Outubro 20, 2009

Nao tenho tempo...

Entre o trabalho, os estudos, tentar ter tempo para o meia-laranja e amigos, dar um salto ao ginásio de vez em quando, ler uns livros e tratar das coisas da casa, o tempo e disponibilidade mental para esta história sao cada vez menos...

Assim, e porque uma historia interminável nunca acaba, o blog fica aberto mas sem actualizacoes até ver. Nao ha THE END nem ponto final

Vou continuar a escrever neste lado, in case anyone wants to know...

Até um dia destes.

Setembro 29, 2009

A espera de entrar na mesa de cabeceira

Het Prooi (no original Holandes). Já ouvi dizer muito bem dele e embora tenha sido uma prenda minha para o meia-laranja, quer-me parecer que o vou ler antes dele...


Li umas críticas muito boas ao livro e a Amazon tinha-o em promocao.
Se alguém já tiver lido algum dos dois, diga de sua justica...


Na mesa de cabeceira

Nao posso tecer a crítica final, ainda me faltam umas 80 páginas para terminar, mas estou a gostar muito. Partindo de um pressuposto ficticio (que Hoover perde as eleicoes em 1940 para um candidato pouco provável - Charles Lindberg - o aviador e que este recusa entrar na 2a Guerra Mundial), explora qual seria o futuro da Europa, dos EUA e do mundo e o papel das minorias étnicas e religiosas.

Uma espécie de Inglorious Basterds, mas ao contrário, em que quem sai a vencer sao os Alemaes...

Muito, muito interessante!

Ja saidos da mesa de cabeceira

Muito interessante, um livro sobre a "arte" de negociar e sobre como nao negar as emocoes tao humanas que nos caracterizam, mas usá-las de forma benéfica. Repleto de exemplos do dia-a-dia, nao é necessariamente um livro para uso profissional, mas uma forma de nos por a reflectir sobre as nossas próprias reaccoes. Ao compreende-las, conseguimos controlar e modelar o nivel e grau com que nos afectam. Gostei muito e vou voltar a ler lá para Janeiro (vou ter umas negociacoes salariais... mal nao me fará).



Uma cronica semanal num dos jornais londrinos tornada livro, sobre um analista financeiro a trabalhar na "City" durante os anos 90 e principios de 2000. Le-se bem mas é fraquito, na minha opiniao. Nao acredito no retrato pintado (sei que há bónus chorudíssimos, cocaína em abundancia e clubes de strip a rodos, mas nao na quantidade e género retratadas) e nao tenho paciencia para a "redencao".... e nao, isto nao é um spoiler... nao se preocupem!

Setembro 17, 2009

E dez cartoes verdes

Porque nem tudo é mau e tambem ha que reconhecer as coisas boas, decidi procurar 10 aspectos/coisas que me agradem para dar cartao verde (bastante mais complicado)
  1. MB: uma maravilha. Ha-os em todo o lado e quase tudo se consegue tratar no MB portugues. Aqui nas terras em que se sobe para ir para a praia, os MB sao substancialmente menos e praticamente so servem mesmo para levantar dinheiro.
  2. o calor humano: mesmo com a crise, com a falta de dinheiro, com a falta de qualidade de vida, ainda se consegue conversar com estranhos com facilidade e interagir. As pessoas ainda param para dar indicacoes e sorriem. Ate a lei do tabaco promoveu contactos inesperados Eu gosto.
  3. Os horários alargados: lojas abertas ate as 23h, supermercados também. Tudo aberto ao domingo. Pode nao parecer nada de especial, mas para quem sofre diariamente com os fechos as 18h, é um cartao verdinho de certeza!
  4. a bica a menos de 1 euro: saudades...
  5. a facilidade com que se criam lacos: por dificil que possa ser as vezes ou assim pareca, somos um povo quente e sociável. É fácil conhecer pessoas novas e criar lacos de amizade.
  6. derivado do anterior, a saudade: é bom, faz-nos pertencer, ter raizes. Grande cartao verde.
  7. aproveitamento das praias/beira-rio: finalmente comeca a haver bares de praia giros e bem decorados, estao a acabar as tascas manhosas com cadeiras da sumol. Já nao se vira costas ao mar e rio e as esplanadas comecam a ter vida a sério.
  8. os quiosques nos jardins: pelo menos em Lisboa. Atrair as pessoas para os jardins da cidade, abrir cafézinhos e dinamizar a vidas nos bairros. Oferecer alternativas aos centros comerciais.
  9. a boa comida: come-se tao bem... peixe fresco, fruta com sabor, batata nova da terra. A comida regional variada e riquissima. So quando somos "obrigados" a comer pao com queijo todos os dias ao almoco é que verdadeiramente apreciamos a diversidade culinária.
  10. o tempo/o sol/o mar: tudo cartoes mais do que verdes, ainda apenas se devam a geografia.

Devo confessar que estes 10 cartoes me demorarm muito mais tempo. Mas é um exercício valioso. As coisas boas também existem embora as vezes nao reflictamos sobre elas.

Setembro 16, 2009

Dez cartoes vermelhos?!

A I. foi desafiada e postou no canto dela 10 coisas a que dava cartao vermelho, e eu que ando a precisar de soltar o meu lado contestatario, aproveitei a oportunidade assim dada de mao beijada...

1. Em geral, pessoas com falta de educacao / civismo:

1.1 - pessoas que praguejam alto e bom som,

1.2 - pessoas que furam filas e passam a frente,

1.3 - pessoas que nao dao prioridade a gravidas / idosos

1.4 - pessoas que estacionam nos lugares reservados a deficientes,

1.5 - pessoas que nao se desviam de nada nem niguem, tracam uma linha imaginaria na rua e siga para bingo!

1.6 - resumindo e concluindo, porque podia dar dezenas de exemplos, pessoas que nao respeitam ninguem, so olham para os seus umbigos. Quando estao acompanhadas de criancas entao... fico doida... para alem de serem mal-criadas, estao a passar um exemplo vergonhoso!

2. Cuspidores: fico tao agoniada, tao maldisposta e tao chateada que so me apetece gritar alto e bom som: -Seu grandessissimo javardo!!! (o habito de cuspir e claramente apanagio dos homens)

3. condutores de domingo: nao ha paciencia para a conducao a 30 kms/hora, conducao pela esquerda, ausencia total de piscas... enfim. Entre os kamikazes e os domingueiros, ainda prefiro os kamikazes, embora tenha nocao que sao mais perigosos.

4. Economia paralela: detesto os esquemas, jeitos, e favorzinhos. O orcamento com e sem factura, a empregada sem recibo nem descontos... a minha obsessao de pedir factura em todo o lado ja me fez pedir factura sobre um cafe.

5. Que as coisas so se resolvam com o livro de reclamacoes: Irrita-me a displicencia com que queixas sao lidadas em todo o lado e que o livro de reclamacoes seja a unica forma de se ser respeitado.(Pior seria sem livro de reclamacoes, claro, mas aborrece-me que so perante as "queixinhas" as autoridades sejamos levados a serio.)

6. Cocos de cao pela via publica: caramba, todos sabemos que nao e agradavel apanhar os cocos dos animais, mas pior e nao poder andar a vontade sem ter de andar constantemente a olhar para o chao!! Quem quer animais tem de assumir a responsabilidade (que inclui alimentacao, vacinas, amor e apanhar cocos, entre outros!!!)

7. Pais que tratam os filhos na 3a pessoa e filhos que fazem o mesmo aos pais: Eu sei que ha quem o entenda como sinal de respeito, que ha quem tivesse sido habituado a tal pelos pais e estranhe outro tratamento em relacao aos filhos, etc e tal. Mas eu nao gosto e portanto leva cartao vermelho! Isso e as criancas / adolescentes que tratam todos os adultos que nao da familia por tio / tia!!! Argh!!! As pessoas tem nomes!! Usem o cerebro, decorem os nomes e usem-nos!

8. Mandar lixo para o chao: Nem tenho comentarios para isto. A serio...

9. WC's publicos imundos: como e que e possivel?!?! O estado em que se encontram 2/3 dos wc's publicos, sejam em cafes ou em museus e absolutamente inacreditavel. A avaliar pela media, a populacao e composta maioritariamente por porcos/porcas com roupas. Por muito complicado que seja fazer chichi em pe, e por muito mal que possa correr, nao ha razao para nao se deixar o wc como foi encontrado. Para nao falar de casos ainda piores

10. Comedores de pipocas e sorvedores de coca-cola no cinema: esta e recorrente em mim, ja e um odio antigo. Nao me vou alongar... mas cada vez mais prefiro ver filmes no conforto e silencio do lar.

Eram so 10, certo?! Nao quero saber, aqui vai mais 1:

11. Invasao de carros no passeio: Em Lisboa, pelo menos, nao se consegue passear... se nao sao os dejectos de cao, sao os carros no passeio! Fico sempre tentada a sacar das chaves de casa e deixar uma decoracao catita... mas sei que as alternativas nao abundam e a malta e altamente calona...

E pronto, 11 ja estao, muitos mais podia dar. Vou tentar pensar em 10 cartoes verdes...

