shadow of the Wind by Julián Carax. That night he takes the book home and reads it, completely engrossed. Daniel then attempts to look for other books by this unknown author, but can find none. All he comes across are stories of a strange man - calling himself Laín Coubert, after a character in the book who happens to be the Devil - who has been seeking out Carax' books for decades, buying them all and burning them. In time this mysterious figure confronts and threatens Daniel. Terrified, Daniel returns the book to the Cemetery of Forgotten Books but continues to seek out the story of the elusive author. In doing so Daniel becomes entangled in an age old conflict that began with the author himself. Many parallels are found to exist between the author's life and Daniel's and Julián takes it upon himself to make sure history does not repeat"

Muito bom, bem escrito e dificil de parar de ler.

Agosto 15, 2008

Isto so pode ter sido no gozo, certo?


Visto aqui.

Agosto 14, 2008

First Born

Foi o filme que vi ontem a noite com o meia-laranja.

So posso dar como conselho o seguinte: mulheres que estejam gravidas do primeiro filho, nao o vejam! Irra!

Nao e de terror, nao mete medo nenhum, e no entanto, e assustador.



Laura's expecting. Her husband, Steven's a loving guy but has little time for her. Her mom lives thousands of miles away. Forced to give up on her dreams, she's always been a bit edgy. A C-section drives her over the edge, making her see things in a different light. A creepy babysitter doesn't make things any better. She begins seeing things, trusts no one, as she goes into self-destruct mode.

Irina Palm

Vi ha uns tempos e adorei.

Uma historia credivel, mas ao mesmo tempo incomum e surreal...




A sinopse reza assim:

"Maggie, a 50-year-old widow - still faithful to her dead husband, desperately needs some money to pay for a medical treatment for her ill grandson. After several unfruitful attempts to find a job, Maggie finds herself roaming the streets of London Soho. Her eye is caught by a small poster in the window of a 'shop' called "Sexy World" which reads: "Hostess wanted". Too desperate and lost to realize what she does she enters. Micky, the owner, is embarrassed at first, but intrigued by Maggie, he decides to have fun and offers her the job. Under the pseudonym of Irina Palm, Maggie courageously gets to know her first anonymous customers. Micky observes his recruit. Maggie, who applies herself in order to keep her job, fascinates him. When she does something, she makes sure she does it well."

A ver, se puderem!

Agosto 08, 2008

Pais maus

Ja tinha lido este texto ha alguns anos, mas depois perdi-lhe o rasto. Quando a Natalia ficou gravida, mostrou-mo (tinha um recorte do mesmo texto no quarto da Matilde) e mais tarde apanhei-o ai pela net.

Como tenho medo que um dia o link deixe de funcionar e volte a perde-lo, decidi publica-lo aqui.

---

Deus abençoe os pais maus!
Um dia, quando os meus filhos forem suficientemente crescidos para entenderem a lógica que motiva um pai, hei-de dizer-lhes:
- amei-vos o suficiente para ter perguntado: onde vão, com quem vão, e a que horas regressam a casa?
- amei-vos o suficiente para ter insistido em que juntassem o vosso dinheiro e comprassem uma bicicleta, mesmo que eu tivesse possibilidade de a comprar.
- amei-vos o suficiente para ter ficado em silêncio, para vos deixar descobrir que o vosso novo amigo não era boa companhia.
- amei-vos o suficiente para vos obrigar a pagar a pastilha que “tiraram” da mercearia e dizerem ao dono: "Eu roubei isto ontem e queria pagar".
- amei-vos o suficiente para ter ficado em pé, junto de vós, durante 2 horas, enquanto limpavam o vosso quarto (tarefa que eu teria realizado em 15 minutos).
- amei-vos o suficiente para vos deixar ver fúria, desapontamento e lágrimas nos meus olhos.
- amei-vos o suficiente para vos deixar assumir a responsabilidade das vossas acções, mesmo quando as penalizações eram tão duras que me partiam o coração.
- Mais do que tudo, amei-vos o suficiente para vos dizer NÃO quando sabia que me iríeis odiar por isso.
Estou contente, venci. Porque, no final, vocês venceram também. E, qualquer dia, quando os vossos filhos forem suficientemente crescidos para entenderem a lógica que motiva os pais, vocês hão-de dizer-lhes, quando eles vos perguntarem se os vossos pais eram maus ...que sim, que éramos maus, que éramos os pais piores do mundo:
- «Os outros miúdos comiam doces ao pequeno almoço; nós tínhamos de comer cereais, ovos, tostas.
- Os outros miúdos bebiam Pepsi ao almoço e comiam batatas fritas; nós tínhamos de comer sopa, o prato e fruta. E - não vão acreditar - os nossos pais obrigavam-nos a jantar à mesa, ao contrário dos outros pais.
- Os nossos pais insistiam em saber onde nós estávamos a todas as horas. Era quase uma prisão.
- Eles tinham de saber quem eram os nossos amigos, e o que fazíamos com eles.
- Eles insistiam em que lhes disséssemos que íamos sair, mesmo que demorássemos só uma hora ou menos.
- Nós tínhamos vergonha de admitir, mas eles violaram as leis de trabalho infantil: tínhamos de lavar a loiça, fazer as camas, lavar a roupa, aprender a cozinhar, aspirar o chão, esvaziar o lixo e todo o tipo de trabalhos cruéis. Acho que eles nem dormiam a pensar em coisas para nos mandarem fazer.
- Eles insistiam sempre connosco para lhes dizermos a verdade, apenas a verdade e toda a verdade.
- Na altura em que éramos adolescentes, eles conseguiam ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata.
- Os pais não deixavam os nossos amigos buzinarem para nós descermos. Tinham de subir, bater à porta, para eles os conhecerem.
- Enquanto toda a gente podia sair à noite com 12, 13 anos, nós tivemos de esperar pelos 16.
- Por causa dos nossos pais, perdemos imensas experiências da adolescência. Nenhum de nós, alguma vez, esteve envolvido em roubos, actos de vandalismo, violação de propriedade, nem foi preso por nenhum crime. Foi tudo por causa deles.
Agora que já saímos de casa, somos adultos, honestos e educados; estamos a fazer o nosso melhor para sermos "maus pais", tal como os nossos pais foram.

(Autor desconhecido)

Agosto 06, 2008

The Bucket List


Perdi no cinema mas vi ontem em casa. Ja tinha lido/ouvido dizer que o filme nao era nada de especial. Bons actores com boas interpretacoes, mas que o filme em si desiludia.

Nao concordo nada.

Gostei imenso.

Julho 24, 2008

Dos melhores que ja tenho visto....

no Shiuuuu, um ponto de paragem diario...
Para quem nao sabe, e um blog onde sao postados segredos, anonimos ou nao, que para la sao enviados.


Espero que tenha mesmo carregado no enviar. Talvez fique como segundo segredo. Muito bom.

Julho 23, 2008

Quando se olha para as montras das lojas, que ja apresentam as coleccoes de Inverno, e se pensa que ainda nao se viu Verao e que o Inverno nao tarda... e apenas se sorri... isso significa que estamos aclimatizados ao clima Holandes...

E NAO QUERO!!!

Julho 09, 2008

Quem se lembra...

Do nome desta serie?!

Eu passei umas semanas a tentar lembrar-me sem sucesso, mas hoje ocorreu-me!!



Rings any bells?

Julho 04, 2008

O femininismo...

E o fenomeno "O Sexo e a Cidade"...

Ja aqui escrevi ha uns tempos que nao sou fa da serie que mexe com o remanescente da populacao feminina. Nao acompanhei a serie e nao tenho intencoes de ver o filme. Nao me revejo nas personagens, vida, filosofias, acho os dialogos quase sempre a volta dos mesmos assuntos... assumo que devo ter visto, talvez, uns 10 episodios se tanto... talvez com mais insistencia mudasse de opiniao, mas a verdade e que ao fim de 5 ja nao gostava, e nao foi por ver mais uns quantos que a minha opiniao se alterou.

Hoje li um artigo de opiniao (escrito por um homem), com o qual concordo por completo. Deixo aqui uma parte:

"No outro dia também vi um documentário de uma realizadora francesa sobre turismo sexual na República Dominicana. Parece que é uma nova Meca sexual para mulheres francesas emancipadas e que exprimem sem preconceitos a sua sexualidade com os jovens príncipes de ébano com idades compreendidas entre os 15 e os 25 anos. Durante uma hora e em tom condescendente e “sociológico” a realizadora vai contando as picarescas histórias de enfermeiras divorciadas, de impiedosas directoras de recursos humanos, de professoras de geografia “prá frentex”, de balzaquianas ávidas de sexo, ou de simples encalhadas, que à custa de um punhado de dólares vão soltando os grilhões da sua opressão sexual nos lençóis da pobreza dos putos de praia de Santo Domingo.Nada de novo na frente ocidental.

Nada que os homens não façam por esse mundo inteiro, de Manilla a Salvador da Bahia - comprar sexo e aventura como quem compra em qualquer pacote turístico um curso de mergulho, ou uma bracelete para beber mojitos até arrotar hortelã no resort de não sei quantas estrelas.

A pequeníssima diferença, é que enquanto o turismo sexual masculino é socialmente recriminável e encarado como uma sórdida manifestação de cupidez, pedofilia, ou na mais bondosa das hipóteses, de simples rebarba; o crescente fenómeno do turismo sexual feminino é encarado como uma forma de emancipação, de afirmação sexual do gajedo. O fellatio é pois um gesto político.

Miguel Sousa Tavares, que não é propriamente a melhor das companhias para estas conversas, falava deste estranho relativismo da cueca no seu último artigo no “Expresso”, a propósito do depoimento de uma balzaquiana descomplexada que contava com orgulho à revista “Visão”, que tinha ido para a cama com um adolescente, filho da melhor amiga. Ora imaginem se fosse um homem a dizer que tinha ido para a cama com a adolescente, filha do melhor amigo? Havia de ser bonito!

É neste relativismo moral da cueca que se funda o novo feminismo, com honras de congresso em Lisboa, onde se ulularam problemáticas e frases de ordem que fariam supor que vivemos em Teerão sob a lei da sharia e das lapidações de mulheres adúlteras. Este feminismo moderninho é um caldo knorr de contradições que mistura uma esquerda libertária de sociólogas, psicólogas e parapsicólogas um bocado a atirar para o camafeus, com as dondocas desempoeiradas cuja ideologia se funda na cartilha do “Sexo na Cidade”, onde se vende a libertação sexual em frascos de perfume caro e fodas com o vizinho do lado; onde se promove o inalienável direito feminino de poder gostar tanto de sapatos como Imelda Marcos sem que ninguém as chateie com isso.

Esta improvável aliança cultural entre intelectuais do grelo e betas de salto alto Pablo Fuster é o bótox no rosto deste feminismo recauchutado, que vai conquistando palanque no discurso politicamente correcto, o mesmo das “causas fracturantes” ou dos direitos das minorias. Exactamente a mesma substância folclórica das paradas de orgulho gay (esta fica para outro Carnaval). A revolução sexual preconizada pela série de “Sexo na Cidade” não passa de pura ficção, por mais que as intrépidas repórteres (gajas, claro) queiram ilustrar esse novo espírito do tempo com casos da vida real.

O que elas gostam mesmo nesta série maioritariamente escrita por homens é da glorificação da superficialidade, dos almoços com as amigas em restaurantes “fashion” de Nova Iorque para falar de compras e do tamanho das pilas dos namorados. E claro, também de alguns troféus de caça sexual, certamente mais interessantes em Nova Iorque do que na Damaia ou do escritório da multinacional no “Tagus Park”.

(...)

E não se lhes pode levar isto a mal, agora escusam é de se armarem em vestais modernas das tábuas do “Sexo na Cidade”, quando na sua vidinha real apenas praticam o evangelho da sapataria, ou seja, a parte de comprar sapatos nos saldos do Outlet.

(...)"

O texto completo pode ser encontrado aqui.

Julho 01, 2008

vai ser bonito...

Ainda estou na mental math e ja estou com o cerebro feito num oito...

Este Verao promete muito trabalhinho para o tico e para o teco!

Junho 27, 2008

Um segredo que podia ser meu...

Retirado daqui:


Infelizmente, nao consigo cantar afinada nem que a minha vida dependa disso...

Junho 26, 2008

A casa na Arrabida*

Em deambulacao na Internet, deparei-me com um texto que me trouxe tantas, mas tantas recordacoes, que decidi escrever algo sobre isso...


Quando estive de ferias em Portugal, ha algumas semanas, a primeira praia que visitei foi a Arrabida...






E' a minha praia preferida.

O prazer comeca quando passo Azeitao e viro para a Arrabida.

Passo o muro que marcava o inicio da contagem de carros com que nos cruzariamos no caminho (algo que era alvo de apostas entre todos e com direito a premio); depois de cruzar a casa de cha, vejo a zona de pic-nic's; sorrio ao volante ao passar as duas lombas em que tantas vezes o carro dos meus pais levantou voo (propositadamente) enquanto eu e o meu irmao gritavamos "poppy power" (nao faco ideia de onde veio o nome)...