Setembro 15, 2009

Nobody puts Baby in a corner

Patrick Swayze (1952 - 2009)

Setembro 11, 2009

9/11

  • Talvez por ser mais velha e ter uma maturidade e sensibilidade diferentes do que as que tinha quando os ataques ocorreram (ainda estava na Faculdade, mais preocupada com os exames e orais do que com outras coisas - sad but true);
  • Talvez por esta semana ter visto o documentário 102 minutes that changed America, com os videos amadores de turistas e Nova Iorquinos que apresentam uma visao dos acontecimentos verdadeiramente angustiante;
  • Talvez por esta semana ter visto o filme World Trade Center, do Oliver Stone, sobre policias de NY que ficaram presos no interior das Twin Towers;

Talvez por tudo isto, este foi o ano em que mais reflecti sobre os acontecimentos do 11 de Setembro de 2001 e sobre as suas consequencias.

Definitivamente, o mundo nao é o mesmo.

Agosto 19, 2009

Dominio Publico = Servico Publico

Descobri recentemente um site brasileiro que aloja milhares de livros em pdf dos quais se pode fazer download/upload gratuito.

Sao obras que pela sua idade já cairam no ambito do dominio público e cuja partilha nao viola quaiquer direitos de propriedade intelectual.

Um manancial de livros para ler a custo zero... em portugues, Ingles, Frances e Espanhol já eu "saquei"...

Quem puder/quiser, faca publicidade, para garantir um numero de visitas suficientes (requisito para o servico continuar disponível)

Agosto 10, 2009

Engasguei-me há umas semanas e assustei-me a valer!!!!

Estava sozinha e nao tinha a quem pedir assistencia.

Vi a minha vida passar-me a frente dos olhos. Gostei do que vi...

Mas fiquei com vontade de mudar de vida...

Julho 24, 2009

Este podia ser meu...


O drama do costume, portanto!
Retirado daqui.

Julho 21, 2009

Adeus

Eu tenho um carinho muito especial pelo meu avo paterno. Nunca o escondi e até escrevi sobre isso aqui.

Já nao o voltarei a ver, faleceu no dia 17 de Julho, com 92 anos (no dia em que cheguei a Portugal)

vou ter muitas saudades... nao preciso dizer mais.

Bom sono avo.

Junho 30, 2009

Até já...

Porque já falta pouco tempo para poder voltar aos areais tão familiares... despeço-me até daqui a cerca de 2 semanas!!

Cores de Verão

E porque o sol brilha, achei por bem substituir o cinzento por um amarelo suave... para ajudar a entrar no espírito!

Junho 26, 2009

Ambivalencias

Soube hoje de manha que Michael Jackson tinha morrido, aparentemente de ataque cardíaco. Fiquei com pena, naturalmente. Mas sinceramente, foi só isso.

O mundo todo parece ter decidido que morreu o "Rei da Pop", que o mundo ficou mais pobre, que um grande ícone e exemplo desapareceu. Que um dos maiores negros Americanos desapareceu... multiplicam-se as mensagens de louvor e de profunda perda por parte de quem o conhecia e por parte de milhoes de fas.

Com todo o respeito, isto parece-me um bocadinho demais... claramente foi um grande artista/cantor/performer há 20 anos; criou um estilo, um som, uma imagem, tornou-se incontornável para a geracao nascida em 70 (quer se goste ou nao da música dele).

Mas que faz ele nos últimos 5/10/15 anos? Cantou o imperdoável "It doesn't matter if you are black or white" quando claramente nao o sentia, sujeitou-se a plasticas infinitas, perdeu (parte de) uma orelha para reconstruir um nariz cujas cartilagens nao aguentavam mais tortura, envolveu-se em escandalos de pedofilia e abuso infantil, foi a tribunal de pijama... sei lá ... refugiu-se que nem eremita há uns anos, os filhos aparecem sempre completamente tapados.... enquanto ser humano, embora acredite que tinha boas intencoes, era claramente desiquilibrado. Vivia no seu mundo da fantasia, tudo bem, nada contra (nunca se provou nada de alegacoes e por isso dou de barato que era inocente).

Exemplo para a comunidade negra?!?! Please....
Exemplo de comportamento?!?! No comments...

Este endeusamento chateia-me, confesso. É certo e sabido que quando as pessoas morrem, tornam-se logo e automaticamente mais espertas, mais bonitas, mais simpáticas, mais caridosas e mais boas pessoas. Mas caramba... para além de ter cantado umas cancoes há uma série de anos, nao vejo o porque de tanta comocao....

Fiquei triste com a notícia.
Tal como fiquei triste com a morte da Farrah Fawcett algumas horas antes após uma luta contra o cancro do cólon (que durava desde 2007).

Michael Jackson morreu. Espero que tenha encontrado o caminho para o seu "Neverland".

Junho 23, 2009

Tim Burton strikes again!!!!

Alice no País das Maravilhas by Tim Burton... só esta caracterizacao já me convence a ir ver o filme!!!


A Rainha de Copas (Helena Bonham Carter - aka Mrs. Burton)


O Mad Hatter (Johnny Depp - que aqui mais parece o Elijah Hood!!!)

A Rainha Branca (Anne Hathaway)

Junho 22, 2009

As series da minha vida

As series da minha vida?!

1. Era uma vez o corpo humano (tudo, tudinho, até ao fim!! Também gostava do "Era uma vez a vida", mas a série sobre o corpo humano deixava-me vidrada. Ainda visualizo os monstros azuis e roxos a comer sacos de acucar e multiplicar-se quando como doces. Nao me impede de os comer, mas sei bem o mal que faz!)

2. A lei de Carson (a série que fez querer seguir direito quando tinha uns 6/7 anos. Uma série Inglesa, sem grande glamour, mas com imensa dignidade. Achei que os advogados eram uns verdadeiros herois, a levar justica as pessoas... ingénua)

3. Ficheiros Secretos (anos e anos nao perdia um episódio. Vi as séries todas...)

4. V - A batalha final (que medo que tinha dos lagartos que comiam ratos do lixo! Há uns tempos vi umas cenas e achei os efeitos especiais patéticos, mas na altura nao havia melhor!)

5. Missao Impossivel (a preto e branco, o máximo! Aquilo sim, eram missoes impossiveis)

6. Os Vingadores (o que eu gostava da Miss Peel!!)

7. Twin Peaks (que curiosamente, é uma série da minha vida por nao a ter visto... os meus pais nao deixavam e só por isso queria porque queria ver. Se calhar nao conta, mas nao faz mal)

8. Ally Macbeal (série de gaija, é um facto, mas eu sou gaija, portanto...)

9. Weeds (um espectáculo, vi as épocas todas quase de enfiada)

10. Allo, allo (um classico! As frases "Shut up, don't be ridiculous!", "Good mourning" e "Listen to me carefully for I shall only say this once!" hao-de perdurar)

11. Adultos a forca/Growing pains (ja nao me lembro porque, mas sei que gostava e muito)

E pronto, era isto... ha series que segui 1 epoca e depois abandonei (como Prision Break), outras que tentei gostar e nunca consegui (Seinfeld, o Sexo e a Cidade)... e assim fico aquem das 15 que era suposto nomear... desculpa la I., mas fico-me por 11...

Junho 11, 2009

Chris Cornell

Hoje a caminho do trabalho passei por um poster anunciando um concerto dele na Holanda... em Groeningen...

Se fosse mais perto ia de certeza.

Uma das vozes masculinas mais inacreditaveis que ja ouvi.

Maio 11, 2009

Pieces of NY (IV) - SouthWestNY

A melhor pizza da minha vida! Bem, pelo menos que me lembre...

Wild Mushroom PizzaCremini, shiitake, portobello & oyster mushrooms, fontina & mozzarella cheeses with basil pesto. Garnished with roasted sweet garlic cloves $11.29

A felicidade a custar 11,29 dólares?!?!

O restaurante fica no World Financial Center, ao pé da marina, a 10 mns de Battery Park.

As batatas fritas sao também excelentes. Sequinhas e sem pinta de óleo, estaladicas por fora e com um sabor ma-ra-vi-lho-so (a pizza era de comer e chorar por mais, mas é claro que provei o prato do meia-laranja, ora...)

Fica a recomendacao!

Pieces of NY (III) - Grimaldi's

Depois de termos passado a porta no fim-de-semana e de termos visto a fila cá fora, decidimos que talvez tentássemos durante a semana. Para quem nao sabe (tal como eu há uma semana), é uma das pizzarias mais famosas de NY (embora esteja em Brooklyn, mesmo por baixo da ponte). Aqui neste site encontrei mais de 600 reviews do restaurante...

Fomos na 2a feira a noite. Ou melhor, as horas de jantar holandesas... ou seja, 18h! Estávamos com fome e em vez de gastarmos dinheiro a lanchar e depois a jantar, decidimos antecipar a coisa e lá fomos.

E nao havia fila!

Nao aceitam cartoes, só dinheiro vivo (ainda bem que o meia-laranja nao se deixou demover do seu intento de levantar dinheiro apesar de eu reclamar que hoje em dia nao há restaurante que se preze que nao aceite cartoes);

Nao há grande privacidade (as mesas sao alinhadas e umas em cima das outras)

Nao há entradas nem sobremesas

Dito isto...

As pizzas sao optimas! Massa fina e estaladica, os ingredientes sao todos pagos a parte e é o cliente quem escolhe. Dividimos uma pizza grande e ficámos mais que bem!

Servico rápido e eficaz!

Pagamos menos de 40 dólares (pelos 2) o que é uma pechincha. Regressámos a pé ao Hotel pela Brooklyn Bridge.

Um restaurante a visitar, sem dúvida. Mas nao, nao foi a melhor pizza que já comi... já lá irei!!!

Nota: Ao nosso lado, um grupo de 5 pediu 4 pizzas... impressionante! Todos tinham um tamanho igualmente impressionante, devo dizer...

Maio 08, 2009

Pieces of NY (II) - Lady Liberty

Linda, incontornável, um marco histórico e cultural da cidade de Nova Iorque. Ve-la a meia dúzia de metros sabendo que foi a primeira imagem para milhares e milhares que atravessaram um oceano na esperanca de uma vida melhor é algo de muito poderoso.

Mas estranhamente, e obviamente influenciada pelos filmes, estava convencida que a estatua era enorme e imponente... nao é. De todo. É mesmo muito mais pequenina do que eu pensava...

Pieces of NY (I) - New York Philarmonic

Queríamos ir assistir a um espectáculo na Broadway - os bilhetes a 180 dólares (e serem todos musicais, nao no topo das preferencias do meia-laranja) demoveram-nos.
Queríamos ir a opera. 5 horas só com lugares de pé fizeram-nos mudar de ideias.
Queríamos ir assistir a um espectáculo da New York Philarmonic. Conseguimos.

Repertório:
Dvorak (The Golden Spinning Wheel) Op 109, 1896
Saint-Saens (Violin Concerto nr 3 in B minor, Op 61 (1880). No violino principal, Joshua Bell
Martinu (Simphony nr 4) H 305 (1945)

O maestro, Alan Gilbert, imprimiu uma energia incrivel e a noite passou a voar. Valeu imenso a pena...

Notas to self: Curioso ver que a media de idades do publico deveria andar pelos 60 anos. Curioso reparar que metade dos musicos tinham ascendencia oriental.

Abril 20, 2009

NY

Nunca lá fui e era um dos destinos no "top of the list". O trabalho proporcionou a oportunidade... e eu nao digo que nao! De 1 a 6 de Maio estarei aqui (com o meia-laranja, o que torna tudo ainda melhor!!!) Será que quando voltar me junto ao coro dos que dizem:

Abril 17, 2009

Twillight

Desde Janeiro que nao lia nada que nao fosse relacionado com estudo.

Já tinha ouvido falar desta coleccao (4 livros), mas tinha a sensacao que seriam livros para adolescentes, com uma escrita que já nao me diria muito.

Estava enganada. Os livros nao duraram nem uma semana a ser devolvidos a dona.

Twillight - 1 volume


New Moon - 2 volume


Eclipse - 3 volume
Breaking Dawn - 4 volume

Tinha saudades de ler sem preocupacoes de "decorar"ou "perceber". Só deixar-me levar pela história e personagens... Gostei.

Abril 02, 2009

Paris

3 dias a andar... cerca de 80 kms caminhados.

Ponto de partida diário: Pigalle (a 5 mns do Moulin Rouge)

Pontos altos da viagem:
  • A companhia- Absolutamente! 3 dias sem stresses, birras ou desentendimentos! Boa conversa, bom ambiente!
  • O tempo- apanhámos as 4 estacoes em 3 dias... impressionante! Deu para ter uma ideia de Paris ao longo de todo o ano...
  • A nossa resistencia - mesmo com dores de pés, costas, nos tendoes de aquiles e sabe-se lá que mais dores nao declaradas, ninguém abrandou, ninguém quis parar...
  • A cidade - nao é a minha cidade preferida. Tem demasiada pobreza, sujidade e cheiro a lixo para o meu gosto, mas há zonas belíssimas, sem dúvida absolutamente nenhuma.
  • Encontros inesperados - um amigo do meia-laranja, frances a viver em Pt, estava lá a passar o fim-de-semana por pura coincidencia! Ainda estivemos um bocadinho com ele.

Pontos baixos:
  • Já mencionado: o cheiro a lixo que em certas zonas e do nada nos invadia as narinas; os mendigos por toda a cidade.
  • O restaurante "Au pied de Cochon" ao pé da Igreja de St. Eustache... vem nos guias, mas pela vossa rica saúde, nao ponham lá os pés!!! Desde servico mau (longo, lento, demorado... you name it!), a má apresentacao e falta de qualidade (pedimos uma tabua de queijo e apos meia-hora de espera trouxeram-nos 3 pedacos de queijo (dois dos quais repetidos - isto em Franca onde ha milhentos queijos de que tanto se orgulham!) aos pratos em si. Podemos ter tido os 3 azar, mas duvido. Os pratos com relativo aspecto e mau sabor estavam la, mas ainda pior é que o prato com bom aspecto e bom sabor (relativo), que por acaso até era o meu, me deixou tao doente, mas tao doente, que passei a noite toda a confraternizar com a sanita do hotel... no comments!!! Venha o diabo e escolha...

Dia 1 (1/2 dia na verdade... só comecámos praticamente a hora de almoco)

Aeroporto;
Pigalle;
Sacre Coeur;
Opera;
Place Vendome;
Louvre;
Tuilleries;
Concorde;
Champs Elisées;
L'Arc du Triomphe;
Trocadero;
Tour Eiffell;
Regresso a Pigalle;

Dia 2

Pigalle,
Gare du Nord,
Gare de L'Est;
Marais;
Les Halles;
Eglise de St. Eustache;
Rivoli;
Georges Pompidou;
St. Denis;
Les Invalides;
Jardins du Luxembourg (já fechados);
Eglise de St. Sulpice;
Quartier Latin (by night);
Notre Dame (by night);
Regresso a Pigalle.

Dia 3

La Madeleine;
O Sena;
nova tentativa de subir a Tour Eiffel (sem sucesso);
Montparnasse;
St Germain des Pres;
Jardins du Luxembourg (abertos);
Hotel de Ville;
Bastille e nova Opera;
Les Halles (para jantar - o famoso au Pied de Cochon);
Pigalle.


Dia 4 (1/2 dia na verdade... comecámos bem perto do almoco e fomos para o aeroporto as 17h)

Montmartre;
Parc Monceau;
L'Arc du Triomphe;
Avenue Foch;
Bois de Bologne;
Avenue Foch;
L'Arc du Triomphe;
Galleries Printemps;
Galleries Lafayette;
Opera;
Pigalle.
Aeroporto.

Nao consigo por fotos aqui, mas em bom rigor também nao tirei nenhuma... o nosso companheiro de viagem andou sempre com a sua menina ao pescoco e tratou de fazer a reportagem fotográfica.

O link para as fotos encontra-se por aqui...

Março 31, 2009

RIP

Nao quero escrever sobre alguem que tocou outras vidas de forma muito mais profunda que a minha.

Nao quero deixar de escrever sobre alguem que conheci e me conquistou.

No meio termo, nas meias-palavras, no semi-entendimento, fica aqui o meu adeus.

Março 16, 2009

8 anos

Happiness


Este filme saiu em 98, mas por alguma razao, nunca tinha ouvido falar dele. Este fim-de-semana vimo-lo na casa de uma amiga.

O pré-aviso recebido foi o de que o filme "eram só tarados".

O filme mexeu com as minhas emocoes... porque lida com um pedofilo, um pré-adolescente com perguntas incómodas acerca da sua sexualidade, com uma escritora infeliz, um casal a entrar na velhice, uma gorda solitária e com um segredo, um frustrado que faz chamadas ao calhas enquanto se masturba, uma sonhadora, uma dona de casa "that has it all" etc..., e eu consegui rever-me um pouco em cada personagem. Todas aquelas personagens podiam ser pessoas que eu conheco, podiam ser eu, pelo menos em parte ou em momentos.

Todas querem o mesmo que as "pessoas normais". Serem felizes. Qual o percurso? Como se atinge? E a moralidade das escolhas? Até onde é aceitável ir?

O filme tem um humor negro, perverso, imoral. Mas nao é patético nem condescendente.

Eu gostei. Mas nao creio que seja para todos.

Março 11, 2009

Um discurso inspiracional....

Holland may boycott UN racism meeting



The Netherlands may boycott a United Nations conference on racism unless the draft text of the closing declaration is amended, foreign affairs minister Maxime Verhagen said in Geneva on Tuesday.


'The draft closing document is not acceptable in its present form,' Verhagen said in his speech to the UN human right's council.
'It does not focus on the main challenge of addressing the problem of racism. Instead, the thematic world conference is being used by some to try to force their concept of defamation of religions and their focus on one regional conflict on all of us.'
Verhagen said the Netherlands 'cannot accept any text, which would put religion above individuals; does not condemn discrimination on the basis of sexual orientation; condones anti-semitism or singles out Israel. These are clear red lines for the Netherlands.'
The US, Canada and Israel have already pulled out of the conference, scheduled to take place April 20-25 in Geneva, because of the draft text of the concluding document
.



O discurso foi o seguinte (resumo):



How great a distance is there, really, between one person and another? Naturally, there are noticeable differences between us. We look different; we speak different languages; we worship in a different way or not at all. Our trials and tribulations in life are different: too many people are struggling each day for mere survival, while others are born in luxury the world can ill afford.