Serpentear pelo verde da serra,


Sentir que ja estou perto quando o radio deixa de ter recepcao...


Ao virar de uma curva, ser presenteada com uma vista deslumbrante sobre a Anicha, Troia e um imenso azul.


Ver os sinais que ja sei indicar que o Creiro esta perto. Estacionar e relembrar o quanto custava carregar as coisas de ferias por aquela rampa acima quando ainda era de areia e cheia de pedras.
Chego ao bar da praia e imediatamente me lembro das horas empoleirada no muro do cafe, a girar nos postes que segurava a estrutura da esplanada...

E deitar-me na areia, eternamente cheia de bocadinhos de madeira e arvores e ouvir as cigarras... e o suave som da agua a desfazer-se na areia. E levantar a cabeca e de um lado ter "le grand bleu" e do outro, um verde profuso e cheio de vida.

(...)

Os maravilhosos Veroes passados numa minima casa de madeira, com 40m2. Sem electricidade (havia os camping gaz) nem agua corrente (baldes e baldes de agua nao potavel carregados do poco e jericans trazidos de agua), mas tambem sem horarios, sem obrigacoes, com alegria e com amigos (muitos, muitos amigos).

O acordar ao fim de semana com a velhinha que tinha uma mula que carregava dois enormes alforges carregados de fruta e legumes (ainda me lembro de ela vender uns figos absolutamente deliciosos...)

O pescador (seria mesmo um pescador?!) que tinha um passaro (um pelicano, se bem me lembro) como animal de estimacao, que o seguia pela praia fora tal e qual como um cao...

As lutas para aprender a mergulhar sem mao no nariz (o que eu chorei, e o que eu hoje agradeco ao meu pai por ter insistido)...

As exploracoes nocturas e as aventuras sonhadas (houve uma altura em que eu e os meus primos todos comecamos a escrever um livro de aventuras passado na Arrabida),

A camaradagem e a profunda sensacao de liberdade.

(...)


Por muitos paraisos tropicais que haja por esse mundo fora, para mim, nao ha praia como a Arrabida...


Obrigada, Minucha




* Titulo "roubado" aqui.

Junho 19, 2008

E depois das praias desertas

E ja para dar algum alento a quem se queixa que o Algarve e que as praias da Costa da Caparica estao apinhadas em Agosto...

Que tal umas feriazitas de praia na China?





Maravilhoso, nao?!









Junho 18, 2008

A minha dura vida...







E assim foram passados os meus dias de ferias... durissimos, de facto.
Andei tao atarefada e ocupada que, em 9 dias, li 3 livros... uma macada...

Junho 02, 2008

Vou de ferias

Sem horarios nem combinacoes.

Acordar quando apetece,

Comer quando o corpo pedir,

Soltar o pulso das exigencias do relogio.

Levo a vontade de descanso da alma e do corpo.

E o ipod. E um livro.

Este:


Ate daqui a 15 dias...

Maio 23, 2008

Gosto pouco, gosto...

De arranjar lenha para me queimar...

Maio 22, 2008

BA

Depois de ler esta noticia, lembrei-me de algo...

Ha cerca de 2 semanas, estive em Portugal para ir ao casamento de uma amiga e ao baptizado da filha dela.

Como sempre que vou a Portugal, fiz 3 milhoes de planos e tentei encontrar-me com o maior numero de pessoas. 6a feira a noite, claro, jantar e copos com amigos no Bairro Alto. Ha quase dois anos que nao ia la e estava com saudades.

Desde que comecei a ir ao BA (ha talvez 12 anos) ja o vi melhor e pior, com melhores e piores ambientes, mas nunca tinha visto o BA tao mal como ha 2 semanas!!! Pela primeira vez na minha vida, tive medo de ir sozinha para o carro (que diga-se, estava estacionado quase em frente ao elevador da Gloria, e portanto, na zona mais animada e mais segura) as 4 da manha. Para alem da malta alccolizada e drogada do costume, vi muitos grupos claramente 'a caca (com cedilha) de vitimas, a verem e a analisarem os comportamentos de quem passava para decidirem a melhor presa... juro que o senti com uma dimensao que me deixou assustada.

Lembro-me de estar no BA ate as tantas, no antigo Rookie, ir a pe para Alcantara para ainda apanhar o Rockline e nunca ter realmente medo de ir sozinha ou acompanhada para la, passando pelo Cais do Sodre e fazendo a 24 de Julho todas.

Ha duas semanas, para fazer os 2 quarteiroes que separam o sitio em que estava do carro, agarrei-me a mala e andei com todos os meus sentidos alertas. Vou voltar a Portugal daqui a uma semana. Garantidamente nao irei ao Bairro Alto.

Maio 16, 2008

Noticias de ultima hora

Ja se sabe,

Vai ser uma menina!

Abril 24, 2008

Ainda vai havendo esperanca

Eu ja aqui mencionei que adoro a Alegoria da Caverna, sei que algumas pessoas sabem disso muito bem (certo Thunderlady?!)

Hoje li isto, e no meio das desgracas escolares que tenho lido e escutado nos ultimos tempos, deu-me esperanca. Nao sei se e uma historia veridica ou nao, mas na duvida, vou acreditar que sim.


Vinte e cinco novas caras a olharem para mim com desconfiança.
Alegoria da Caverna.
Texto lido devagar. Expressões de espanto. A aula continua.
Dou-me conta de um aluno sozinho na última mesa, encostado à parede com olhar fixo. Decorridos os primeiros trinta minutos, levanta o braço:
- Não concordo com nada do que a professora está a dizer.
Este é dos bons, pensei.
- Porquê? Interroguei, sentindo o clima tenso na sala.
- Porque a ignorância não existe, nem a sabedoria. Entre uma e outra existe um caminho, o que explicou que se faz quando saímos da caverna. Não acredito que alguém se mantenha no preto ou no branco completos. Julgo haver permanência no cinzento, por parte da maior parte dos que existem.
- Sabe uma coisa?
- Diga professora.
- Você pensa e esse é o caminho. Entre a escuridão e o sol estão os que levantam o braço. Um dia a vida permitir-lhes-á a subida ao cume. Você já iniciou o percurso.

Abril 23, 2008

En passant...

Vou ser tia novamente!!!

Abril 15, 2008

Travessuras da menina-ma'


Historias de amores dão (quase sempre) boas histórias.

Quando o encontro dos amantes é difícil, o livro tende a ser melhor ainda.

O livro "Travessuras da Menina Má" de Mario Vargas Llosa conta a história do peruano Ricardo Somocurcio. Começa nos anos 50, quando ele conhece, ainda enquanto criança, a falsa “chilenita” Lily e se apaixona instantaneamente e para a vida.

Como pano de fundo do romance (se-lo-a realmente?!) entre os dois protagonistas, surgem as mudanças políticas do Peru, a guerrilha em Cuba, Paris dos anos 50 e 60, a Londres hippie dos anos 70 e a Espanha enquanto melting pot de culturas nos anos 90. O livro segue o percurso destas duas pessoas interessantíssimas e nada comuns durante quase toda a sua vida.

E a história reflecte justamente isso: a imprevisibilidade da vida e quanto podemos ser peões do destino.

E assim, por intermédio da dor e da alegria, da humilhação e da felicidade, do trágico e do cómico, que conhecemos um amor de mil faces, indefinível, fora das classificações e tipificações que teimamos em dar às coisas e aos sentimentos. No fundo, uma historia de amor que nada tem de romântico.

O livro conseguiu divertir-me, entristecer-me e, realmente, irritar-me por vezes. A benevolência e abnegação contrapostas ao egoísmo profundo dão azo a sentimentos muito contraditórios e tive de poisar o livro mais do que uma vez.

Mas no fundo, li-o todo num fim-de-semana, por isso acho que isso diz tudo. Vale muito a pena.

Abril 05, 2008

Boa malha

Ouvi isto no outro dia e não me anda a sair do ouvido!

Março 26, 2008

As coisas que se descobrem...

Quando se fazem pesquisas nas Paginas Amarelas Electronicas!!!

Magia do Penteado-Tuxa & Tuxa Cabeleireiro
Lisboa - Santa Maria dos Olivais
Praça Norte 3-A, Lisboa
1800-281 LISBOA

Março 16, 2008

7 anos

and still going strong...






"(...)Wrapped in the warmth of you
Loving every breath of you
Still in my heart this moment
Or it might burst
Could we stay right here
Until the end of time until the earth stops turning
Wanna love you until the seas run dry
Ive found the one Ive waited for
(...)"

Março 09, 2008

a minha ausencia

Tenho andado arredada deste cantinho ha varias semanas e ate, em certa medida, da blogosfera em geral... apesar de continuar (quase diariamente) a visitar os cantinhos de que gosto, tenho comentado pouco ou nada.

Muitos acontecimentos, trabalho, projectos me têm mantido ocupada e entretida e pouco tempo me sobra para postar.

Tambem o facto de ter o meia-laranja mais presente em Amesterdão me alterou a rotina que tinha criado enquanto estava sozinha. Tudo boas razões. A vida continua e evolui e os dias tornam-se semanas sem que de por elas.

Não tenho noção de já terem passado mais de 2 meses desde o ano novo e que a Primavera, com os seus maravilhosos dias longos, estar já aí à porta.

Ando feliz.

Fevereiro 29, 2008

Texto Longo, aviso ja!

Mas muito bom, retirado da revista Visao

GERAÇÃO EM SALDO

"O São Precário, protegei-nos a nós, precários da Terra, fazei com que nos paguem subsídio de maternidade, protegei as funcionárias dos centros comerciais, os anjos dos call center, concedei aos falsos trabalhadores independentes subsídio de férias e reforma, rendimentos para todos e serviços gratuitos, livrai-os dos despedimentos malignos."

A oração ao São Precário continua e poderia dar para rir não fosse tão sério o fenómeno que afecta milhares de pessoas em toda a Europa. São estes os novos pobres?

Jovens, licenciados, mestres e doutorados, solteiros, não têm filhos, vivem em casa dos pais, ou dividem a renda com um namorado ou um amigo. Na maior parte dos casos, a família ajuda-os a esticar o ordenado até ao fim do mês.

Na Europa, chamam-lhes «geração dos mil euros»; em Portugal ganharão um pouco menos...

«Os nossos pais deram-nos mais do que tiveram, mas nós temos menos do que eles.» Clara Caldeira, 30 anos, licenciada e mestre em Comunicação, habituou-se a ter «a vida sempre adiada». «Se deixar de trabalhar, deixo de ganhar», afirma. Por isso, vive ao ritmo dos trabalhos temporários que vai arranjando, na área da escrita criativa e do guionismo. Da única vez que fez um contrato, pelo prazo de um ano, alugou casa no centro de Lisboa. No resto do tempo, a regra tem sido a do recibo verde a troco de mil euros mensais. Metade desaparece da conta bancária até ao dia 8 de cada mês, para pagar as despesas fixas de casa. Com a outra metade, vai ao cinema, janta fora duas ou três vezes por mês, bebe um copo à noite com os amigos, paga o táxi de regresso a casa, e vai fazendo uma gestão rigorosa da dívida à Segurança Social. No banco, mantém um fundo de maneio, guardado para uma fatalidade - leia-se, ficar sem trabalho - que lhe chega para viver dois meses sem ordenado. Agora, ganha um pouco mais do que os mil euros a que a sua geração parece predestinada, mas só durante seis meses. Em Maio, termina a colaboração com a produtora de Depois do Adeus, o novo programa de Maria Elisa, na RTP. Se a coisa não se compuser, a casa de família serve de recuo.

RASCA OU À RASCA? Como Clara, a CGTP contou no ano passado 863 mil trabalhadores com vínculos precários. O número só peca por defeito: não inclui estagiários nem falsos recibos verdes. Os resultados do Inquérito ao Emprego do INE, trabalhados pela agência Lusa, apontam para que, em 2007, 43 mil licenciados tenham desempenhado trabalhos de baixa qualificação ou não qualificados. E para 60 mil diplomados no desemprego. Nos centros de emprego, estão inscritos 40 mil - um número igual ao de novos licenciados que todos os anos saem das universidades. Não se pode, porém, ler nestes números que tirar um curso não compensa.

São outras as razões para a geração que Vicente Jorge Silva baptizou de «rasca» estar hoje «à rasca». Catarina Matias, 31 anos, licenciou-se em História, fez uma pós-graduação em museologia e, desde então, não parou de somar trunfos: estagiou no Victoria & Albert Museum, em Londres; venceu um concurso internacional e foi para o Qatar trabalhar no Museu de Arte Islâmica («o único contrato verdadeiro que tive até hoje»); regressou a Portugal, não arranjou emprego e partiu para o Museu do Louvre, em Paris, onde se autopropôs como estagiária. Pelo meio, deu aulas, estagiou no Museu Machado de Castro, colaborou com o IPPAR, em Coimbra. Desde Novembro, está desempregada, a viver do que amealhou nas Arábias: «Esticadinho chega para os próximos quatro ou cinco meses», prevê. Envia dezenas de cartas por mês: «Não me importava de não ter um emprego para a vida desde que me dêem a oportunidade de ter trabalhos», explica. Não falta quem abra a boca de espanto perante o currículo, mas, «na hora da verdade, ignoram».