The circumstances we live in define our identity. But despite these many diverse identities, our nature – our human nature – is the same everywhere. People the world over strive to live peaceful and prosperous lives, to feed and educate their children, to protect themselves from violence and disease. Everyone worries in times of crisis; everyone rejoices in times of happiness. Fundamentally, we are not so different, whether we were born in Maputo, Manila, Medina, Miami, Montevideo or, like me, Maastricht.



Even people who may feel that they are worlds apart – Sinhalese and Tamils, Kosovars and Serbs, Israelis and Palestinians – ultimately share the same hopes and the same fears. They love; they mourn; they work hard to improve their prospects. The world’s citizens all long for the same basic things in life: security, prosperity and freedom.



Yet despite this common interest, the world is more often than not portrayed in terms of divisions. Especially with the global power shift we are witnessing today, and the uncertainties of the global economic crisis, the world’s nations seem at times to be drifting apart rather than working more closely, as they should be doing, to shoulder today’s challenges together. I sometimes observe a ‘West against the rest’ mentality at the United Nations.



Sixty years after the adoption of the Universal Declaration of Human Rights, that guiding document is regarded by some as merely a Western invention that does not concern them – a set of one-sided impositions rather than a reflection of universal values.
I am worried by these developments.




I strongly disagree with the notion that human rights are a new form of colonialism. The fallacy in this argument deeply disturbs me. Human rights apply to all people, in all places, at all times. The nations of this world may have their political disputes, they may disagree on many things – but they should not fight their battles at the expense of millions of people worldwide whose rights are being trampled on. Human rights violations deserve our full attention, and the people who suffer these violations deserve our full protection, no matter who they are or where they come from. The human rights of our fellow citizens should matter more to us than scoring points for eloquence and jockeying for position.


First of all, we need engagement. All of us should invest in making the world a better place. I therefore warmly welcome the United States’ decision to engage with the Human Rights Council. I feel strongly that the US belongs here, as a traditional human rights defender with the capacity to inspire the world.


Secondly, we need empathy. For example: I share the concerns that many members states have expressed about double standards at the Council. I have repeatedly stated that there can be no double standards when it comes to the protection of human rights; everyone’s rights are of equal value. That means that we should not always lash out at the same countries, while choosing to ignore others. We should be guided by the scale of the violations: no one, friend or foe, should get away with gross atrocities.


Reaching out to one another does not mean we will always agree. It is safe to say that we will continue to have our differences. And that is legitimate. What is not legitimate is holding the entire UN human rights system hostage to those differences. Take the Durban Review Conference as an example. The Netherlands is firmly committed to eliminating racism and related forms of intolerance. We would like to report on our progress in implementing the Durban Declaration and Programme of Action. But I am deeply disturbed by the turn this event is taking. The way in which the preparatory process for this review conference has been proceeding suggests that it is unlikely to be a useful exercise, a meeting that will really assist in reaching our shared objective: abolishing racism. I therefore fully understand why some countries have decided not to participate in these proceedings any longer.



For the Netherlands, too, the draft outcome document is not acceptable in its present form. It does not focus on the main challenges to address the problem of racism. Instead, the thematic world conference is used by some to try to force their concept of defamation of religions and their focus on one regional conflict on all of us.



That is certainly not what I have in mind when I call for a more empathetic approach. To all the delegates who doubt the Netherlands’ intentions, I say this: we do want to participate and work together on a useful outcome – but not at any price. We cannot accept any text, which would:
put religion above individuals; not condemn discrimination on the basis of sexual orientation; condone anti-semitism or single out Israel.



There will always be countries that have no intention of making the Council a success, because they wrongly believe that they can infringe the human rights of their citizens with impunity. There is a quotation from Samuel Johnson that sums up very nicely an important lesson for those governments. As early as the eighteenth century, Johnson said, ‘No government power can be abused long. Mankind will not bear it. There is a remedy in human nature against tyranny.’


The many human rights defenders around the world are living proof that Johnson’s words still ring true today. Like him, I am convinced that human rights defenders will eventually be victorious; in the end, freedom will prevail. We should help these human rights defenders where we can, and not side with the tyrants of this world. After all, the Human Rights Council was created to make a real difference in the lives of real people. Let us work shoulder to shoulder towards that noble goal.


Thank you.


O discurso na totalidade esta aqui

Nem mais

A pergunta do mes, ou quica do ano:


...ficar em casa doente dá-me para o masoquismo, por isso estou a ver a Praca de Alegria e a perguntar-me porque é que deram um tiro no John Lennon e em outras figuras públicas tao preciosas e o Manuel Luís Goucha ainda continua por aí. Ele, a Maya e outros que tal. Porque?

Está brilhante...

Março 10, 2009

The Reader

Desculpem-me qualquer coisinha, caros fans do Milk ou do Slumdog Millionaire...

O The Reader é incomparavelmente melhor. Ponto final.

Março 09, 2009

Para passeios intermináveis

Há que séculos que andava a procura de uns tenis para o fim-de-semana.

Tinham de cumprir os seguintes requisitos:
  • Serem femininos (nao queria andar com uns trambolhos nos pés, por muito confortáveis que fossem). Aqui as miudas tem todas 1,80m e 50 kgs de peso e por isso podem por qualquer coisa nos pés... nao é o meu caso;
  • Darem com visuais desportivos e com visuais "mais arranjados";
  • Nao serem escandalosamente caros;
  • Serem fashion (há modelos do tempo da maria cachucha que eu gosto, mas já nao se usam...);

E este fim-de-semana comprei-os.

Nao sao consensuais (o meia-laranja está entre o "nao gosto nada"e o "nhé... assim-assim")

Mas eu gosto!


Os meus Nike Blazer Mid




uma historia simples - a crise

recebida por email, autor desconhecido.

Heidi é a proprietária de um bar em Berlim.

A fim de aumentar as vendas, ela decide permitir ao seus clientes habituais - a maioria dos quais são alcoólicos desempregados - que passem a beber gratuitamente, pagando mais tarde.

Ela mantém um registo das bebidas consumidas num livro (concedendo aos clientes empréstimos).

A palavra é passada e, como resultado, o bar da Heidi é inundado por um número crescente de clientes. Aproveitando que dá a sua clientela "liberdade de nao pagamento imediato", Heidi aumenta o preço do vinho e da cerveja, as bebidas mais consumidas.

Com isto, o volume de vendas aumenta dramaticamente. Um jovem e dinâmico consultor de assistencia ao cliente de um banco local reconhece essas dívidas de clientes como activos futuros valiosos e aumenta o limite de endividamento da Heidi. Ele não vê motivo para preocupação, pois tem as dívidas dos alcoólicos como garantia.

Na sede do banco, peritos decidem transformar estas dividas de clientes em DRINKBONDS, ALKBONDS e PUKEBONDS. Estes títulos são então negociados nos mercados mundiais. Ninguém realmente compreende o que significam estas abreviaturas e como os valores estão garantidos. No entanto, com a sua contínua subida dos preços, estes valores tornam-se produtos de sucesso e altamente cobicados.

Um dia, e embora os preços continuem a subir, um gestor de risco (posteriormente demitido devido ao seu pessimismo) do banco decide que chegou a hora de exigir o pagamento das dívidas contraídas pelo bebedores do bar da Heidi.

Contudo, eles não podem pagar as dívidas. Heidi não consegue cumprir as suas obrigações de pagamento dos empréstimos no banco e declara falência. DRINKBOND e ALKBOND tem uma queda de preço de 95%. PUKEBOND tem melhor desempenho, estabilizando o preço após desvalorizar em 80%. Os fornecedores do bar da Heidi, depois de terem alterado as condicoes de pagamento de dividas e de terem investido nos títulos são confrontados com uma situação nova em que nao conseguem cobrar as dividas nem vender os titulos.

O fornecedor de vinho declara falência, o fornecedor de cerveja é adquirido por um concorrente.

O banco é salvo in extremis pelo Governo na sequência dramática de reunioes entre líderes políticos e do banco.

Os fundos necessários para este efeito são obtidas por um imposto cobrado sobre os não-bebedores.

FIM
____


Heidi is the proprietor of a bar in Berlin.

In order to increase sales, she decides to allow her loyal customers - mostof whom are unemployed alcoholics - to drink now but pay later.

She keeps track of the drinks consumed on a ledger (thereby granting thecustomers loans). Word gets around and as a result increasing numbers of customers flood intoHeidi's bar. Taking advantage of her customers' freedom from immediate payment constraints, Heidi increases her prices for wine and beer, the most-consumed beverages. Her sales volume increases massively.

A young and dynamic customer service consultant at the local bank recognizes these customer debts as valuable future assets and increases Heidi's borrowing limit. He sees no reason for undue concern since he has the debts of the alcoholics as collateral. At the bank's corporate headquarters, expert bankers transform these customer assets into DRINKBONDS, ALKBONDS and PUKEBONDS.

These securities are then traded on markets worldwide. No one really understands what these abbreviations mean and how the securities are guaranteed. Nevertheless, as their prices continuously climb, the securities become top-selling items. One day, although the prices are still climbing, a risk manager(subsequently of course fired due his negativity) of the bank decides that slowly the time has come to demand payment of the debts incurred by the drinkers at Heidi's bar.