Também Vera Assis Fernandes, 37 anos, tem um currículo irrepreensível. Licenciou-se em Geologia, tornou-se mestre em Geoquímica Lunar, nos Estados Unidos, e de seguida doutorou-se em Cronologia e Petrologia Lunar, em Inglaterra. Portugal «caçou» este cérebro em 2003, com uma bolsa da Fundação para a Ciência e Tecnologia. Vera regressou, durante cinco anos, para fazer o pós-doutoramento no Instituto de Geofísica da Universidade de Coimbra. Missão: estudar dados obtidos remotamente pela missão Mars Express, patrocinada pela Agência Espacial Europeia - da qual Portugal faz parte. Em Coimbra, só encontrou «falta de vontade, falta de espírito de equipa, falta de interesse a nível nacional». Em finais de 2007, depois de muito batalhar, voltou a fazer as malas e partiu para Berkeley, na Califórnia - antes escreveu para o Público um manifesto: Portugal poderá estar a dizer 'não' a futuros Einsteins e foi, então, recebida em audiência no Ministério da Ciência, em Agosto de 2005.

UM CURSO COMPENSA

Apesar da crueza dos relatos, o discurso oficial é positivo. O presidente do IEFP, Francisco Madelino, esclarece que «os jovens licenciados são os que mais rapidamente obtêm trabalho». Demoram oito meses, em média, enquanto os não licenciados levam entre 12 e 14 meses. «As remunerações médias de um licenciado são cerca de quatro vezes superiores às de um trabalhador que não tenha frequentado o ensino superior», adianta. Na apresentação do estudo sobre A procura de emprego dos diplomados, o ministro da Ciência e do Ensino Superior, Mariano Gago, frisou que, nos últimos quatro anos, o número de licenciados inscritos nos centros de emprego não se alterou, o que revela a capacidade do mercado de trabalho para absorver o aumento de 20% da população com curso superior. A taxa de desemprego, nesse escalão, atinge 7,5% - um valor próximo do total nacional. «Quando as pessoas aumentam a qualificação, não e imediatamente que a economia reage», continua Francisco Madelino. «Estimular o crescimento da economia é essencial para criar mais e melhores postos de trabalho, e aproveitar melhor os recursos humanos», vaticina, à VISÃO, o comissário europeu do Emprego e Assuntos Sociais, Vladimir Spidla.

No caso de Portugal, uma particularidade é salientada pelo responsável europeu: a maioria dos jovens atribui a falta de emprego à ausência de oportunidades; já na Finlândia a maior parte dos entrevistados pela Gallup considera que a escassez de experiência é a razão principal.

«Porque não me limitaram a entrada na universidade, se sabiam, à partida, que não havia trabalho para mim?» Volta e meia, a pergunta martela na cabeça de Cláudia Baptista, 29 anos, licenciada em Jornalismo, a trabalhar como técnica auxiliar de educação. Durante quase dois anos, foi estagiária numa rádio nacional. Começou por fazer um estágio curricular não remunerado, durante três meses, foi convidada a prolongá-lo por outros três. Aceitou. «Durante seis meses, paguei para estagiar», recorda. E depois? «Depois, ofereceram-me ficar a troco de 300 euros, a recibo verde.» Vivia em casa dos pais, o dinheiro dava para pagar transportes e alimentação. Durante os 13 meses de isenção da segurança social aguentou. O amor à profissão falou mais alto e os elogios constantes que recebia alimentavam a esperança de um contrato. «Trabalhava 15 a 16 horas por dia, editava peças, sonorizava. Tinha responsabilidades de um jornalista, mas, no papel, não deixava de ser estagiária», resume. Acabada a isenção, «dei ouvidos ao meu orgulho pessoal e profissional que se começava a construir». Pediu que lhe pagassem o salário mínimo e a Caixa. A resposta foi negativa. Cláudia saiu, outros estagiários continuaram. Todos os anos, chegam mais. À distância de seis anos, Cláudia não consegue criticar apenas a estação onde trabalhou: «Há uma concordância do Estado, instituições de educação, empregadores e sindicatos: todos sabem que esta rotatividade de estagiários existe, mas ninguém faz nada para mudar porque a situação interessa a muita gente.» Não se envergonha de dizer que ainda hoje tem apoio psicológico e deixa o aviso: «Já começámos a gerar uma geração de frustrados.»

QUALIFICADOS E DESEMPREGADOS

Nunca, como hoje, os jovens, em Portugal, tiveram tantas qualificações, e nunca, como hoje, sentiram tantas dificuldades para arranjar emprego. Como se chegou aqui? Como se sai desta situação? João César das Neves, economista e docente na Universidade Católica, comenta: «Há muitas universidades más, que formam alunos para o desemprego.» Privadas e públicas, nas grandes cidades e no Interior. O economista salienta o desajustamento entre a formação dada em muitas universidades e aquilo que o mercado de trabalho procura. «Um curso de Direito é barato, é só papel e lápis, por isso todos os anos são formados milhares de alunos. Para quê?», pergunta. Mas, apesar deste desajustamento, concorda como discurso governamental de que Portugal precisa de produzir muito mais diplomados. Qual é, então, a solução? «É difícil disciplinar as universidades, mas é preciso fazê-lo», sugere César das Neves.

O estudo sobre emprego dos diplomados, divulgado pelo gabinete do ministro Mariano Gago, pode ser visto pelas universidades como uma espécie de manual de instruções para a reforma dos cursos superiores. Sem grandes surpresas, aponta as áreas com maior número de desempregados, mas também o inverso, aquelas áreas que estão mais resguardadas do desemprego: Ciências da Vida (Biologia, Bioquímica, Ciências do Ambiente), Informática, Matemática e Estatística, Ciências Veterinárias, Serviços de Segurança (segurança no trabalho, Engenharia militar) e Serviços de Transporte (pilotagem, gestão de transportes).

António Dornelas, sociólogo do ISCTE que integrou a comissão do Livro Branco para as Relações Laborais, também indica o acesso à escolarização, incluindo à universidade, como a melhor saída para o problema: Num pais de microempresas, predominam empregadores que, na maioria dos casos, têm, aos 50 anos, a escolaridade típica do Portugal de há três décadas: 4 ou 6 anos de escolaridade. Esta realidade - chamada de «conspiração grisalha» por Francisco Ribeiro Mendes, ex-secretário de Estado de António Guterres - é, para António Dornelas, uma «barreira natural à integração dos jovens». Quando, porém, se compara a estrutura empresarial dominante com as novas empresas, criadas recentemente, onde aumenta o número de mulheres empresárias, qualificadas, e mais jovens, «o outro País aparece...», garante António Dornelas. Mas enquanto o primeiro domina a paisagem, é necessário «evitar os erros do passado», mantendo os incentivos à escolarização, «recalibrando» a regulação dos mercados de trabalho e a protecção social, reduzindo a duração máxima dos contratos a termo (de 6 para 3 anos) e combatendo a fraude na contratação a recibos verdes. Estas são algumas das propostas que o Governo pondera assumir na próxima revisão das leis laborais.

PRECÁRIOS NO TRABALHO E NA VIDA

Tiago Gillot, dos Precários Inflexíveis (PI), nota que «a precariedade não se limita ao trabalho, já chegou à escola, à habitação, à saúde. É uma proposta de vida baseada na incerteza, no fim de uma sociedade equilibrada», adverte. Ele foi um dos responsáveis pela organização da primeira parada MayDay em Portugal, em 2007. O desfile de precários que se realiza no 1° de Maio, em diferentes cidades europeias, regressa este ano a Lisboa. Com mais força. Na quinta -feira, 21, mais de 50 jovens sentados, de pernas cruzadas, sobre um longo tapete vermelho, reuniram-se na cooperativa cultural Crew Hassan. Com estilos que iam do alternativo ao fato e gravata, havia estudantes, estagiários, trabalhadores mais ou menos precários. Em nome individual ou de organizações que têm encabeçado esta luta. André Soares, 27 anos, do Fartos d'Estes Recibos Verdes (FERVE) aproveita para alertar que falar em casa ou no café não chega: «As pessoas têm de ir para a rua, só assim o fenómeno se torna visível.»

Muito provavelmente, também os Intermitentes do Espectáculo e do Audiovisual se associarão à parada, adianta Bruno Cabral, técnico de cinema. A lei que regulamenta a actividade, promulgada recentemente, não responde às expectativas: além de não incluir os técnicos, «não abrange uma segurança social adaptada à intermitência da actividade». O actor Jorge Loureiro diz que acumulou uma dívida de um ano à SS que não pensa pagar: «Porque não posso e porque é injusto, tenho um trabalho completamente inconstante», explica. «E se temos uma lesão e ficamos impedidos de trabalhar?», pergunta a actriz e cantora Ana Amorim, 27 anos.

Imaginação é coisa que não falta a quem recebe pouco, ou não recebe, no final do mês, a quem passa recibos verdes quando deveria assinar contrato, a quem se substitui ao patrão no pagamento da Caixa. Se os italianos inventaram o São Precário, lhe puseram uma auréola na cabeça e o vestiram com roupas de empregado de cadeia de fast food, os PI organizaram, no Carnaval, um dilúvio de papel, lançando do «céu» do Centro Comercial Colombo centenas de papelinhos com mensagens a «desmascarar a precariedade». Pela mesma altura, o FERVE entregou no Parlamento uma petição com cerca de 5 mil assinaturas, levando a luta contra os recibos verdes ao centro do debate político. Mais acções vêm a caminho.

A PRIMEIRA ETAPA DA PRECARIEDADE

Catarina (nome fictício), 25 anos, é uma coleccionadora de estágios. Terminou o curso de Geografia, variante Planeamento e Gestão do Território, em 2005. Desde então fez três. O curso que tirou não previa a realização de estágio curricular, mas ela quis fazê-lo. «Era uma oportunidade de arranjar emprego e terminar o curso com experiência profissional.» Licenciou-se, mas continuou estagiária. Uma Câmara Municipal da Região Centro recebeu-a duas vezes: primeiro ao abrigo de um estágio profissional do IEFP, depois no âmbito do Programa de Estágios Profissionais na Administração Local (PEPAL). O tutor «pouco ou nada» a acompanhou, mas a experiência - «a fazer exactamente as mesmas funções de colegas que estavam a contrato ou recibo verde» - foi útil: «Aprendi por mim mesma.» O desânimo veio no final: «Fui avaliada com muito bom, eles precisam de pessoas, então porque não fiquei?», interroga-se. Para o presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, com os estágios profissionais na Administração Pública e Local, o Estado «dá a sensação de que está a resolver os problemas, quando está a empurrar com a barriga para a frente».

Bettencourt Picanço até reconhece que há um «lado positivo», relacionado com a aprendizagem, para o estagiário, mas denuncia: «Estão a ser mascaradas as necessidades de pessoal à custa das fragilidades das pessoas e do emprego. É o Estado a dar um mau exemplo», remata. Francisco Madelino, presidente do IEFP, sai em defesa dos estágios profissionais. «De entre os programas de emprego, é aquele que tem mais eficácia, com uma taxa de empregabilidade perto dos 80%», elucida. Ainda que reconheça que pode haver abusos.

TRABALHOS TEMPORÁRIOS

Em face deste panorama, as empresas de trabalho temporário absorvem cada vez mais pessoas, muitas delas com formação superior. Rui Bales Vieira, 34 anos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Telecomunicações e Audiovisual, diz que muitos dos contratos que fazem são ilegais: «São postos fixos para os quais as pessoas são recrutadas com vínculos temporários, a fim de poderem ser facilmente despedidas, sem reivindicarem condições.» Entre as 60 mil pessoas contratadas por estas empresas, elucida, «estão cada vez mais licenciados e até mestres». O sociólogo Elísio Estanque alerta para o «factor de retrocesso em termos de incentivos às novas gerações» que pode constituir o facto de as empresas porem «jovens a exercer tarefas para as quais estão sobrequalificados».

Inês (nome fictício) tem medo de chegar a essa fase: «Nessa altura, o meu psicólogo vai ter de trabalhar ainda mais.» Por enquanto, com 30 anos, paga para estagiar, num conceituado gabinete de decoração de interiores, onde trabalha. Licenciada com 19 valores em Arquitectura de Interiores, com uma pós-graduação em Reabilitação, Remodelação e Restauro em Arquitectura, viu-se, em Novembro passado, sem emprego, depois de vários anos a trabalhar como freelancer. Entre estar em casa e estagiar gratuitamente num reputado ateliê, preferiu a segunda hipótese: «Sempre enriquece o meu currículo.» Entra às 9 e 30, sai depois das oito da noite e é repreendida se pede para sair mais cedo. Entretanto, vive «do mealheiro» e vai tentando calar a revolta com um pensamento positivo. Vive sozinha, numa casa do pai, o carro está parado: foi trocado pelo metro. O sarcasmo, esse, parece uma marca de geração: «Vivo numa casa de classe média alta, mas sou mais pobre do que a porteira.»

Fevereiro 12, 2008

Perceber os mercados financeiros

Mandaram-me esta perola e eu nao resisto a partilhar!

Once upon a time in a village, a man appeared and announced to the villagersthat he would buy monkeys for $10 each.

The villagers seeing that there weremany monkeys around, went out to the forest, and started catching them.

The man bought thousands at $10 and as supply started to diminish, thevillagers stopped their effort. He further announced that he would now buy at $20.

This renewed the efforts of the villagers and they started Catchingmonkeys again. Soon the supply diminished even further and people started going back to their farms.

The offer increased to $25 each and the supply of monkeys became so little that it was an effort to even see a monkey, let alone catch it!

The man now announced that he would buy monkeys at $50! However, since hehad to go to the city on some business, his assistant would now buy on behalf of him.

In the absence of the man, the assistant told the villagers. 'Look at allthese monkeys in the big cage that the man has collected. I will sell them to you at $35 and when the man returns from the city, you can sell them to him for $50 each.'

The villagers rounded up with all their savings and bought all the monkeys. Then they never saw the man nor his assistant, only monkeys everywhere! Now you have a better understanding of how the stock market works.

Fevereiro 06, 2008

Mais um post dedicado a TAP

Ja mais do que uma vez me queixei aqui do servico da TAP... apesar de achar o pessoal de bordo simpatico e o servico nao ser mau, os constantes e grandes (eu ja cheguei a esperar 5 horas...)atrasos na partidas dao-me cabo do juizo e paciencia.

E sempre que me queixei/deasbafei por aqui, como por exemplo aqui, e aqui, e aqui (e quantas mais vezes me poderia ter queixado e nao o fiz por nao querer estar sempre a martelar a mesma tecla) recebi comentarios de pessoas que dizem que nao, que a TAP e optima, que as outras tambem se atrasam e tal e coiso.

Normalmente prefiro voar na TAP porque os horarios para Lisboa sao mais compativeis com as minhas necessidades, mas tambem porque prefiro voar numa companhia portuguesa, confesso.
Mas isso nao me retira o sentido critico!

E afinal parece que eu nao ando maluca!!!! Se calhar ha e quem tenha sorte (e voe pouco).

"TAP é a companhia europeia que mais se atrasa.

A transportadora aérea portuguesa TAP é a que mais atrasos regista e a que perde mais bagagem, segundo um estudo feito pela Associação de Companhias Aéreas Europeias (AEA), hoje divulgado na imprensa belga.

Segundo o estudo, publicado pelo diário francófono La Derniere Heure, a TAP está no fim da tabela com apenas 59,5 por cento de chegadas e 62,5 por cento de partidas pontuais.
No topo da tabela está a luxemburguesa Luxair, com 86,8 por cento de chegadas e 88,1 por cento de partidas no horário previsto, sendo que holandesa KLM ocupa o segundo lugar (84,9 e 80,5 por cento, respectivamente) e a Air France o sétimo lugar (82,1 e 81,5 por cento).


Segundo o estudo da AEA, que envolveu 28 companhias europeias, a mítica pontualidade britânica também deixa a desejar, dado que a British Airways está em 25º lugar, com 64,7 por cento de chegadas pontuais e 67,5 por cento de partidas.

No que respeita à perda de bagagens, o estudo da associação europeia abarca as 26 companhias aéreas que a integram, sendo que a TAP está novamente em último lugar - o 26º - com uma taxa de 27,8 extravios de malas em cada mil passageiros.

A Air Malta e a Turkish Airlines dividem o primeiro lugar desta tabela, com 4,5 perdas de bagagem por mil passageiros.

A média das 26 companhias da AEA é de 16,6 perdas por mil passageiros."

via Diario Digital

Tempo

Como e que o agarro?!?! Foge-me entre os dedos sem apelo nem agravo...

Ainda agora estava a festejar a entrada em 2008 e ja estamos bem entrados em Fevereiro?!?

E tenho tanto, tanto que fazer!

Janeiro 22, 2008

Realmente

O corpito habitua-se depressa ao que e bom...

Enquanto estive em Portugal, fui 5 vezes a uma massagista (foi a prendinha dos meus papis para o Natal) para relaxar e soltar o corpo. Devo dizer que me souberam todas maravilhosamente. Estar uma hora a ouvir um sonzinho calmo, enquanto somos massajados da cabeca aos pes, e muitissimo bom.

O problema e o regresso ao mundo real. Desde que regressei a Amesterdao ando com as costas todas doridas e com tantas dores de pescoco que ate tenho tido especial atencao aquilo que meto na minha mala, porque fico mesmo aflita. Considerando que nao dei jeito nenhum especial, que em nada alterei a minha rotina e que ate ja recomecei com as idas ao ginasio, so posso concluir que todas estas aflicoes e dores nao sao mais do que o resultado de um corpo mal habituado as maravilhas de umas maos sapientes....

Quero mais!!!

Janeiro 17, 2008

Ora sai um post deprimente

Para comecar 2008 em beleza.

Estava eu em Lisboa, na Rua 1o de Dezembro, a caminho de um almoco com uma amiga, quando vejo uma senhora com os seus bons setenta-e-muitos-anos, a pedir em frente ao Celeiro. Estava a pedir dinheiro para comer.

(Eu nao suporto idosos a pedir, e algo que nao consigo explicar ou por por palavras, simplesmente gela-se o sangue nas minhas veias.)

Aproximei-me dela e perguntei o que e que ela queria comer e se queria entrar comigo e fazer um avio que eu pagava a conta. Ela agradeceu mas disse que nao queria entrar... pediu se lhe trazia algo mole por causa dos dentes e um suminho.

Enquanto falavamos, saiu de dentro do supermercado uma senhora, que com um sorriso nos labios, entregou a senhora de idade, a fantastica quantia de 10 centimos!!!! Juro!!! Ao arrumador dara, imagino, 50 centimos ou 1 euro, nao va ter um risco na pintura no regresso, mas aquela senhora, estendeu-lhe 10 centimos... se esta e a badalada generosidade de epoca de Natal, eu vou ali e ja venho!!!

Fiquei doente...

Ao chegar ao Chiado, junto a pastelaria Benard, vejo um senhor de idade sair de la e uma funcionaria a correr atras dele e a ir tem com um policia a pedir que prendesse o tal senhor porque tinha roubado um croissant, tal como fazia todos os dias. Obviamente que o roubo e inadmissivel, nao esta em discussao, mas esta situacao, 3 mns depois da anterior, deixaram-me com um amargo de boca que nao imaginam.

Dezembro 18, 2007

Tarda mas não falha...

Já no ano passado falei disto, da minha relação com o Natal.

E claro, porque algumas tradições ainda são o que eram, volto agora ao ataque... não volto a repetir o que já disse o ano passado, mas venho apelar ao espírito de paz e fraternidade de toda a gente.

Compreendo todas as queixas, todos os sentimentos negativos, mas deixem festejar quem gosta. Tornou-se popular, não sei bem porque razão, dizer raios e coriscos do Natal, é o anti-politicamente correcto mais correcto deste ano, pelo que leio e ouço. Gostar da árvore de Natal e demais decorações, do cheiro a fritos, da confusão nas lojas entre outros aspectos da quadra é muito mau e muito mal visto por estes dias.

Mas caramba, ninguém é obrigado a juntar-se a familia e/ou amigos, fazer uma festa, contar histórias, brincar, conversar, ficar doido com o barulho e a confusão e, ainda assim, ansiar pela época (assumidamente o meu caso).

A mim também ninguém me convence a ir a missa ou a rezar antes da refeição, mas se há quem tenha prazer e alegria nisso, porquê estragar a felicidade alheia?

Assim, a bem da minha paz de espírito e do meu Natal, peço a todos os detractores da época para que aproveitem para ir de mini-férias, para hibernarem até ao Ano Novo, para porem a leitura em dia, sei lá; só peço que deixem festejar em paz quem o quer fazer.

A mim ninguém me obriga a festejar o Halloween, o dia dos namorados ou outras datas quaisquer a que eu não ligue. Faz parte da minha esfera de decisão e ninguém tem nada a ver com o assunto, mas isso não significa que vá apreogar aos quatro ventos os males das importações de festejos alheios... quero lá saber, se faz alguém feliz, excelente, amigo não empata amigo.

Bem, isto tudo para dizer que vou andar ausente deste cantinho até ao final de ano, vou estar em Portugal até ao Dia de Reis e é bem possível que não volte a escrever nada aqui até ao meu regresso a terras holandesas, mas queria desejar a todos um Feliz Natal e um Maravilhoso 2008!

(Aqui entre nós, se 2008 for tão interessante quanto 2007, I´m in for a hell of a ride!!!)

dEUS

O unico grupo que vi ao vivo tendo ganho o bilhete num concurso de radio

O primeiro grupo que conheci ao "vivo e a cores" e de que fui guia na cidade de Lisboa

A unica vez que entrei numa discoteca acompanhada de uma banda.

Um grupo que me lembra de uma fase de adolescencia muito vivida, muito dancada, muito aproveitada.

Dezembro 17, 2007

Porque sera

Que tenho uma dificuldade tremenda em recordar nomes e datas de aniversario mas sei as falas todas de mais do que um filme?!

(Acho que tenho de fazer uma daquelas limpezas sazonais ao lixo que se acumula nesta cabeca...)

Dezembro 10, 2007

E afinal, ha logica....

E depois do que escrevi em baixo, fiz este teste.
Mede onde nos situamos politicamente e socialmente... pareceu-me completo, li as instrucoes e fui honesta comigo.

Este foi o meu resultado (sou a bolinha vermelha):

Depois comparei-o com o posicionamente de alguns lideres:

Situando-me entre o Dalai Lama e o Nelson Mandela, como poderia nao ser uma optimista e achar que vamos sempre a tempo?!

Expirar

Ha lacos que nos recusamos a abrir mao.

Apesar de acharmos que so existem na nossa mao... do outro lado, temos quase a certeza que a corda foi largada, ou que, ainda que esteja segura, forcas invisiveis foram pacientemente e continuamente corroendo as teias que outrora foram estreitas e mantinham a ligacao viva e quente.

E por muito que custe, tememos nao ir a tempo para remendar o fio.

E doi.

Mas la esta, sou uma optimista... recuso-me a assumir derrota.

Inspirar

Ha dias em que o Inferno sao os outros.

E depois...

Ha dias em que o nosso Inferno e so nosso e so nos somos responsaveis pelos demonios que nos consomem. E nos mantem acordados, em vigilia silenciosa...

O final de ano potencia refleccoes nem sempre optimistas, nem sempre animadoras, nem sempre esperancadas. Mas saimos sempre pelo outro lado do tunel. Podemos estar amachucados, queimados ou transformados, mas saimos.

O que vale, e que no fundo, sempre fui uma optimista (mesmo que este desabafo de a entender o contrario)

Dezembro 07, 2007

Fiona

Never is a promise

Youll never see the courage I know
Its colors richness wont appear within your view
Ill never glow - the way that you glow
Your presence dominates the judgements made on you

But as the scenery grows, I see in different lights
The shades and shadows undulate in my perception
My feelings swell and stretch;
I see from greater heights
I understand what I am still too proud to mention - to you

You ll say you understand, but you dont understand
You ll say youd never give up seeing eye to eye
But never is a promise, and you cant afford to lie

Youll never touch - these things that I hold
The skin of my emotions lies beneath my own
Youll never feel the heat of this soul
My fever burns me deeper than Ive ever shown - to you

But as the scenery grows, I see in different lights
The shades and shadows undulate in my perception
My feelings swell and stretch;
I see from greater heights
I understand what I am still too proud to mention - to you

Youll say, dont fear your dreams, its easier than it seems
Youll say youd never let me fall from hopes so high
But never is a promise and you cant afford to lie
Youll never live the life that I live

Ill never live the life that wakes me in the night
Youll never hear the message I give
Youll say it looks as though I might give up this fight

But as the scenery grows, I see in different lights
The shades and shadows undulate in my perception
My feelings swell and stretch, I see from greater heights
I realize what I am now too smart to mention - to you

Youll say you understand, youll never understand
Ill say Ill never wake up knowing how or why
I dont know what to believe in, you dont know who I am
Youll say I need appeasing when I start to cry
But never is a promise and Ill never need a lie



Cantar com tanta emoção... não tenho como explicar o porque de ja não ser a primeira vez que fico com os olhos marejados só de a ouvir...

Novembro 28, 2007

Palminhas, obrigada, obrigada, palminhas....

Eu sou uma gaija fantastica, olare!!! Obrigada Thunderlady

(Tarda, mas nao falha!)

Novembro 27, 2007

Duzentas chicotadas

"Talvez ela esteja a ser chicoteada no exacto minuto em que escrevo estas palavras.
Uma jovem da Arábia Saudita, condenada a duzentas vergastadas e seis meses de prisão, depois de ter sido violada catorze vezes por sete homens. Ser-se violentada catorze vezes não é só catorze vezes pior do que um único acto de violência.