However they cannot pay back the debts. Heidi cannot fulfil her loan obligations and claims bankruptcy. DRINKBOND and ALKBOND drop in price by 95 %. PUKEBOND performs better, stabilizing in price after dropping by 80 %. The suppliers of Heidi's bar, having granted her generous payment due dates and having invested in the securities are faced with a new situation.

Her wine supplier claims bankruptcy, her beer supplier is taken over by a competitor. The bank is saved by the Government following dramatic round-the-clock consultations by leaders from the governing political parties.

The funds required for this purpose are obtained by a tax levied on the non-drinkers.

Março 04, 2009

As verdades e as tretas!

1- Espetei um prego num pé e não me queixei para não levar sermão da minha mãe. Ela acabou por descobrir por causa do rasto de sangue.
Verdade, verdadinha! Ainda enchi a ferida de areia de praia (isto aconteceu na Arrábida) para disfarcar, mas nao me serviu de muito.

2- Durante anos e anos tive um medo irracional dos dentes de drácula do Michael Jackson no thriller.
Com algum embaraco confesso que também é verdade! O meu pai até comprou uns iguais para mostrar que era a fingir e quando o vi com aquilo posto ainda fiquei com mais medo... ainda hoje tudo o que envolva terror me deixa nervosa e desconfortável. O meia-laranja pode confirmar!

3- Já fiz mais 2000 kms em 2 dias para ver um concerto.
Verdade e com muito orgulho! Valeu cada km percorrido!

4- Já fui abordada na rua por um agente de uma agência de modelos para fazer testes.
Obrigada a todos quanto acharam que isto podia ser verdade, mas nao... é mentira! Nunca fui abordada para tal. Fiz uma brincadeira dessas com 15 anos na escola e percebi que estar em cima de um palco com roupas "mais diminutas que o normal" cheia de gente a olhar para mim... naaaa... nunca daria. E depois tinha de passar muita fominha para poder ter o peso suposto. Again... naaa, nunca!

5- Não consigo gostar dos livros do José Saramago, por mais Nobeis que receba.
Mentira! Nao gosto de todos os livros dele, mas tem alguns que valem bem a leitura dificil. Aquela ausencia de pontuacao nao é nada fácil... mas o Levantado do Chao e A Caverna sao 2 que eu adoro.

6- Tive um affair com um assistente da minha Faculdade.
Mentira! Como disse a I., os assistentes eram fraquinhos, fraquinhos... e mesmo que nao fossem, acho que nunca aconteceria. Sou muito tótó para uma coisa dessas. Isso era "muito a frente"...

7- Andei a luta com uma amiga por causa de uma pista para corrida de caricas.
Verdade! Entao anda uma miuda a fazer uma pista espectacular e uma palerma chega e comeca a destruir o meu trabalho?! Nao se admite!

8- Um dos meus melhores amigos de infância era um poste.
Verdade. Era a verdadeira atraccao fatal. Há fotos na casa dos meus pais que atestam esta grande amizade. Passava horas empoleirada e nas macaquices!

9- Ja fui tao descoordenada que partia loiça todas as semanas.
Verdade... helas... chegava a ser advertida cada vez que pegava em loica. Ainda acontece hoje em dia, mas menos... se nao estou concentrada, sou um bocado despistada. I., a jogar basket estou sempre concentrada, dai nao me atrapalhar!

E pronto, 6 verdades, 3 mentiras... todas seguidinhas e tudo para ajudar.

Março 02, 2009

As verdades das mentiras

A I. já me passou isto há uns dias, mas a falta de tempo ainda nao me tinha deixado pensar no que escrever.

Ora bem, tenho de escrever 9 afirmações, sendo que 6 sao verdade e 3 mentira. Fica o repto para quem quiser tentar adivinhar.

1- Espetei um prego num pé e não me queixei para não levar sermão da minha mãe. Ela acabou por descobrir por causa do rasto de sangue.
2- Durante anos e anos tive um medo irracional dos dentes de drácula do Michael Jackson no thriller.
3- Já fiz mais 2000 kms em 2 dias para ver um concerto.
4- Já fui abordada na rua por um agente de uma agência de modelos para fazer testes.
5- Não consigo gostar dos livros do José Saramago, por mais Nobeis que receba.
6- Tive um affair com um assistente da minha Faculdade.
7- Andei a luta com uma amiga por causa de uma pista para corrida de caricas.
8- Um dos meus melhores amigos de infância era um poste.
9- Ja fui tao descoordenada que partia loiça todas as semanas.

E parece que tenho de passar a 6 pessoas... pois, temos pena.... quem quiser que se aproprie!!

Et voilá!

Fevereiro 26, 2009

Está explicado...

Porque é que tantas vezes me sinto um "extraterrestre"...





Your Personality is Very Rare (ENTP)



Your personality type is optimistic, curious, enthusiastic, and open.



Only about 4% of all people have your personality, including 3% of all women and 5% of all men.

You are Extroverted, Intuitive, Thinking, and Perceiving.




Visto aqui e "roubado".

Fevereiro 23, 2009

Helas

Este fds tinha bilhete para ir a um concerto de musica... nao fui.

O concerto nao foi cancelado, mas eu nao quis ir... é o primeiro concerto a que falto tendo bilhete por sentir que o resto das responsabilidades sao mais importantes.

Devo estar a ficar "crescida"

Gaita!

Fevereiro 11, 2009

Mais uma pérola cinematográfica



O último filme que vi.

E bolas, quem diria que um actor de spaguetti films pudesse criar gemas como aquelas com que nos tem deliciado... desde A perfect World (com Kevin Costner, que tem ali uma interpretacao brilhante), As Pontes de Madison County, Unforgiven, Mystic River, Million Dollar Baby...

Clint Eastwood conforme envelhece, vai ganhando uma dimensao real e emocional nada menos que espantosa. O filme tem uma maturidade na forma como é apresentado que nao se ve todos os dias. Mistura um humor doloroso com uma realidade absurda e contraditória. Sem truques, efeitos especiais, grandes producoes ou espalhafato. Um filme brilhante.

Fevereiro 10, 2009

Viagens e recordacoes (II)

Estive muito recentemente em Paris a trabalhar e no regresso a casa, na Gare onde apanhei o comboio de regresso, dei por mim a recordar.

Na mesma estacao, há 9 anos, tambem eu apanhava um tgv para voltar para casa. Nessa mesma estacao, por debaixo das arcadas de ferro, uma dolorosa despedida, uma separacao, uma dor interior e o corpo a querer literalmente partir-se. Uma tristeza e sentimento de perda que pensei que nunca mais passasse.

10 anos depois, a mesma estacao, um tgv diferente, e ao recordar o passado, apenas um sorriso.

Pode demorar, mas o tempo cura tudo.

Viagens e recordacoes (I)

Estive em Leuven no fim-de-semana passado. Parte do MBA é lá e por isso, uma vez por mes, comecarei a passar um fim-de-semana nessa cidade universitária.

Enquanto lá estive tive uma sensacao estranha.

Já estive em Leuven várias vezes, mas sempre para jogar basket... fazia parte da equipa de basket da minha Faculdade e todos os anos eramos convidados para o LISST (Leuven International Sports Student Tournement). Passavamos uma semana inteira por lá em competicoes.

E estranhei que nao me lembrasse de nada da cidade...

É certo que durante as minhas estadias, pouco saía a rua. Passávamos os dias num pavilhao gimnodesportivo e a noite arrastávamo-nos para as residencias. Mas ainda assim, fui mais do que uma vez ao centro, ou para passear ou para beber uns copos.

E, na verdade, nao reconheci nada. Nao me lembro de nada.

Foi a primeira vez que me aconteceu. Estar num sítio onde sei que estive e nao ter qualquer referencia ou sentido de orientacao.

Sei que ja passaram talvez 8 anos desde que lá estive, mas ainda assim estranhei.

Dezembro 15, 2008

Leituras de cabeceira

E porque a vida nao pode ser comandada exclusivamente pelo trabalho...

I. Winter in Madrid, de C. J. Sansom



Passado em Espanha pós Guerra Civil e durante a época do Franco. Muito bom.



II. The Piano Tuner, de Daniel Mason


Passado em Burma, aliás, Birmania, aliás, Myanmar.... muito interessante de um ponto de vista histórico e cultural. Também gostei bastante.


III. Real World, de Natsuo Kirino


Uma das mais famosas escritoras de thrillers policiais e negros Japonesa.
"Natsuo Kirino’s latest noir thriller, a grim look at teen culture, elicited varying reactions from critics. Kirino focuses intently on her characters’ inner lives as she delves deeply into their nihilist worldviews and feelings of alienation. But some critics found the angst-ridden, self-absorbed teens melodramatic and unconvincing, their slang-studded dialogue often cringe-worthy. Tension mounts as narrators shift and events are gradually revealed from different perspectives; however, some reviewers considered the plot depressing and predictable. Instead of a suspenseful crime novel, Real World may function better as an examination of contemporary youth coming of age in a world of chat rooms, text messages, and reality TV who will cling to anything that connects them, however tenuously, to what they perceive as the “real” world. "


Em comum? Nenhum acaba como eu esperava. E isso é bom.
E o Natal está a porta... pode ser que o Pai Natal ache que eu fui uma boa menina e me traga mais livros...

Novembro 20, 2008

Eu, gostar deste filme?! Naaao...