É estranho ter de sublinhar isto - mas a legislação portuguesa considera agora que a repetição dos crimes praticados por um mesmo agressor contra uma mesma vítima representa apenas um crime continuado. Os processos de insensibilização começam assim.

As pessoas habituam-se a tudo, por isso convém voltarmos a recordar coisas simples. Duzentas vergastadas são muito mais do que uma vergastada continuada. Inicialmente, a jovem fora condenada a noventa chicotadas. O seu crime? Estar dentro de um automóvel acompanhada por um homem, nesse momento em que um grupo de sete violadores a atacou. Contestou a sentença e viu a sua punição ampliada. Duzentas chicotadas podem matar. Explicam-me que, como não é essa a condenação, a tortura será doseada - os verdugos sabem quantas chicotadas têm que dar de cada vez, para que a jovem sobreviva. Já sobreviveu a catorze violações de seguida. Tem dezanove anos.

A notícia veio nos jornais de sábado passado. Uma história forte, de capa - uns par de olhos atrás de uma burqa, o infortúnio de uma mulher sem nome. As pessoas arrepiam-se e esquecem. Outros costumes, dizem alguns, encolhendo os ombros. É a "sharia", elas estão habituadas. Acasos geográficos - podia acontecer-me a mim, a qualquer outra destas mulheres que saem em automóveis com homens, no mundo ocidental. Quantas e quantos não repetem diariamente, no Ocidente, que o feminismo está ultrapassado? Penso também no homem que estava no automóvel com a rapariga, nesse homem que teve de assistir à tortura continuada da mulher com quem conversava, dessa mulher que, eventualmente, amava. Pensem nisso, homens do Ocidente - e depois digam, em verdade, se o feminismo está ultrapassado. A opressão e o aviltamento são contagiosos.

É a "sharia", repetimos, como se os seres humanos que vivem sob essa barbárie não fossem feitos da mesma carne e do mesmo sangue que os ocidentais. Pensamos que é lá longe, que não podemos fazer nada. Mesmo quando os maus tratos sucedem no nosso país, ao nosso lado, as pessoas sentem-se impotentes. Ou sentam-se na impotência. Não acabou a menina Esmeralda por ser condenada à "sharia" do Espermatozóide, em vigor nos tribunais portugueses à revelia da Declaração dos Direitos da Criança - uma "sharia" que determina a prevalência da biologia sobre os afectos da criança?

Acresce que, quando as pessoas se empenham na defesa de um ser humano particular, os doutos da Grande Política e da Magna Economia minimizam-nas - chamam-lhes demagogos, populistas, simplistas. A árvore em vez da floresta, e as árvores próximas, de folhagem mimosa (loura, como a pequena Maddie) têm uma visibilidade que as árvores distantes não têm. Há formas de pressão internacional - mas onde estão elas? Que países estão dispostos a ameaçar cortar relações com a Arábia Saudita enquanto os direitos humanos básicos não forem respeitados? Como pode a comunidade internacional aceitar participar nuns Jogos Olímpicos realizados na China - país onde a prisão política e a tortura são moeda corrente, neste momento com o patrocínio de modernas e democráticas empresas de novas tecnologias (Microsoft, Yahoo!, Google) , que denunciaram jornalistas chineses às autoridades locais? Se estas perguntas parecem ingénuas, isso significa que a Política - com maiúscula ou minúscula - acabou. Reformem-se todos os políticos - sempre se poupam uns largos biliões em salários. Para meros moços de recados dos interesses económicos, os políticos são demasiado caros. Entregue-se directamente a chave do mundo ao poder económico, e eles que contratem os estafetas dos negócios. Os preços serão certamente mais competitivos e realistas. Acabem-se com as Cimeiras de Nada (o que aconteceu de facto na badalada Cimeira Ibero-Americana, para além da patética rábula do revisteiro Chàvez?) e os Encontros de Coisa Nenhuma. O Mundo não ficará mais simples, mas ficará mais transparente. E poupado.

A arraia-miúda não pode nada contra a iniquidade global. Mas pode lutar, caso a caso, contra as violências que conhece. Não é só na Arábia Saudita. Hirsi Ali tornou-se "persona non grata" na mansa Holanda porque levantou o manto dos "crimes de honra" ali mesmo cometidos à sombra da "sharia". Neste momento, os líderes da comunidade islâmica do Canadá preparam a criação de um tribunal (Instituto Islâmico de Justiça Civil) que aplicará a "sharia" naquele território. Numa conferência recente, o embaixador Francisco Seixas da Costa lembrava que "a Europa só pode prestigiar-se perante terceiros quando se revelar, aberta e radicalmente, intolerante contra a intolerância". Mas a Europa abraça qualquer ditador ou torcionário, desde que os negócios o justifiquem. Abraça-os sabendo que, enquanto dura esse abraço, um qualquer criado desse torcionário está a torturar alguém, lá longe, ou mesmo aqui ao lado."

Ines Pedrosa, no Expresso online

The Kite Runner


O autor chama-se Khaled Hosseini, um Afegao/Americano. Talvez por tudo o que se passa no mundo, achei fantastico ler sobre o Afeganistao da perspectiva de um nao-turista. Desde a decada de 60 ate a actualidade, com todos os confrontos, lutas e guerras em que estiveram envolvidos...
E a historia e belissima... Recomendo vivamente!

Prendas

Ideias para prendas de Natal, ajudando a Amnistia Internacional e promovendo o comercio justo.

Novembro 22, 2007

Nao sei se sera tudo verdade...

Mas achei muitissimo interessante e educativo, por isso, partilho.

In The 1500's



The next time you are washing your hands and complain because the water temperature isn't just how you like it, think about how things used to be.



Here are some facts about the1500s:



Most people got married in June because they took their yearly bath in May, and still smelled pretty good by June. However, they were starting to smell, so brides carried a bouquet of flowers to hide the body odor. Hence the custom today of carrying a bouquet when getting married.



Baths consisted of a big tub filled with hot water. The man of the house had the privilege of the nice clean water, then all the other sons and men, then the women and finally the children. Last of all the babies. By then the water was so dirty you could actually lose someone in it. Hence the saying, Don't throw the baby out with the Bath water...



Houses had thatched roofs-thick straw-piled high, with no wood underneath. It was the only place for animals to get warm, so all the cats and other small animals (mice, bugs) lived in the roof . When it rained it became slippery and sometimes the animals would slip and fall off the roof. Hence the saying It's raining cats and dogs.



There was nothing to stop things from falling into the house.. This posed a real problem in the bedroom where bugs and other droppings could mess up your nice clean bed. Hence, a bed with big posts and a sheet hung over the top afforded some protection. That's how canopy beds came into existence.



The floor was dirt. Only the wealthy had something other than dirt. Hence the saying, Dirt poor.



The wealthy had slate floors that would get slippery in the winter when wet, so they spread thresh (straw) on floor to help keep their footing. As the winter wore on, they added more thresh until, when you opened the door, it would all start slipping outside. A piece of wood was placed in the entrance way. Hence the saying a thresh hold.



They would cut off a little to share with guests and would all sit around and chew the fat. Those with money had plates made of pewter. Food with high acid content caused some of the lead to leach onto the food, causing lead poisoning death. This happened most often with tomatoes, so for the next 400 years or so, tomatoes were considered poisonous.



Lead cups were used to drink ale or whiskey. The combination would sometimes knock the imbibers out for a couple of days. Someone walking along the road would take them for dead and prepare them for burial. They were laid out on the kitchen table for a couple of days and the family would gather around and eat and drink and wait and see if they would wake up. Hence the custom of holding a wake.



England is old and small and the local folks started running out of places to bury people. So they would dig up coffins and would take the bones to a bone-house, and reuse the grave. When reopening these coffins, 1 out of 25 coffins were found to have scratch marks on the inside and they realized they had been burying people alive. So they would tie a string on the wrist of the corpse, lead it through the coffin and up through the ground and tie it to a bell. Someone would have to sit out in the graveyard all night (the graveyard shift) to listen for the bell; thus, someone could be either saved by the bell or was considered a dead ringer. And that's the truth...



Now, whoever said History was boring ! ! !

Novembro 21, 2007

Da beleza natural

No outro dia, já nem sei quando nem a que propósito, ouvi uma conversa entre dois homens, sendo que discutiam a beleza feminina (exterior, puramente física) e criticavam as operações estéticas e implantes. Ambos concordaram que preferiam a beleza natural, não adulterada. A beleza real. A verdadeira.

E já nem sei quantas vezes ouvi o mesmo de mulheres, de colegas e amigas.

Eu acho piada. Confesso...

Eu já não sou do tempo da beleza real e natural.

Não conheço nenhuma mulher/rapariga da minha geração que não esteja “adulterada”! Eu não sou “natural” e todas as minhas amigas também não o são....

Furo nas orelhas?! (Ah, pois...)

Aparelho nos dentes para corrigir dentição?! (Ah sim, isso sim, mas não conta... não conta?!?! E um tratamento que na maioria dos casos e puramente estético, não me venham com coisas... e bem recentemente, virou moda!)

Depilação das sobrancelhas, buço, pernas, etc... (Puramente estético!!!!)

Maquilhagem, nuances, piercings, tatuagens e outras pequeninos melhoramentos não são mais do que alterações da nossa beleza natural. Não sejamos hipócritas no que a isso diz respeito meninas (e meninos) ...

E quando se teve um ou mais bebes e as maminhas já não ficam como eram? E não se faz um implante, mas “lift” das mesmas? E uma lipoaspiracao para “sacar” o pneuzito ou as banhocas das pernas e coxas? Ou fazer desaparecer as estrias?! Desde que não se note, que não fique artificial, a maior parte das pessoas ate compreende. No fundo, muitas gostavam era de ter dinheiro para poder resolver “de forma fácil” os problemas que de outra forma só o triunvirato ginásio + alimentação regrada + forca de vontade podem ajudar a resolver.

A grande generalidade das pessoas só critica as operações estéticas e cosméticas quando se chega as transformações mais radicais. Quando se fala em esticar a pele da cara ao ponto de esta perder as feições, injecções nos lábios que os fazem parecer estarem prontos a explodir, narizes rectos e curtos, implantes de silicone que tornam o peito em duas bolas. Ai vem os puristas da beleza natural ao ataque!!!

Não concordo, acho uma hipocrisia. Com toda a sinceridade.

As únicas diferenças são o nível de invasão no corpo e a aceitação social dessas mesmas praticas.

Eu já usei aparelho nos dentes. Faço depilação. Tenho furos nas orelhas, um piercing e uma tatuagem. De vez em quando pinto-me. E sei que tudo isto tem apenas a ver com a cultura dominante, com a sociedade em que vivo. Porque gosto e porque me faz sentir bem comigo, mas e um produto do meu mundo. E sei que já não tenho uma beleza real. E tão real quanto me e possível na nossa sociedade, mas já não e a pura, aquela com que nasci.

Novembro 20, 2007

Mais um som que me inspira"

Kruder & Dorfmeister com um cover brilhante de "Useless" dos Depeche Mode






"Desculpa, Thunderlady, mas isto ja parece a tua rubrica...

Novembro 19, 2007

A vida que levamos

Da autoria da R., enviado por email apos uma optima noite de convivio, publicado sem a devida autorizacao. Assumido.

"A diferenca entre a vida que levamos e ser muito, muito rico e que nos temos 5 dias pelo meio"
by Carlos Cruz (este nao tem nada haver com o "Outro Carlos Cruz")

Agora sim posso dizer "que vidinha", nunca pensei!!!
Faco o que quero, a hora que quero, ha sempre pessoas disponiveis para fazer comigo o que quero....e festa todos os dias, e fim de semana todos os dias.....

Ha sempre qualquer coisa para fazer, concertos (por falar nisso se quiserem VER onde tenho andado vejam as fotos deste blog http://frankiesvisions.blogspot.com/, sao de uma camara que anda sempre a tiracolo de mais um tuga connosco), jantares, exposicoes......e quando queres descansar e decides ter uma "noite calminha", ha sempre um bom par de amigos para ter uma "noite calminha contigo".................sera uma fase? ..........Sera que vai acabar?

Nao sei, so sei que enquanto durar vou curti-la ate a ultima gota............Ainda por cima hoje descobri um paracetamol que tem cafeina, tou aqui electrica e produtiva como se fosse segunda feira (a tarde, claro!).....Sim, porque ontem uma pessoa que eu estava a entrevistar disse-me "A R. parece cansada...". HA, hoje e ELA que parece cansada!

Resumindo (alguns de voces vao reconhecer o discurso):
Este e o Berdadeiro PLANO B, vivido todos os dias, saboreado em cada pedacinho, e nao vou sair dele....a menos que o PLANO A me atropele!

.................(mas muito bem atropelada)

Novembro 12, 2007

Aniversarios

Este fim-de-semana o meu irmao e o meu pai fizeram anos. Um a 9, o outro a 11.

Ja o ano passado falhei os aniversarios de ambos, dado que me tinha acabado de mudar para Amesterdao, mas ai quase nem consegui sentir-lhe a falta (nao a eles, mas a celebracao). A chegada era muito recente, havia uma cidade inteira por descobrir, todos os dias eram novos e diferentes.