Pois, I., este e apenas um dos filmes "mauzitos" que, se estiverem a dar, nao consigo deixar de ver... e ha mais... oh la la se nao ha mais...




(Willow - na terra da magia)

Quem quiser entrar no desafio e por as vergonhas a nu, vao la ao blog da I. ver as regras...

Outubro 03, 2008

a crise financeira em miudos (parte III)...

( No Conselho de Administração,)

- QUEM É QUE BANDOU BETER HORBODAS NOS FRANGOS?
berrou a Presidente do Conselho de Administração da Empresa Primos SA, ainda não estavam todos sentados e imediatamente os três outros primos olharam para o Dr. Santos. O Dr. Santos, CEO, aguentou o olhar dos quatro ao mesmo tempo e respondeu:
- Se a Maria queria frangos maiores à força de milho biológico, esqueceu-se de me dizer a marca…
e a ordem foi restabelecida na sala.
É nesta primeira crise da Empresa Primos (esqueci-me do resto do nome) SA que se começa a ver o calibre de accionistas e gestores executivos. A crise é deveras grave:
Por um lado, não só temos algumas verdades a correrem pela Rádio Alcatifa (que, como toda a gente sabe, é forma de comunicação mais rápida que a velocidade da luz) que acabam por sair das portas da empresa (realmente os frangos estão alimentados com hormonas), como alguns boatos que foram crescendo:a Maria só tem uma gripe e as alfaces estão amarelas, para experimentar uma variação de cor no mercado; infelizmente o director de Marketing teve um ataque de qualquer coisa que não quis dizer (mas que tem aberto todas as emissões da Rádio Alcatifa, incluindo marcas do que lhe foi receitado e como e onde e quantas vezes aconteceram para ter adoecido daquela forma), esqueceu-se de dar andamento à campanha publicitária e os seus colaboradores estão a aproveitar aquela aberta para se actualizarem na net (e jogarem patos e loops o dia todo). Estes factores, em conjunto, quando saem da porta da empresa e entram no circuito da comunicação, já não interessa se são verdade ou se não são: os compradores e vendedores de acções são pessoas que reagem muito depressa. E, uma vez em queda, há sempre um efeito bola de neve.
Por outro lado, pela primeira vez na vida daquela empresa, aquele conforto relativo de domínio de mercado, está ameaçado pela concorrência. Não é uma concorrência qualquer. É que na Aldeia Global cabe toda a gente, incluindo aquela que produz a custos muito menores. E, se o consumidor é capaz de pensar duas vezes na qualidade daquilo que lhe custa uns valentes patacos, nos produtos mais baratos, prefere sempre o mais barato. Afinal, caramba, qual é a diferença entre uma alface verde produzida numa empresa que tem custos de produção e mais aquelas alcavalas todas de subsídios e planos e horas extraordinárias e descontos para o fisco e segurança social e outra alface verde que é produzida numa empresa que não terá senão os custos de produção? A única diferença é que a primeira alface é produzida na Aldeia Básica nº1 (e arredores) e a outra é produzida na Aldut Basikinchin I. E quem compra as alfaces, escolhe a alface que quer na sua salada.
O problema é que, se as alfaces conseguem ir de um lado para o outro, já os moradores têm mais dificuldades (embora eu desconfie que os moradores da Aldeia Básica nº 1 não estejam muito interessados em ir viver para a outra, quanto mais não seja porque na deles têm as tais alcavalas e na dos outros nem por isso). E mesmo que a livre circulação de pessoas fosse absoluta e total, a verdade é esta: ambos os moradores das duas Aldeias escolhem as alfaces provenientes de Aldut Basikinchin I.As alfaces da Aldeia Básica nº 1, aka da Empresa Primos SA, estão condenadas.
E aqui os sócios têm várias alternativas:
A mais fácil para o problema da Bolsa é pedirem mais umas coroas emprestadas e comprarem eles umas acções. Um valente lote de acções da empresa. Isso fará com que a queda daquele título possa ter uma recuperação e os investidores (os donos das acções da empresa) vêem a tendência virar, ficam mais tranquilos e o mercado acalma.
(esta explicação é tão simplista que até dói à Maria, mas adiante;) entretanto ela fica boa da gripe, o que será visível e o Press Release sobre as Alfaces Cor de Sol Para Alegrar a Sua Salada de Inverno é finalmente divulgado, o que será tomado como desculpa, mas as alfaces até são giras e lá se vendem e são diferentes das outras verdes da concorrência. A Empresa diversificou a sua produção e já pode concorrer, durante uns tempos, com aquelas alfaces.
[Nota do autor: por favor não perguntem pelas maçãs, coelhos e galinhas e imaginem maçãs azuis, coelhos e frangos congelados e já temperados ou outra coisa qualquer; a empresa adapta-se e sobrevive]
Outra alternativa, que um dos primos da Maria está agora a propor é mais complicada. Na realidade, este primo está farto de alfaces, maçãs, galinhas e coelhos e sente que nunca tem tempo para tirar férias numas ilhas paradisíacas. A ele parece-lhe que a empresa está completamente condenada e, antes que a coisa fique mesmo preta, o melhor é salvarem o deles. Se calhar podem aumentar as despesas de representação, não? E mais uns pozinhos aqui e ali que não se notem muito e que vão parar a umas contas offshore em qualquer lado onde não sejam feitas muitas perguntas (verdade seja dita, cada vez mais difíceis de encontrar). Depois, quando a empresa falir, logo se verá…mas o que é certo é que os últimos a receber o que sobrar depois de se pagar tudo o que se deve, são os accionistas, só que nessa altura já estamos todos em Honalututu, a beber margaritas.
(esta é mais difícil de implementar, já que a supervisão das empresas cotadas em Bolsa é mais apertada, como todos nós sabemos…)
Mas a Maria não aceita esta proposta. Fartou-se de dar o litro pelas alfaces (e pelo resto), está com gripe, dói-lhe a cabeça e nunca foi muito à bola com aquele primo. Decide que se viabiliza a empresa, com diversificação de produtos em nichos de mercado que ainda não estão preenchidos (são os primeiros a ter alfaces amarelas) e manda o primo estudar a possibilidade de futuras alfaces vermelhas para a Patagónia. Assoa-se mais uma vez, pergunta se há mais alguma coisa, diz ao Dr. Santos que depois logo conversam sobre umas quantas coisas, levantam-se todos e nessa altura
entra o secretário da comunicação na sala, esbaforido, e exclama:
Meu Deus! A Empresa Couves Roxas e Irmãos, SA, está a anunciar que compra todas as nossas acções a 10% acima do preço da cotação média dos últimos 3 meses! Nunca se viu nada assim! E agora?! O que é que fazemos?!
A Maria, calmamente, arruma os lenços de papel na carteira e responde:
- Vocês não sei. Eu vou para casa tomar um chazinho com mel e limão e dois paracetamóis a ver se amanhã tenho cabeça para tratar dessa OPA HOSTIL.


(continua...)

a crise financeira em miudos (parte II)