Um ano depois, e apesar do fim-de-semana intenso e divertido, e de continuar a achar que (quase) todos os dias sao novos e diferentes, fez-me falta a presenca deles.

Nao ha telefonemas que anulem a sensacao da garganta a ficar apertada e a voz vacilante quando me lembro que o meu irmao fez anos e eu nao pude estar la, dar um abraco apertado e sentido e dizer-lhe que gosto muito dele. Ou pensar que o meu pai, que se faz de forte mas sei que tem saudades minhas de morte, nao me teve por perto para arreliar e brincar...

Ja sabia que seria assim, e que nao sao so rosas esta vida aparte, mas ha dias em que custa mais. E que mesmo passando umas horas com o pensamento ausente, assim que o silencio regressa e a cabeca para, todos estes sentimentos voltam a tona, como azeite em agua.

E o sangue, tal como o azeite, e espesso.

Novembro 08, 2007

Corrente

A fugitiva passou-ma e eu nao sou de me esquivar!

1º) Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2º) Abra-o na página 161;
3º) Procurar a 5ª frase completa;
4º) Postar essa frase no seu blog;
5º) Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6º) Repassar para outros 5 blogs.

Esta tudo muito bem, menos o ponto 6, que eu nao me esquivo, mas sou do contra por isso nao passo a mais ninguem!

Este livro esta na minha secretaria no trabalho (muito profissional, eu sei) e estou a le-lo aos pedacinhos, a hora de almoco.

"Pois aquele homem, como todos os muito pobres, sabia que o mundo era governado por leis que o perseguiam e condenavam, e por isso temia a cada instante ser preso e acusado por uma razao desconhecida."

Contos Exemplares, de Sophia de Mello Breyner Andresen

Novembro 07, 2007

Running up that Hill - Placebo




De um grupo que consegue, disco apos disco, nao desiludir!

Gosto muito mais desta versao do que do original da Kate Bush, que segundo a propria:

"The song itself has often been misinterpreted. I was trying to say that, really, a man and a woman, can't understand each other because we are a man and a woman. And if we could actually swap each others roles, if we could actually be in each others place for a while, I think we'd both be very surprised! [Laughs] And I think it would be lead to a greater understanding. And really the only way I could think it could be done was either... you know, I thought a deal with the devil, you know. And I thought, 'well, no, why not a deal with God!' You know, because in a way it's so much more powerful the whole idea of asking God to make a deal with you. You see, for me it is still called "Deal With God", that was it's title. But we were told that if we kept this title that it wouldn't be played in any of the religious countries, Italy wouldn't play it, France wouldn't play it, and Australia wouldn't play it! Ireland wouldn't play it, and that generally we might get it blacked purely because it had 'God' in the title."


"You want to feel, how it feels?
You want to know, know that it doesn't hurt me?
You want to hear about the deal I'm making.
You, (If I only could, be running up that hill)
You and me (If I only could, be running up that hill)

And if I only could,
Make a deal with God,
Get him to swap our places,
Be running up that road,
Be running up that hill,
Be running up that building.
If I only could

You don't want to hurt me,
But see how deep the bullet lies.
Unaware that I'm tearing you asunder.
There's a thunder in our hearts, baby

So much hate for the ones we love?
Tell me, we both matter, don't we?
You, (If I only could, be running up that hill)
You and me (If I only could, be running up that hill)
You and me, won't be unhappy

And if I only could,
Make a deal with God,
And get him to swap our places,
Be running up that road,
Be running up that hill,
Be running up that building.
If I only could


Come on, baby, come on, come on, darling,
Let me steal this moment from you now.
Come on angel, come on, come on, darling,
Let's exchange the experience

And if I only could,
Make a deal with God,
And get him to swap our places,
Be running up that road,
Be running up that hill,
With no problems.

And if I only could,
Make a deal with God,
And I'd get him to swap our places,
Be running up that road,
Be running up that hill,
With no problems.

If I only could, be running up that hill"

Novembro 06, 2007

O meu reino...

Por um cartucho com uma duzia destas...

Inacreditavel!!!!

Ate fico envergonhada...



Ainda por cima, ela e adoravel!

Retirado do blog da Kitty

Outubro 28, 2007

The Gift

Porque gosto muito deste grupo e desta música...

E a história continua...

Não me apetece,
Não é que não tenha assunto para escrever, porque querendo, há sempre tema, ou pelo menos, a nossa perspectiva ou opinião sobre algo...

É mesmo apenas não me apetecer.

Não estou cansada deste espaço, não me sinto pressionada ou com necessidade de corresponder a quaisquer expectativas.

Não me apetece.

Sei que me voltará a apetecer, e que as palavras voltarão a encontrar o seu caminho para as teclas.

Entretanto, vou aproveitando a vida lá fora.

Outubro 17, 2007

Certeiro

"Nova ofensiva de barulho interrompeu esta lembrança: eram vários homens de capacete, curvados sobre o asfalto, manejando os seus martelos pneumáticos.
(...)
Agnes tapou os ouvidos com as mãos e continuou assim o seu caminho.
Um transeunte, que caminhava em sentido oposto, lançou-lhe então um olhar de ódio, batendo com um dedo na testa, o que na linguagem de gestos de todos os países se destina a dizer ao outro que é louco, tonto ou pobre de espírito.
(...)
Continuou a andar sem conseguir expulsar do espírito aquele homem: quando um mesmo barulho os assediava a ambos, ele julgara necessário fazer-lhe saber que ela não tinha a mínima razão, talvez nem mesmo o mínimo direito a tapar os ouvidos.
Aquele homem chamara-a à ordem que o gesto dela infringira.
Fora a igualdade em pessoa que lhe inflingira uma repressão, não admitindo que um indivíduo se recusasse a sofrer o que todos temos que sofrer. Fora a igualdade em pessoa que a proibira de estar em desacordo com o mundo em que todos vivemos.
(...)


Pouco a pouco, a imagem envenenada do homem a bater com o dedo na testa desaparece-lhe do espírito, onde bruscamente surge a seguinte frase: não posso odiá-los, porque nada me liga a eles: não temos nada em comum
."


Kundera, A Imortalidade


Bolas, tenho lido poucas coisas ultimamente que me tenham caído tão certeiramente na alma...

Outubro 09, 2007

'Sana e Adnan, respectivamante com 27 e 32 anos, imersos num casamento infeliz, pensaram ter encontrado um novo amor num site de chat online, sob os nomes de ‘Sweetie’ e ‘Prince of Joy’.

Ele estava no trabalho e ela num ciber-café. Ao longo de várias conversas foram-se conhecendo melhor, desabafando sobre as agruras daquilo que pensavam ser o típico caso de dois casamentos falhados.
‘Pensei que tinha encontrado o amor da minha vida. A maneira como este ‘Prince of Joy’ falava comigo, as palavras que escrevia, a ternura em cada expressão era algo que eu nunca tinha tido no meu casamento’, afirmou Sana. Já Adnan estava feliz por ter finalmente ‘encontrado alguém que o compreendia’.

A empatia e a cumplicidade criadas foram tantas que decidiram conhecer-se e marcaram um encontro à porta de um centro comercial. Para se reconhecerem um ao outro, combinaram estar com uma rosa. Qual não foi o espanto de Sana, ou ‘Sweetie’, quando viu o seu próprio marido com a flor. ‘Quando vi o meu marido com a rosa e me apercebi do que tinha acontecido fiquei desfeita. Senti-me tão traída, e zangada!’.

Agora, ‘Sweetie’ e ‘Prince of Joy’, os amantes online, mas casados na vida real, vão divorciar-se, acusando-se um ao outro de traição.”



Publicado no Público de 6 de Outubro

Outubro 04, 2007

Um longo domingo de noivado

Pura Poesia...



Vi em DVD o fim-de-semana passado e... Nao vou contar nada, para nao estragar o prazer a ninguem.
A nao deixar escapar

Setembro 28, 2007

Sintonias

Ontem à noite, decidi que hoje iria aos correios para enviar uma carta....

Dei por mim a pensar que os emails e os sms´s foram quebrando certos laços mágicos que as cartas transportam.

Lembro-me de estar a estudar em Estrasburgo e receber quase religiosamente uma vez por semana um postal escrito pelo meu pai, e de adorar recebe-los. Falávamos pouco pelo telefone e aquela era a nossa conversa.

Uma vez que o meu sobrinho, pela pouca idade que ainda tem (vai fazer anos no dia 1 de Outubro), provavelmente nunca recebeu uma carta realmente para ele (cartas de servicos oficiais não contam) ou um postal de parabéns, decidi fazê-lo. Uma forma de mostrar que estamos (eu e e o tio, o meia-laranja) com ele apesar de não podemos lá estar.

E hoje, inesperadamente, recebi eu uma carta. E um postal. De uma grande amiga. A dar-me os parabéns, com uma foto da minha afilhada emoldurada e a escrever os mesmo sentimentos em que pensei ontem....

"ter o prazer de abrir o correio (sem ser para receber contas) ... tentar perceber a caligrafia... ficarem de recordação"

Às vezes estas coincidências, sintonias, partilhas... simplesmente acontecem. E ficam conosco.

Obrigada Nat.

Setembro 26, 2007

Finitude / tempus fugit

O filósofo André Gorz, cofundador do Nouvel Observateur, e a sua mulher Dorine suicidaram- -se na segunda-feira em Vosnon. Ele tinha 84 anos, ela 83. É uma história de amor.
[...] Dirigiu-se a Dorine, inglesa de origem, numa noite de neve, em 23 de Outubro de 1947, para a convidar para dançar e nunca mais a deixou. Ela foi atingida por uma doença evolutiva há numerosos anos. Tinham escolhido não ter filhos. André Gorz disse ao Libération em Setembro de 2006: "Em minha opinião, os bons pais são os que sentiram a falta de um pai na sua infância. Eu não tinha vontade de ser pai porque não amava o meu pai. (...) Nós os dois não temos continuidade, nem nada a transmitir. Não tínhamos de fundar uma família para lhe transmitir o que quer que fosse, porque nós próprios jamais tivemos família. Se tivesse tido filhos teria tido ciúmes de Dorine. Preferia tê-la apenas para mim."

Apesar de nao obviamente relacionadas, sinto esta historia proxima de mim. Talvez por a ter lido hoje. Teria sido ainda pior se a tivesse lido ontem...

O meu avozinho esta novamente doente... Mais uma batalha que tera de enfrentar. Nao acredito que venca; duas anestesias gerais em um ano e muito... e sem operacao, o fim esta selado e sera mais doloroso... creio que desta vez, a Foice o levara para outros prados. E creio que, no fundo, ele esta preparado para fechar o livro.

Nao tera uma historia de amor como a de cima para deixar, mas varias historias de amor espalhadas por todos os membros da familia... a imortalidade existe sempre que fica alguem para recordar.

Setembro 21, 2007

(tempo)

29

Veio de mansinho e apanhou-me desprevenida, ocupada que ando com outras andancas, mas parece que sim...

Setembro 19, 2007

Nao so nas pessoas, mas em tudo na vida, a forma e importante, mas o conteudo e essencial...

Setembro 17, 2007

Basta (II)

Ninguém tem de ter o mesmo feitio e não temos de ser os melhores amigos de toda a gente que nos rodeia, mas temos de saber conviver uns com os outros... e às vezes, temos de nos saber impôr.

Tenho de parar de pôr os outros a minha frente. Simplesmente. Em todas as circunstância da minha vida tento conciliar as diferentes personalidades, mediar conflitos, tentar agradar a toda a gente, fazer favores, dar o jeito, tentar chegar a todo o lado, sempre os outros em detrimento do Eu. Fazer com que o grupo funcione. E às vezes o grupo tem mesmo de dar umas cabeçadas para aprender.

E depois arrependo-me, claro. As pessoas tomam por adquirido que estaremos sempre lá, ao dispôr e quando decidimos que basta, ficam verdadeiramente magoadas e desiludidas. Sentem-se profundamente desapontadas e a culpa é só minha. Foram mal habituadas e pronto... Podem levar "pancada" e desilusões vezes sem conta das mesmas pessoas que já não estranham, acham normal, que a pessoa tem uma personalidade dificil, mas se se trata de alguém que normalmente faz das tripas coração para ajudar e numa altura determinada não pode ou não quer ser abusada, é o fim do mundo. A desilusão, a incredulidade e o desapontamento. E conseguem deixar-me com sentimentos de culpa quando bem no meu âmago sei que não posso ou não devo fazer mais.

E é uma pena, mas é a vida. Há momentos em que temos de bater o pé e dizer basta.

Já consigo fazê-lo nas minhas relações laborais, tenho-o confirmado recentemente para a minha própria surpresa. Quanto às relações pessoais e familiares, bem, felizmente não acontece muito, mas ainda assim it´s a work in progress...

Basta!

Importam-se de parar?!

Eu nao sou nem quero ser o saco de pancada de todos os que me conhecem e tem chatices para resolver ou dramas com o mundo!!! E ja agora, tambem nao sou a maezinha de ninguem...

Problemas, Chatices, Reclamacoes?! Tenham coragem e resolvam-nos ou aguentem-se sem me meterem ao barulho, ok? Guerras de guerrilha e surdina aqui para o meu lado e que eu dispenso!

Muito obrigada!

(Em breve retomaremos a transmissao em tom normal, agora preciso de ir descarregar estas energias negativas, longe de outras pessoas - nao facas aos outros o que nao gostas que te facam a ti-)

Setembro 07, 2007

Estou a tornar-me um caracol

Nao porque seja lenta, mas porque comeco a sentir que ando sempre com a casa as costas. O tamanho da mala varia, mas anda sempre comigo... ja comeca a parecer a natural extensao do meu braco.

Demorei ontem cerca de 15 mns a fazer amala para uma semana, com roupa e sapatos de trabalho e de lazer, necessaire e mais umas encomendas para a familia. So espero nao me ter esquecido de nada... cerebro em cruise control pode dar problemas.

E isto tudo para dizer que vou estar ausente ate 6a feira que vem... uma semaninha na Tugalandia, a trabalhar e a tentar (so tentar, conseguir era um verdadeiro milagre) ver a familia e amigos.

Ate ja.


(Aditamento as 10.33h... acabei de me aperceber que, como mudei de mala, nao tenho comigo nem o B.I. nem o passaporte!!! Bolas... la vou ter de ir a casa a hora de almoco...)

Setembro 05, 2007

Sera possivel?!

"O Parlamento Europeu aprovou hoje, em Estrasburgo, por esmagadora maioria, a revisão do regulamento comunitário que proíbe o transporte de líquidos nos aviões por parte dos passageiros.
A resolução foi aprovada por 464 votos a favor, 158 contra e 70 abstenções e pede à Comissão Europeia que altere "com urgência" o regulamento, estabelecendo uma ressalva para a eventualidade de haver novos factos que sustentem a medida.O PE manifesta-se favorável a "qualquer medida de segurança que proteja a aviação de riscos terroristas e que, sem ser desproporcionada, permita limitar ao máximo os riscos de maneira razoável".O argumento dos eurodeputados da Comissão Parlamentar de Transportes e Turismo, que elaborou o relatório hoje votado, prende-se com a ineficácia da proibição do transporte de líquidos na bagagem de mão, a que se somam os incómodos para os passageiros e os custos a que o controlo obriga.(...
)"

Era bom demais para ser verdade...

Setembro 04, 2007

Cravings


Ha cerca de um ano que nao tomo um belo banho de imersao... ando tao cansada e com tanto trabalho que ha uns dias que nao penso noutra coisa que nao no bem que um banhito destes me faria...

Setembro 03, 2007

Thanks

E as vezes, do nada, uma mensagem que pode nem sequer ser dirigida a nos, assenta-nos na alma que nem uma luva...

Que importa o destinatario se nos soube bem?!

Agosto 31, 2007



Comi ontem disto, pela primeira vez, em alguns anos... e voltei aos intervalos grandes da escola primaria, ao amealhar entre colegas os escudos necessarios para a compra de uma carteirinha, a divisao equitativa entre todos das rochas estadadicas, as mil sensacoes que elas nos provocavam e os sons crepitantes na boca... e fiquei saudosista...

Agosto 30, 2007

Instantaneos da vida real

Como reagir quando sentimos que estamos a ser tratados sem o respeito minimo? Manter as convencoes sociais e aguentar, dizer alguma coisa? Partir a loica toda a frente de quem quer que seja?

Isto a proposito de me acontecer, felizmente, nao com muita frequencia, estar a conversar com alguem que me faz uma pergunta mas nao espera pela resposta. E vira-se para o lado e comeca a conversar com outra pessoa... e eu fico meia parva, sem saber se acabo a frase que comecei ou se me calo.

A mim parece-me da mais elementar boa educacao que se ouca a resposta a uma pergunta feita. Se realmente nao se esta interessado no que o nosso interlocutor tem a dizer, entao mais vale nem sequer chegar a fala, ou na impossibilidade de evitar a comunicacao, entao que nao se prolongue o sacrificio mais do que o necessario.

Na verdade, e mais uma vez a questao da forma contra o conteudo... parece-me que algumas pessoas se preocupam mais com a imagem, querendo mostrar que se dao bem com toda a gente e que conseguem conversar com as mais diversas pessoas do que realmente explorar o intelecto dos interlocutores e descobrir afinidades ou a falta delas. E assumi-lo com naturalidade...

Agosto 28, 2007

Depois de uma semana de trabalho intensa e cansativa, mas que correu muito bem..
De um mini fim-de-semana com uma amiga de sempre a matar saudades...
De dois dias a recuperar as saudades que ja apertavam...
E de um regresso ao trabalho melhor do que o esperado

Estou insuflada de vida e energia!
I'm back!

Agosto 16, 2007

Mais uma voltinha, mais uma viagem...

Para Londres, uma semana, em trabalho (com extensao em versao lazer no fim-de-semana)!
Volto no dia 27...

Agosto 15, 2007

bolas, ate parece que sou famosa!

A Thunderlady decidiu meter-me em apuros e dar-me um premio e passar-me duas nomeacoes...

O premio com que fui agraciada (obrigada, obrigada, lalalala, palminhas... obrigada) e o Schmooze Award. Segundo me foi explicado, este prémio procura reunir os blogues que promovem um relacionamento mais "próximo" entre bloggers, que procuram uma interacção mais intensa neste meio virtual. Basicamente, premeia-se os fala-barato (ai o desgosto que a minha professora da primaria teria ao saber que tanto esforco para me calar nao so se gorou como ainda recebo premios por isso)!!!!


Para saberem as regras deste premio, vejam aqui... e para poderem ver a origem, cliquem aqui.


Agora os desafios:

Aparentemente, sou desafiada a envergonhar-me em publico e divulgar 7 segredos bem guardados

1) nao consigo cantar afinada, nem que a minha vida dependa disso.

2) sou teimosa que nem uma porta apesar de dizer que nao

3) nao consigo resistir a gelados, se pudesse alimentava-me exclusivamente deles

4) como tudo (do que e comida dita normal) excepto figado e favas, me revolvem as entranhas

5) continuo com um par de calcas guardadas que nao me servem ha anos... a esperanca nunca morre

6) tenho um medo de filmes de terror que me pelo, mas ver filmes sanguinarios nao me belisca os sentidos

7) tenho uma pancada enorme por caes e todos os caes que encontro sao alvo de festinhas e abracos quando se aproximam.



Finalmente, tenho de contar 7 factos casuais sobre a minha vida...

1) Adoro dormir... uma noite mal dormida e aquela em que demoro mais de 10 mns a adormecer

2) Nunca me nego a conhecer gente nova

3) Adoro ser desafiada e andar a tentar equilibrar 20 coisas ao mesmo tempo

4) corro 2/3 vezes por semana e odeio correr, nao ha volta a dar...

5) deixo quase sempre as revistas que compro em locais publicos para outros as poderem ler tambem

6) o meu guarda chuva portatil passou a ser o meu mellhor amigo no ultimo ano

7) quando comeco a ler mergulho de cabeca no livro e nem me lembro que existe um mundo ca fora.

E pronto, nao nomeio ninguem , porque sou do contra! Sorriso maquiavelico e malefico ao saber que estou a contribuir para a morte destas correntes!!!

Agosto 14, 2007

Criar espaco...

So agora me apercebi que o post anterior era o de 6a feira, o que, infelizmente, e claramente infeliz neste momento.














Fica o espaco criado...

Agosto 10, 2007

Muitos parabens!!!!!









Estou muito feliz por voces, Thunderparents em potencia, a meio caminho da maratona!!!



Que tudo corra bem de agora em diante e que a vossa luta por este pedaco de felicidade que tantos tomam por garantido tenha terminado!

Ratatouille

Ontem, e porque precisava de me animar fui ao cinema com duas amigas ver o Ratatouille, um filme da Pixar.

"(...) a rat named Remy dreams of becoming a great chef despite his family’s wishes and the obvious problem of being a rat in a decidedly rodent-phobic profession. When fate places Remy in the city of Paris, he finds himself ideally situated beneath a restaurant made famous by his culinary hero, Auguste Gusteau. Despite the apparent dangers of being an unwanted visitor in the kitchen at one of Paris’ most exclusive restaurants, Remy forms an unlikely partnership with Linguini, the garbage boy, who inadvertently discovers Remy’s amazing talents. They strike a deal, ultimately setting into motion a hilarious and exciting chain of extraordinary events that turns the culinary world of Paris upside down."

Vale a pena ver. E tanto um filme infantil quanto o Schrek... para esta epoca estival, entretem e diverte!

E depois da tempestade...


Vem a bonanca!

Agosto 09, 2007

Grey sky



Estou como o tempo... cinzenta, taciturna e fechada...

Agosto 07, 2007

10 Filmes / 10 Realizadores

Em passeio pelos sitios do costume, vi na casa da Hipatia as escolhas dela e apeteceu-me fazer tambem uma listinha propria, dando seguimento a corrente...

Foram os 10 primeiros que me ocorreram (sem repetir os da Hipatia) e tenho a certeza que daqui a bocado me vou lembrar de muitos para acrescentar ou substituir a estes...


E aqui estao eles:


Viver – Zhang Yimou

Shawshank Redemption - Frank Dabont


Azul – Krystof Kieslowsky



Breaking the waves – Lars von Trier


A lista de Schindler – Stephen Spielberg


Lolita – Stanley Kubrick

La vitta e bella – Roberto Benigni

Dead Poets Society – Peter Weir

Leaving Las Vegas – Mike Figgis

Fargo – Cohen Brothers


E nao passo a ninguem... quem quiser dar seguimento a ideia, excelente (avisem-me so que o vao fazer... nunca se sabe que filmes fantasticos andam por ai sem nos sabermos... pode ser que ganhe mais vontade de ir ao clube de video...)

Agosto 06, 2007

Nao faz falta...

Apos quase 3 semanas sem t.v. descubro que me tenho entretido sem dificuldade. Os primeiros dois dias foram estranhos, mas depois habituei-me a ter ali apenas um ecra preto, sem qualquer utilidade.

O gesto quase automatico de ligar a televisao ao chegar a casa depois do trabalho ja desapareceu, nem me lembro que a costumava ter... curioso como algo que sempre esteve ali, que supunha eu ser uma "companhia" valiosa, agora me e indiferente.

Tenho a certeza que quando for novamente instalada, em menos de nada me volto a habituar aquela presenca, mas agora que nao a tenho, nao me faz falta...

Agosto 02, 2007

Confirma-se

Segundo o meia-laranja, confirma-se o diagnostico, sou uma doente crónica... sofro de leiturite compulsiva. Só porque esperei pacientemente alguns anitos que saísse o ultimo livro do Harry Potter para os começar a ler de seguida. Nem pensar em ler o penultimo e ter de esperar um ano e tal para acabar a historia... dava-me uma coisinha ma no entretanto!

Comecei há uma semana, vou no 4o volume. Se calhar ele tem (alguma, pouca) razao e sou mesmo um bocadinho doente...

Nem sempre o que agrada aos olhos é o que o corpo gosta de sentir

Porque a minha inspiração para escrever esta como o tempo, cinzenta e sem aragem, deixo aqui um excerto e o correspondente link para o original, de um texto de alguém que não padece do mesmo mal que me afecta...

"(...) O gordo é muito pesado. Quando se encosta a mim tenho sempre de respirar fundo. Afasto depois os braços que estão no meu ombro, a perna sobre a minha, a barriga encostada ao meu corpo. Afasto tudo delicadamente mas acho piada. Gosto. O meu braço não chega para dar a volta e um abraço fica sempre a meio-gás. Mas o gordo é fofo, carinhoso, molinho, sabe bem apertar, como se fosse um boneco de peluche, uma almofada confortável.(...)"

Agosto 01, 2007

tipico, claro!

Ao encontrar hoje uma colega de trabalho que já não via ha algum tempo

Eu: Hello, how are you?
Ela: I’m ok, thanks…

Eu: Where have you been? I haven’t seen you in ages!
Ela: I was in Australia, spent the entire July there.

Eu: That’s GREAT!! How lucky!!!
Ela: Well… not really… my mother passed away…

Eu: (…)

Alguém conhece um buraco escuro e profundo para eu me enfiar?!?!

Julho 31, 2007

Mas que coisa...

Nem de proposito... estava ha uns dias a "queixar-me" que agora ando calma em termos de projectos, o que nao e nada normal em mim que tenho bicho carpinteiro e pronto, ja se me acabou o sossego... A mera possibilidade de um novo projecto, de uma nova "aventura" ja me anda a tirar o sono e a fazer sonhar!

E nao e que, automaticamente, fico mais feliz?! Nao stressada, ansiosa por saber mais ou angustiada, apenas feliz... mesmo que nada aconteca.

Julho 27, 2007

Saber escrever (II)

E que da mesmo gosto... gostava de saber escrever assim. Uma paragem obrigatoria, todos os dias.