A Empresa Empresa Primos Sociedade Anónima (porque passou de uma sociedade por quotas para uma sociedade em que o capital é representado por acções, ie, uma sociedade anónima) tem agora suficiente capital para os novos investimentos e para contratar uma carrada de gente e começa em força a produzir coelhos, galinhas, alfaces e maçãs. É evidente que o sabor não é exactamente o mesmo, mas as galinhas e os coelhos são todos gordinhos, as alfaces e as maçãs são todas do mesmo tamanho e, de qualquer forma, já ninguém tem hortas ou galinheiros e coelheiras, porque estão todos a trabalhar para a Empresa Primos SA. A produção é vendida na Aldeia Regional Central (ARC) e a rapaziada vai toda lá às compras de novidades, quiwis e patos e mais uns quantos plasmas e LCD’s.
A Empresa Primos SA tem sucesso, aumenta a produção, investe mais, endivida-se mais e resolve até fazer aumentos de capital através da venda daqueles tais papéis que dão direito a participação nos lucros (dividendos), decidindo que não é preciso ter 51% da empresa para tomar decisões de estratégia e de implementação da estratégia (nas economias anglo-saxónicas, há uma Administração - que tem representantes dos donos da empresa, ie, os accionistas - que decide da estratégia e um corpo executivo que a implementa e cujo principal executivo se chama CEO (Chief Executive Officer), normalmente contratado pela Administração, aka, pelos principais accionistas). Nada disso. Já há tanta gente que tem acções deles, que arriscam aumentar mais o capital, embora fiquem em situação minoritária. Mas por um lado não têm capitais próprios para continuarem a manter os 51%; e, por outro, a pulverização das acções é tão vasta, que todos os outros são pequenos accionistas e nunca se lembram de se juntarem todos e ir à Assembleia Geral Anual votar contra alguma coisa em bloco. Até porque estão é preocupados com o que vão receber no fim do ano, de parte dos lucros da empresa que lhes vai calhar (os dividendos).
Mas todos estes donos destes papéis, ao verem que aquilo até paga alguma coisa todos os anos, resolvem que há mais empresas que também estão a vender acções. E vão lá comprar umas. Lá sendo um mercado onde cada empresa mete uns papéis à venda e, como os donos e gestores e trabalhadores não têm tempo de estar ali a vendê-los (esta parte efabulo, não faço ideia, mas deve ter sido assim, no início), há uns tipos especialistas, que sabem os preços de todas as acções de todas as empresas.Mas essas acções são limitadas. Daquela empresa que está cheia de sucesso não há mais, estão todas vendidas, e o senhor Adosindo Silva, que tem acções da Empresa Primos SA, quer trocar de carro e precisa de dar uma entrada para um Audi6. E pensa “bem, tenho aqueles papéis, posso vendê-los” e vai lá perguntar se alguém lhos vende. O tal especialista, o corrector, responde, “olhe veja lá, até tenho dois interessados, que sorte já viu?” e o senhor Silva, que não é parvo, diz-lhe que se é assim, então que vende ao que der mais.
Portanto, aquele papel que na realidade valia imagine-se, um pneu de um camião de carregar coelhos (é preciso não esquecer que esse dinheiro são fundos para a empresa investir), agora vale o pneu e mais um x que o senhor Sousa quis pagar, só para ter ele aquela acção. Porque é que o senhor Sousa pagou mais? Porque acha que na realidade aquela acção vale dois pneus, já que pelas contas dele, a empresa vale mais do que aquilo que está na contabilidade, tem credibilidade, tem futuro, tem uma marca boa, ninguém mais vende coelhos, galinhas, maçãs e alfaces (tem o monopólio daquela área de negócio), enfim, porque quer pagar mais agora pelo papel que acha que vai valer ainda mais no futuro. Já o senhor Silva quis vender para dar entrada para o carro.
E mais gente compra aquelas acções daquela empresa excelente. Como toda a gente quer comprar e ninguém quer vender, o preço aumenta, porque quando há para vender, há sempre mais compradores que vendedores. Aquela acção vai subindo, apenas por força das expectativas das pessoas.
Só que
é preciso não esquecer a palavra Aldeia.
E, no largo da Aldeia, juntam-se um dia umas pessoas numa conversa mais ou menos assim:
- Ouvi dizer que a Maria dos coelhos está muito doente, coitada!- Tu não me digas! Mas ela é que manda na Empresa Primos SA! Os outros primos fazem o que ela diz!- Se ela se vai, aquilo não sei não…- Por acaso, agora que dizes, ouvi dizer que as alfaces andam um bocado amarelentas!- Ai é? Eu ouvi dizer que as galinhas estão cheias de hormonas…- Caramba, e eu com aqueles papéis deles lá em casa.- Olha eu cá já vendi os meus!- Não me digas, vendeste as acções?- Vendi e mais! O João da Esquina tinha-as vendido na véspera e conseguiu melhor preço!- Epá isso é uma merda! Amanhã vou já vender as minhas!- Caneco, eu também!- E eu!
E, no dia seguinte, na Bolsa de Valores Imobiliários, as acções da Empresa Primos SA, que até aí, estavam a subir, com tantos vendedores e menos compradores, começam a descer…
E a Maria acorda, ainda não recuperada de uma brutal gripe, e não só vê as acções da sua empresa a descer no site da Bolsa, como, olhando lá para fora, vê passar a caminho do mercado da ARC, uma data de camiões TIR com alfaces, maçãs, galinhas e coelhos e uns caracteres esquisitos escritos ao lado…

A crise financeira em miudos parte I...

A proposito das milhentas noticias e opinioes sobre o que se passa nos mercados financeiros e suas consequencias para as economias mundiais, encontrei num blog estas explicacoes, bem trocadinhos em miudos e numa linguagem e exemplos que toda a gente pode seguir.

Ainda nao esta completa, conforme a 100nada for actualizando a explicacao, tambem eu o farei aqui.


Quando se fala em Aldeia Global, a malta pensa logo em coisas simples, como a redução da distância, a facilidade com que se passa férias na Nova Zelândia, a rapidez da viagem da tia Mariazinha quando visita os compadres em Newark, as comunicações tão rápidas, a net e o comércio electrónico, enfim, pensamos muito na palavra Global, de globo curto e pequeno, o mundo ao alcance da mão.
Esquecemo-nos da outra palavra: Aldeia. Uma aldeia não é uma vila ou uma cidade. É um pequeno burgo, com pouca gente e onde toda ela se conhece. Onde realmente se vai daqui para ali num pulinho e tudo é muito perto e fácil. Mas uma aldeia tem outras características e não são muito diferentes da nossa Aldeia Global.
Na nossa Aldeia Básica Nº1 (AB1) toda a gente tem uma horta e uma coelheira. Toda a gente come coelho com alface e toda a gente é feliz (menos os pobrezinhos que, em qualquer aldeia, comem restos de folhas de couve e as cabeças dos coelhos quando sobram, portanto vamo-nos esquecer agora deles, embora seja um bocado desumano, mas é assim que as coisas funcionam na realidade).
Um belo dia, o Zé vai a casa da Maria e diz-lhe “ó vizinha, eu não sei lá o que dá aos coelhos, mas os seus têm muito melhor aspecto que os meus; mas olhe que não devem ser alfaces, que as suas estão pra lá de murchas. Então, eu vinha aqui propôr que a vizinha me dava uns coelhos e eu, em troca, lhe dava umas alfaces, já que os meus coelhos estão a morrer todos com excesso de vitaminas”. A Maria olha para as alfaces do Zé, pensa um bocado e diz, realmente é capaz de ser uma boa ideia. E cada um deles passa a especializar-se num só produto. Claro que, passado um tempo as alfaces do Zé são as melhores alfaces da aldeia e os coelhos da Maria os mais tenrinhos, uma vez que os dois dedicam o tempo inteiro a aperfeiçoar aqueles produtos.
E, como têm a mais e o resto da aldeia também só tem hortas e coelheiras, os dois resolvem juntar-se e ir falar com a Aldeia Básica nº 2 (AB2) e explicar a uns primos que lá têm que, se se especializassem em galinhas e maçãs, poderiam trocar todos os seus produtos. Como a procura passa a ser o dobro e com a especialização da produção dos quatro primos, os produtos têm maior qualidade, as outras pessoas de ambas as aldeias passam a trabalhar para a Empresa Primos e Cia, que entretanto resolveram formar, com a finalidade de ir vender alfaces, maçãs, coelhos e galinhas, à Aldeia Central da Região (ACR).
A ACR acha tudo muito bem, mas tudo aquilo é pouco, porque fornecem trezentas aldeias e, ou a quantidade da Empresa Primos e Cia é suficiente ou não compram a produção. Os primos juntam-se e resolvem contratar uma data de gente de outras aldeias e comprar umas máquinas que apanham as maçãs e as alfaces e uns aparelhos que dão de comer aos coelhos e às galinhas automaticamente. Fazem umas contas e verificam que precisam de dinheiro para aqueles investimentos e para pagar ordenados, segurança social, planos de reforma, seguros de saúde e subsídios de almoço.
E é então que a Maria (que é gaja e é esperta) se lembra: e se pedíssemos a toda a gente que nos emprestasse o dinheiro que têm escondido debaixo do colchão? Os primos acham uma ideia linda e lá vão eles angariar fundos. Só que a resposta que levam é a seguinte:
“sim senhor, o eu empresto o dinheiro que tenho debaixo do colchão; mas como aquilo me ampara a cama e fica mais suportada, vou ter que comprar uma tábua para meter no lugar das notas. Tá bem que não me pagam a tábua agora, se não podem, mas quando mo devolverem, é o meu e mais o preço da tábua”
Eles concordam e assim se concretiza o empréstimo com pagamento postecipado de capital e juros.
Mas depois, algumas das pessoas pensam assim:
“Olha lá! estes tipos aqui desta empresa vão ficar ricos! E eu só recebo o preço da tábua? Nem pensar. Eu quero sociedade!”
e os primos, que já são sócios em partes iguais, cada um tendo entrado com respectiva coelheira/galinheiro/horta ficam naquela, epá mais sócios não…e a Maria, que é uma gaja esperta, inventa o seguinte:
“Ora nós já temos aqui as nossas coisas e não queremos mais ninguém de sócio; mas como precisamos de dinheiro para investir nas tais máquinas novas e o que nos emprestaram não chega, fazemos um aumento de capital e damos a estes um papel que diz que são donos e que têm direito a uma parte dos lucros; mas claro que esse aumento nunca será no seu todo maior do que aquilo que nós já temos: fazemos a coisa assim: o total, 51% fica para nós e assim decidimos tudo; e os restantes 49% ficam para eles. Se tivermos lucros, damos-lhes (se não voltarmos a investir esses lucros) e se tivermos prejuízos, paciência, não recebem nada.”

Setembro 26, 2008

A primeira ja explodiu...
A segunda estara para breve.The clock is ticking...

Setembro 24, 2008

A economia paralela

Um grupo de trabalho nomeado pelo ministro das Finanças estima que, desde 1981 até 2005, o peso da economia informal em Portugal pouco variou, situando-se nos 22 por cento do Produto Interno Bruto, segundo um relatório solicitado pelo PÚBLICO.

Composto por quadros da administração fiscal, o grupo foi nomeado em Abril de 2006, para criar um "mapa da fraude e evasão fiscal, a utilizar no âmbito da DGCI". Devia definir "os principais sectores, actividades e valores envolvidos na economia paralela", tal como acontece noutros países.