Instantaneo

No metro, a caminho do concerto, vejo uma Senhora Dra. Aranha a passear pelo tecto da carruagem e chamo a atencao da Fiona (uma amiga Inglesa que vive aqui pela Tulipalandia) para o bicharoco.

E comecamos a seguir os passos da aranha... continua lenta e calmamente a aproximar-se das argolas para as maos, desce suavemente, deixa-se escorregar na curva da argola, lanca um fio ao varao e comeca a deslizar por ali abaixo... e diz a Fiona, com um ar matreiro e sereno... "- Look, she's doing a pole dance!!!"

Vim a rir-me o resto do caminho... e perdi o rasto a aranha...
Obviamente, hoje estou a trabalhar com um olho aberto e um fechado...

Intimista?! Nem por isso...

O concerto de ontem foi uma enorme surpresa...
Esperava eu um concerto calmo, de sons melodicos e suaves...

Eis a panoplia de instrumentos e malta no palco:

3 bateristas
2 teclistas
1 contrabaixista
1 baixista
2 guitarristas
1 saxofonista
4 back-up singers
1 DJ
E a propria da Lauryn Hill.

O concerto foi passado a um ritmo alucinante, misturando o som Gospel com hip-hop e reggae, com um som de uma qualidade que eu ha muito nao ouvia! Muitas musicas dela foram transformadas com arranjos que quase tornavam impossivel reconhecer o original se nao se conhecesse as letras que ela martelou sem parar!

Foram duas horas a abrir, que passaram a voar. Ao principio fiquei tao surpreendida com a sonoridade que nem consegui apreciar devidamente, mas ao fim da 2a musica ja estava rendida.

Ela estava com a voz cansada, arranhou algumas musicas, mas esforcou-se ao maximo! Cantou Fugees, cantou musicas do Miseducation of Lauryn Hill e do Unplugged 2.0. Talmbem cantou algumas musicas novas, que eu nao conhecia e cantou, claro, Bob Marley. Matou a voz a fazer um solo (que pos toda a gente a aplaudir) e conquistou em definitivo as hostes que nao arredaram pe* com o "That thing"!

Mrs Lauryn Hill, please come again anytime!


*O concerto terminou talvez um pouco mais de metade das pessoas que estavam na sala de espectaculos ao inicio... muita gente deve ter odiado. Suponho que iam a espera de ver ao vivo exactamente a replica dos cd's... eu acho que perderam um concertao!

Julho 25, 2007

Mas e que esta mesmo muito bom

Este texto!

Deixo so aqui o primeiro paragrafo, para adocar a boca, como as bolas de berlim da praia...

"A bola-de-Berlim tornou-se a gota de água que me fez perder a paciência. Descrer que algum tino ou vergonha restem entre nós. De agora em diante o meu propósito é simplesmente descobrir como sobreviver num país que persegue nas praias os vendedores de bolos enquanto nas falésias se alinham os mais monstruosos projectos urbanísticos saídos da mente humana. Todos legais, claro. Os monstros urbanísticos. Porque os desgraçados dos vendedores de bolos são, segundo os iluminados da ASAE, o grande problema das nossas praias."

Adoro



Amanha a noite. Uma das minhas cantoras preferidas. As letras que escreve e a emocao com que as canta deixam-me sempre rendida. Letras enormes, refroes reduzidos, canta palavras agrestes como metralhadoras em voz de anjo. Critica e caustica numas musicas, apaixonada e esperancosa noutras.

Nunca ouvi ao vivo, embora sonhe com isso ha anos. E embora ela so tenha dois albuns de originais em nome individual, sendo o ultimo ja de 2002, estou deliciada com a possibilidade de pela primeira vez partilhar um pouco dessa magia dos concertos mais intimistas.

Deixo tambem a letra do video (ela canta depressa)...

You see the road to hell is paved with good intentions
Can't you tell the way they have to mention
How they helped you out, you're such a hopeless victim
Please don't do me any favors, Mr. Intentional.
All their talk is seasoned to perfection
The road they walk commanding your affection
They need to be needed, deceived by motivation,
an opportunity to further situation
Why they're so important is without explanation
Please don't patronize me, Mr. Intentional...
We give rise to ego, by being insecure
The advice that we go desperately searching for
the subconscious effort to support our paramour
Too engaged in denial, to admit we're immature
Validating lies, Mr. Intentional...
Open up your eyes, Mr. Intentional...
Stuck in a system that seeks to suck your blood
Held emotionally hostage by what everybody does
Counting all the money that you give them just because
Exploiting ignorance in the name of love
Stop before you drop because that's just the way it was
Please don't justify me, Mr. Intentional
So one-dimensional, Mr. Intentional
Don't you do me any favors
Wake up you've been sleeping, take up your bed and walk
Stop blaming other people, it's nobody else's fault
Accept the truth about you
You know that life goes on without you
and Your expensive misinventions,
disguising your intentions
Don't worship my hurt feelings, Mr. Intentional
See I know you can't help me, Mr. Intentional
The only help I need to live is unprofessional
The only wealth I have to give is not material
And if you need much more than that - I'm not available
Please don't entertain me, Mr. Intentional
I don't need your sympathy, Mr. Intentional
Stay away from me, Mr. Intentional
So one-dimensional, Mr. Promotional, Mr. Emotional, Mr. Intentional...

___

Adenda: Chiqui, tens toda a razão! A cantora é a Lauryn Hill, mais conhecida como a vocalista dos Fugees.

O escuro

Faz parte dos medos de quase todas as criancas. Acordam assustadas, nao querem adormecer sozinhas no quarto, querem uma luz acesa...

Eu nao fui excepcao. Desde acordar "paralisada" com medo de me virar na cama porque havia monstros a minha espera ao aguentar a vontade de ir a casa de banho durante a noite para nao ter de atravessar o corredor escuro, cheio de monstros nas sombras, a minha imaginacao era o meu pior inimigo.

Nao havia racionalizacao ou conforto dos meus pais que durasse mais do que a sua propria presenca fisica no quarto.

Era assim.

Ja na pre-adolescencia, os meus pais mudaram-se para uma vivenda isolada no meio do campo, rodeada de arvores e barulhos. Os monstros foram substituidos pelos grilos, sapos e passaros, barulhos que eram explicaveis e simples. A idade, junta a proximidade da natureza, escorracaram os ultimos medos infantis.

Enquanto adulta, ja passei e passo muitas noites sozinha em casa, em quartos de hoteis em cidades desconhecidas, na maior parte das vezes quase as escuras (as manias de ser "verde" e "ecologica" tem destas coisas).

99,9% das vezes gosto do silencio, da calma, de estar so com o meu ritmo, nao me assustando nada o facto de estar sozinha. No entanto, e inexplicavelmente, de vez em quando sou tomada de assalto por um medo que nao sei localizar, de que mais alguem esta em casa. E durante 1 ou 2 segundos, volto a ser pequenina com medo do escuro. Dura pouco, e uma sensacao fugaz de desamparo e medo, que rapidamente sacudo com um: - "Mas estas parva ou que?!"

E no entanto, ele volta, de tempos a tempos, quando menos espero... sim, de quando em quando, devo estar parva!

Julho 21, 2007

Há muito tempo que estou habituada a andar de um lado para o outro, sem tempo a perder, sempre a correr atrás de oportunidades e desafios...

Desde cumular empregos, fazer cursos em cima uns dos outros, combinar coisas e assumir compromissos quase irrealistas, projectos, mudanças de País, nem sei...

Sinto que neste momento, com o meia-laranja finalmente cá, estou a acalmar por dentro. As dúvidas, os problemas, as dificuldades, estão ultrapassada e vencidas. Pelo menos, estas... A vida nos próximos tempos está planeada, sei (penso que sei) o que me espera, sei com o que posso contar. E estou feliz. Sinto-me bem e equilibrada.

Mas também já ando a pensar no que poderei fazer para o ano... cursos, formações... a minha cabeça já se está a tentar entreter com algo novo e desafiante... esta calmaria é boa, mas já tenho um bichinho, ainda meio adormecido, a dar-me a entender que daqui a uns mesitos me vou sentir novamente com vontade de desafios...

Serei uma espécie de adrenalin junkie?!

Às vezes penso que sim, e isso não é nada bom.

Julho 19, 2007

Realmente...

Hoje esta a ser muito dificil... faco minhas estas palavras!

Ha dias em que nem o projecto mais estimulante nos arranca do marasmo!

Julho 17, 2007

Realidades




Mais informacoes sobre esta campanha aqui ...

Achei interessante esta campanha publicitaria, lançada pela Cordaid, que para alem de ter o objectivo de pedir donativos, aproveita para nos fazer sentir sentir culpados pelos pequenos luxos de todos os dias que damos por garantidos e que nem sequer questionamos...

Confesso que a "instrumentalizacao" das pessoas nos cartazes, publicidade ou peditorios me incomoda um pouco, no fundo porque nao estou certa que resulte... e se o fim justifica os meios... sempre que vejo este tipo de imagens ou campanhas lembro-me de uma passagem do filme "Hotel Ruanda" em que um jornalista diz que se as pessoas na Europa e nos Estados Unidos vissem as imagens do massacre que estava a ocorrer, ficariam muito chocadas e continuariam a mastigar o seu bife. (Nao sei se sao exactamente estas as palavras, mas e este o sentido...).
No entanto, penso que estes cartazes tem um equilibrio raro... porque nao deixando de provocar as consciencias "Ocidentais" e "desenvolvidas" e chamar a atencao para o desperdício dos países ricos e a necessidade de apoio aos povos africanos, que vivem em situação de emergência, nao os mostra como uns "desgracadinhos", de barrigas dilatadas e moscas na cara... atinge o seu objectivo e proposito sem beliscar a dignidade de quem ja sofre e sobrevive em condicoes indignas.

A campanha foi criada pela agência Saatchi & Saatchi, da Holanda e ganhou o principal premio na categoria outdoor em Cannes, em 2007.

Julho 16, 2007

Eleicoes

Que mais dizer sobre as eleicoes para a Camara Municipal de Lisboa?! No fundo, esta tudo dito, aqui...

Julho 14, 2007

Hoje

Apenas um excerto de uma musica* de que eu sei que nao gostas mas que eu adoro...



"Enfim duma escolha faz-se um desafio

enfrenta-se a vida de fio a pavio

navega-se sem mar sem vela ou navio

bebe-se a coragem até dum copo vazio

e vem-nos à memória uma frase batida

hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

hoje é o primeiro dia do resto da tua vida"



E a partir de hoje a nossa história volta a ser escrita a 4 mãos, todos os dias...



*do Sergio Godinho

Julho 13, 2007

Frase do dia

"Grande civilização esta que democratiza a ilusão, mas esconde o preço para sustentar a miragem."

Muito bom!

O artigo de opiniao completo, aqui.

Sexta-feira, 13

Não sou nada supersticiosa, e a verdade é que não fazia ideia porque é que as sextas-feiras 13 são consideradas dias de azar. Fui ver a Wikipedia e afinal há mais do que uma explicação (ou pseudo-explicação)...



Esta superstição pode ter tido origem no dia 13 de Outubro de 1307, sexta-feira, quando a Ordem dos Templários foi declarada ilegal pelo rei Filipe IV de França; os seus membros foram presos simultaneamente em todo o país e alguns torturados e, mais tarde, executados por heresia.

Outra possibilidade para esta crença está no facto de que Jesus Cristo provavelmente foi morto numa sexta-feira 13, uma vez que a Páscoa judaica é celebrada no dia 14 do mês de Nissan, no calendário hebraico.

Adicionalmente, na Ultima Ceia sentaram-se à mesa treze pessoas, sendo que duas delas, Jesus e Judas Iscariotes, morreram de seguida, por mortes trágicas, Jesus na cruz e Judas provavelmente por suicídio.

Antes disso, porém, existem versões que provêm de duas lendas da mitologia nórdica. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Daí veio a crendice de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça na certa.

Segundo outra história, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio. Os 13 ficavam rogando pragas aos humanos.
-----
Pois sim...
Eu tenho para mim que sexta-feira, 13 ou outro dia qualquer, é sempre um bom dia, por ser véspera de fim-de-semana!!!!

Julho 12, 2007

Sun is Shining

Lá fora ainda chove, mas por dentro, o sol brilha intenso!

Finley Quaye no seu melhor...

Julho 11, 2007

Parece

Parece que nao ha razao especial, parece que e apenas porque ele acha que o mereco...



Parece que sim, que sou uma namorada babada...

Maria

Posso escrever, descrever, adjectivar e andar a volta do assunto, mas a verdade e que me faltam as palavras...

(ja conheci a minha sobrinha)

Julho 10, 2007

I´m dog tired!


Ainda bem que o fim-de-semana acabou para poder regressar ao trabalho e descansar!!!
Foi um fim-de-semana maravilhoso, mas estou arrasada... volto quando tiver energias para teclar um pouco mais do que este lamento!

Julho 05, 2007

Fechado

Durante uns dias para manutenção da dona... regressamos ambos na próxima 3a feira.