O relatório final - cujos dois relatórios de progresso as Finanças não disponibilizaram - sublinha o conceito de "economia não observada" que vai da "economia ilegal", passando pela "economia subterrânea" (economia legal desrespeitadora das normas fiscais ou sociais), pelo "sector informal" (carácter familiar da actividade) até ao "autoconsumo das famílias". Os valores foram encontrados usando modelos de diversos autores internacionais.

Pressupôs-se que a economia paralela pode ser determinada indirectamente, através das partes não declaradas do esforço fiscal, do consumo, da taxa de desemprego, circulação monetária ou ainda dos trabalhadores que, declarando-se por conta própria, são verdadeiros assalariados.

A conclusão é a de que a economia paralela oscilou - de 1981 a 2005 - entre 20 e 23,1 por cento do PIB. Estes números corroboram os de outros estudos com a mesma metodologia. Na Europa, Portugal situa-se acima da média (16 por cento) e próximo de Espanha, Itália, Grécia ou Bélgica. A nível mundial, está abaixo da Europa e Ásia ex-socialista (38 por cento), da Ásia (26) ou África (41).

Mas o próprio grupo de trabalho concluiu - citando a OCDE, FMI e OIT - que "há fundadas dúvidas sobre a relevância e acuidade das hipóteses". A quantificação é, aliás, "fonte frequente de confusões e erros", pelo que os dados "deverão ser assumidos e interpretados com particular cuidado". O método, como se frisa, é pouco sensível "a alterações de política governativa" e, por isso, não é "particularmente vocacionado" para orientar a administração fiscal.

Tentando obviar essa lacuna, o grupo de trabalho estudou os valores dos próprios serviços de inspecção do fisco, para quem, supostamente, deveriam fornecer um mapa de orientação da inspecção. E fê-lo com números apenas a partir de Outubro de 2004, quando foi introduzido o documento de correcção único, até Junho de 2006. Tomaram-se os valores corrigidos pelas inspecções ao rendimento colectável e o respectivo imposto em falta (ver caixa).

Se corresponde à realidade, a constância dos números em quase 30 anos pode revelar uma má escolha dos instrumentos de ataque à economia paralela ou alguma condescendência. Os estudos internacionais frisam que o fenómeno relaciona-se com a informalidade das relações laborais. Mas em 2004 a firma Mckinsey sublinhava a existência em Portugal de 30 por cento de trabalho informal (não-rural) e actualmente a revisão do Código do Trabalho ainda prevê medidas contra a precariedade do trabalho.

Durante a década de 80-90, os Governos aceitaram as dívidas das empresas à Segurança Social como apoios indirectos. Até há bem pouco tempo não havia cruzamento entre os dados fiscais e os da Segurança Social. Os serviços fiscais ainda se esforçam por uma informatização integrada. Não há mecanismos automáticos de detecção de sinais exteriores de riqueza. Os métodos indiciários de apoio à inspecção tributária foram sendo sucessivamente prometidos desde que o Código do IRS foi aprovado em 1989.

Banca, SGPS e construção
Os dados da inspecção tributária revelam maiores correcções às declarações de IRC na actividade de intermediação financeira(26 por cento do total), sociedades-topo de grupos económicos (12,4 por cento), actividades ligadas à construção (construção e engenharia, 10 e 5,4 por cento, respectivamente) e comércio por grosso de combustíveis (10 por cento). Em IRS, a correcção foi nas actividades desportivas (9,5 por cento), construção (5,5 por cento), engenharia civil (4,4 por cento), actividades técnicas ligadas à construção (3,6 por cento.

Ainda que os devidos descontos e lacunas do estudo, 22% de economia paralela parece-me assustador... mas la esta, todos conhecemos caseos de gente que tem empresas e conduzem grandes maquinas e que declaram anos de prejuizos sucessivos, sem que algo lhes aconteca.

Mas por outro lado, nos, os outros, todos aqueles que nao pedem factura, tem empregada sem pagar descontos, tem casita de ferias que arrendam em Agosto e outros que tais, tambem nao podem atirar pedras, que os telhados nao aguentam...

Setembro 21, 2008

30

Sempre que alguém fazia 30 anos, lembrava-me da M., que teve uma pequenina crise quando entrou na década dos trintas… que não queria, que não se sentia trintona, que não podia ser, que não queria festejar nem parabéns. Que quando fez 29 já estava preocupada que os 30 estavam a porta.

30

Lembro-me quando o meu irmão fez 30, de pensar que ele estava a ficar “assim para o velho” e que eu ainda me sentia (na altura com 26) como tendo 22/23 anos. Não e que ter aquela idade me chateasse ou me trouxesse alguns problemas ou dificuldades de aceitação, mas apesar de já estar a trabalhar (na verdade, com dois empregos), ainda me sentia com uma certa despreocupação mais típica da adolescência.

30

Não sabia bem o que esperar de mim própria (em termos emocionais) quando a altura chegasse. Confesso que também nunca dediquei muito tempo a pensar nisso. Fui aproveitando o máximo que pude, agarrando oportunidades, lutando pela felicidade de todos os dias sem hipotecar a futura.

30

E entretanto, muitas amigas e amigos viraram essa página. Uns ligaram-lhe tanto quanto a qualquer outro aniversário, outros diziam que os 30 são os novos 20 e que não há diferença nenhuma. Outros deprimiam-se um pouco…

30

Dei por mim a começar a pensar nisso há uns meses. Que estava quase a fazer 30. E a perguntar-me o que eu achava … e a resposta surgiu rápida. Sinto-me lindamente e encaro com um sorriso amplo e sincero este aniversário e esta celebração da passagem do tempo.

Tenho um namorado pelo qual continuo apaixonada, que continua a abraçar-me como fazia quando começamos a sair, que sinto que me adora (com todos os meus defeitos e mau feitio) e com quem conto para tudo. Somos um casal, uma equipa, uma laranja.

Apesar de longe, tenho uma família que e o meu núcleo, a minha forca vital, que fazem parte de mim e do que sou. Não falamos todos os dias (nem sequer todas as semanas), mas não e preciso.

Tenho amigos cá e lá, que provam que boas pessoas há em todo o lado e que não e preciso estar presente todos os dias para se estar presente. Com quem posso contar. E que podem contar comigo.

Nunca me senti tão forte fisicamente. Ando de bicicleta, vou ao ginásio, corro todas as semanas, ando a tentar fazer a meia-maratona… sinto que o corpo não esta a adormecer e que ainda consigo fazer um sprint para apanhar o comboio sem ficar a morrer e que tenho tanta vitalidade como há uns anos. E tenho a certeza que aos 30 ainda dou um baile a muitas catraias de 15.

Nunca me senti tão bem emocionalmente, sei o que quero, sei perfeitamente o que não quero e não funciona para mim, aprendi a saber aceitar compromissos e a nunca comprometer aquilo em que acredito e acho importante. Vivo a minha vida como eu acho que a devo viver, não procrastino decisões, respeito quem merece o meu respeito e aos demais não dou conversa. Tento criar tempo para aqueles de quem gosto e com que quero estar, cada vez passo menos tempo “por favores ou conveniências”. (eu tenho mau feitio, já o tinha dito…)

Tenho um trabalho (não vou dizer que adoro, era bom demais…) que me realiza profissionalmente, onde sou respeitada e que me permite ter tempo e dinheiro para gozar todas as outras coisas que menciono acima. E em que acredito ser possível evoluir e aprender. A começar já em 2009 com um MBA.

Tenho projectos, sonhos e ideias. Planos concretos e outros nem tanto. Tenho-me principalmente a mim. E sendo um chavão, cada vez e também mais eu… não sei para onde vou, mas estou a caminho (e tenho a sensação que por um atalho…)

Setembro 17, 2008

E ja estamos a meio de Setembro!

Nao consigo segurar o tempo que insiste em escapar-se entre os meus dedos! Raios!!!!!

(alguem me sabe dizer para onde foram os primeiros 8 meses do ano??)

Agosto 27, 2008

Shadow of the wind

Foi a ultima das minhas leituras.


Embora embrenhada nos estudos, ha coisas que nao consigo deixar de fazer, nomeadamente ler. Principalmente se ja tiver comecado e estiver a gostar. Nao da, tenho de acabar.

E este foi um desses.

E porque me estou a sentir generosa, deixo uma sinopse:

"The novel, set in post- Spanish Civil War Barcelona, concerns a young boy, Daniel. Just after the war, Daniel's father takes him to the secret Cemetery of Forgotten Books, a huge library of old, forgotten titles lovingly preserved by a select few initiates. According to tradition, everyone initiated to this secret place is allowed to take one book from it, and must protect it for life. Daniel selects a book called The Shadow of the Wind by Julián Carax. That night he takes the book home and reads it, completely engrossed. Daniel then attempts to look for other books by this unknown author, but can find none. All he comes across are stories of a strange man - calling himself Laín Coubert, after a character in the book who happens to be the Devil - who has been seeking out Carax' books for decades, buying them all and burning them. In time this mysterious figure confronts and threatens Daniel. Terrified, Daniel returns the book to the Cemetery of Forgotten Books but continues to seek out the story of the elusive author. In doing so Daniel becomes entangled in an age old conflict that began with the author himself. Many parallels are found to exist between the author's life and Daniel's and Julián takes it upon himself to make sure history does not repeat"

Muito bom, bem escrito e dificil de parar de ler.